A ética do uso e da seleção de embriões.

dc.creatorLincoln Thadeu Gouvea de Frias
dc.date.accessioned2019-08-09T14:54:11Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:05:05Z
dc.date.available2019-08-09T14:54:11Z
dc.date.issued2010-08-17
dc.description.abstractThe thesis introduces and analyses arguments for and against the use, discard and genetic selection of human embryos in the context of the derivation of embryonic stem-cells and the preimplantation geneticdiagnosis during in vitro fertilization. The problem is approached from the moral viewpoint more specifically, from the practical ethics viewpoint. The methodology used is the reflective equilibrium, which consists in themutual adjustment between theoretical principles and intuitions (pre-theoretical judgments).The normative framework is inspired on Rawls theory of justice and on Beauchamp & Childress principlism. Besides introduction and conclusion, the text is composed by three chapters. The first of them discusses the moral situation of the embryo through the analysis of the main arguments for conceptionism (the claim that the embryo has the right to life since conception). The second chapter explores anti-selectionism (the claim that there is something morally wrong in genetic embryo selection) through the analysis of its main arguments. The third chapter analyses the Therapeutic Restriction (the claim that embryo selection must be permitted only to guarantee the health of the child). The conclusion of the first chapter is that the use and discard of embryo for research and reproduction is admissible, even if they are viable and created for this purpose, because neither ofthe reasons to confer the right to life to the embryo are convincing although they justify that there must be limits to embryo use. In the same way, the second chapter concludes that there is no decisive reasons against embryo selection in general, despite the grounds for caution. The last chapter presents the conclusion that the Therapeutic Restriction is inappropriate to distinguish which criteria of selection are morally acceptable, notwithstanding its advantages in public policy design. For instance, there are no decisive moral reasons against sex selection and selection by compatibility for donation, although they dont aim at the health of the child.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-89TGYC
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFilosofia
dc.subjectCiência e ética
dc.subjectÉtica
dc.subjectBioética
dc.subjectEpistemologia genética
dc.subject.otherDiagnóstico genético pré-implantação (DGPI)
dc.subject.otherEmbrião
dc.subject.otherStatus moral
dc.subject.otherCélulas-tronco
dc.titleA ética do uso e da seleção de embriões.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Telma de Souza Birchal
local.contributor.referee1Débora Diniz
local.contributor.referee1Darlei Dall'Agnoll
local.contributor.referee1Sergio Danilo Junho Pena
local.contributor.referee1Ivan Domingues
local.description.resumoA tese apresenta e examina os argumentos favoráveis e contrários ao uso, descarte e seleção genética de embriões humanos tanto para derivação de células-tronco embrionárias quanto para o diagnóstico genético pré-implantação durante a fertilização in vitro. A questão é tratada do ponto de vista moral, mais especificamente, da ética prática. A metodologia usada é o equilíbrio reflexivo, que consiste no ajuste mútuoentre princípios teóricos e intuições (juízos pré-teóricos). As bases normativas do trabalho são inspiradas na teoria da justiça de Rawls e no principialismo de Beauchamp & Childress. Além da introdução e da conclusão, a tese é composta por três capítulos. O primeiro deles discute a situação moral do embrião, através do exame dos principais argumentos em favor do concepcionismo (a afirmação de que o embrião tem direito à vida desde a concepção). O segundo capítulo investiga o anti-selecionismo (a afirmação de que há algo de moralmente erradona seleção genética de embriões) através da análise de seus principais argumentos. O terceiro capítulo analisa a Restrição Terapêutica (a afirmação de que a seleção de embriões só deve ser permitida para garantir a saúde do filho) e apresenta estudos de caso sobre a seleção por deficiência, para melhoramento, por sexo e por compatibilidade para doação. A conclusão do primeiro capítulo é de que o uso e descarte de embriões para pesquisa e reprodução é admissível, mesmo que eles sejam viáveis e criados apenas para esse fim, as razões para conferir direito à vida ao embrião não são convincentes, embora justifiquem que deva haver limites para o uso de embriões. De maneira semelhante, o segundo capítulo conclui que não há razões decisivas contra a seleção de embriões em geral, ainda que haja motivos para cautela. O último capítulo apresenta a conclusão de que a Restrição Terapêutica é inadequada para distinguir quais critérios de seleção são moralmente aceitáveis, apesar de ter vantagens no planejamento de políticas públicas. Por exemplo, não há razões morais definitivas contra aseleção por sexo e por compatibilidade para doação, embora não visem a saúde do filho.
local.publisher.initialsUFMG

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