Ajuste de selas na raça Mangalarga Marchador
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O estudo do ajuste de selas utiliza conceitos anatômicos, fisiológicos e
biomecânicos de humanos e equinos para encontrar a interface ideal entre cavaleiro (a),
sela e dorso. Uma sela ajustada permite o melhor funcionamento músculo esquelético,
condição vital para o bom desempenho e bem-estar animal. O objetivo do estudo foi avaliar
se as selas mais utilizadas na raça Mangalarga Marchador são bem ajustadas aos animais.
Para isso, foram realizadas mensurações lineares e angulares do suadouro de 117 selas
durante a 37a Exposição Nacional da Raça MM e mensurações lineares e angulares do
dorso de 377 equinos da raça MM durante o 32o Campeonato Brasileiro de Marcha e a 38a
Exposição Nacional da Raça MM utilizando uma fita métrica, um hipômetro e um moldador.
Inicialmente, os 4 modelos de selas tipo australiana (STA) mais utilizados foram
comparados às mensurações dos cavalos e, posteriormente, esses modelos foram
avaliados quanto à capacidade de distribuição de apoio do suadouro ao dorso de 8 animais
antes e após exercício por meio de análises termográficas, utilizando o termógrafo Flir E40.
As 11 variáveis correspondentes entre sela e cavalo foram avaliadas em 6 áreas de ajuste
(comprimento; larguras; abertura no cepilho, terço médio e patilha; e alturas mediais) dentro
de 7 grupos: machos, fêmeas, marcha picada, marcha batida, idade1 (3 ~ 5 anos), idade2
(5 ~ 8 anos) e idade3 (acima de 8 anos). As 32 terrmografias de suadouro pós exercício
foram classificadas em escores de 1 a 5 e avaliadas em 3 parâmetros: simetria da área de
contato, contato com a linha medial dorsal e área total de apoio ao dorso. No total das 308
comparações sela/cavalo, 99,7% não atingiram o índice ideal para correspondência das
medidas angulares e lineares (p<0,05). No total das 32 termografias, 62,5% obtiveram
escore 1 - péssimo, 25% escore 2 - ruim e 12,5% escore 3 - aceitável, a assimetria na área
de contato ocorreu em 72% das imagens, 88% apresentaram contato com a linha medial
dorsal, 6 imagens tiveram área de apoio total de até 25%, 13 entre 26% e 50%, 10 entre
51% e 75% e 3 com 76% ou mais. Os resultados apontam falhas no ajuste das selas mais
utilizadas na raça e baixa capacidade de distribuição de apoio ao dorso dos cavalos MM.
Avanços na conscientização sobre o ajuste de STA e na fabricação de modelos devem
ocorrer para melhorar o bem-estar e desempenho dos equinos da raça MM.
Abstract
Saddle Fitting interfaces rider, saddle and the horse’s back through anatomic,
physiologic and biomechanical concepts. An adjusted saddle is an utmost condition for
achieving a balanced ride and to optimize horses’ kinematics, thus allowing proper
muscle function, a vital requisite in achieving maximum performance and comply with
animal welfare guidelines. This work aims to describe Australian-type saddles (STA)
commonly used in Margalarga Marchador horses (MM) and correlate saddle panels
measurements with horses’ back. Linear and angular measurements of 117 saddles
were taken during the 37th MM National Exposition, and from the thoracic region of
377 MM horses during the 32o Brazilian Marcha Championship and the 38th MM
National Exposition MM, using a measuring tape, a hypometer and a moulder. All four
STA models more commonly used were compared to horses measurements and
evaluated in their capacity to distribute weight in the Gullet area. These evaluations
was made on horses back before and after exercise, using a Flir E40 thermograph in
eight horses. on the back of eight horses. Eleven variables concerning saddle/horse
were evaluated in six adjustment areas: (1: lenght; 2: width; 3: seat – A; 4: mean– B,
5: seat – C e 6: medial heights) within seven groups: males, females, marcha picada,
marcha batida, age1, age2 e age3. All 32 post-exercises thermographic panels
evaluations were classified according to a qualitative score (1 to 5) (1: Very bad; 2:
Bad, 3: Acceptable; 4: Good e 5: Excellent). On all 308 saddle/horse comparisons,
99,7% did not achieve an ideal index of correspondence regarding angular and metric
measurements (p<0,05). On 32 Gullet thermographic evaluations, 62,5 % were scored
as 1, 25,0 % as 2 and 12,5% as 3. Results highlight flaws regarding STA fitting and its
low capacity of a proper weight distribution on MM horses’ back, thus compromising
their performance. A better understanding of Saddle Fitting principles and saddle
manufacturing
Assunto
Palavras-chave
Equino, Mangalarga, Zootecnia