Diagnóstico molecular da Leucemia viral felina por meio da utilização de Swab Oral, conjuntival e retal
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
A infecção pelo Feline leukemia virus (FeLV), agente causador da Leucemia Viral Felina, pode levar a
neoplasias fatais, doenças degenerativas do sistema hematopoiético e imunossupressão. O contato próximo
favorece a transmissão do FeLV entre gatos que compartilham o mesmo espaço e instalações. Para a
execução de testes diagnósticos, atualmente, o sangue e seus derivados são as principais amostras
biológicas utilizadas. A coleta de sangue é geralmente por punção venosa, exigindo contenção física ou
química do animal. Tornar o diagnóstico das retroviroses felinas mais prático e fácil é crucial para reduzir
os impactos negativos na saúde animal e aumentar o número de animais testados. O objetivo deste estudo
foi avaliar o uso de amostras de swab de mucosa oral, conjuntival e retal, no diagnóstico molecular da
infecção pelo FeLV. Além do sangue total utilizado como amostra de referência, foram coletados de cada
animal dois swab orais, dois conjuntivais e um retal. Todas as amostras séricas foram submetidas a testes
imunoenzimáticos e à reação em cadeia da polimerase (PCR) para a amplificação do fragmento do gene
gag do DNA proviral. A mesma PCR também foi realizada em todas as amostras obtidas por swab. Foram
selecionados para o experimento 145 animais de forma aleatória. A ocorrência para o FeLV na população
estudada foi de 49,66% por diagnóstico molecular em capa leucocitária, e 22,76% por identificação da
antigenemia (p27 circulante). A acurácia para cada metodologia avaliada foi igual a 91,72% para a PCR de
amostras obtidas por swab oral; 91,23% para as de swab conjuntival e de 85,50% para as obtidas por swab
retal. A sensibilidade e a especificidade de cada PCR avaliada em relação à PCR de referência foram,
respectivamente, 86,11% e 97,26% para a PCR de swab oral; 90% e 92,59% para a PCR de swab
conjuntival; e 74,24% e 95,77% para a PCR de swab retal. Os valores do coeficiente Kappa para PCR de
Swab Oral, PCR de Swab Conjuntival e PCR de Swab Retal foram, respectivamente, 0,89; 0,89 e 0,82. A
obtenção de amostras por meio de swab de mucosas oral, conjuntival e retal, para o diagnóstico molecular
da infecção pelo FeLV, constitui uma excelente alternativa à venopunção, especialmente em locais onde a
presença de profissionais treinados e habilitados é limitada ou inexistente, ou em abrigos onde a população
de felinos é grande. Além disso, trata-se de uma metodologia mais rápida, menos laboriosa, de menor custo
e melhor aceitação pelo animal. Outro achado relevante desse estudo foi a detecção do DNA proviral do
FeLV em células das mucosas oral e conjuntival, possibilitando o diagnóstico de animais em fase regressiva
da infecção.
Abstract
Feline leukemia virus (FeLV) infection can lead to fatal neoplasms, degenerative diseases of the
hematopoietic system and immunosuppression. FeLV transmission is favored by close contact among cats
that share the same space and facilities. To perform diagnostic tests, blood and its derivatives are the main
specimens used currently. Blood collection, usually by venipuncture, requires physical or chemical
restraint. Making diagnoses of feline retroviruses more practical and easier is crucial to reducing negative
impacts on the cat’s health and will allow for an increased number of animals to be tested. The aim of this
study was to evaluate the use of oral, conjunctival and rectal swab samples for the molecular diagnosis of
FeLV infection. In addition to the whole blood used as reference sample, two oral swab, two conjunctival
swab and one rectal swab were collected from each animal. All serum samples were submitted to
immunochromatographic and PCR tests for amplification of the proviral DNA gag gene fragment. The
same PCR was also performed on all swab samples. A total of 145 random animals were selected for the
experiment. The occurrence of FeLV in the studied population was 49.66% by molecular diagnosis in
peripheral blood mononuclear cell samples and 22.76% through the identification of the antigenemia
(p27). The accuracy for each methodology evaluated was 91.72% for the PCR of samples obtained by oral
swabbing; 91.23% for those from conjunctival swab and 85.50% for those obtained by rectal swabbing.
The sensitivity and specificity of each PCR evaluated in relation to the reference PCR were, respectively,
86.11% and 97.26% for the oral swab PCR; 90% and 92.59% for conjunctival swab PCR; and 74.24%
and 95.77% for rectal swab PCR. Kappa values for oral swab PCR, conjunctival swab PCR and rectal
swab PCR were 0.89, 0.89 and 0.82, respectively. Sampling using oral, conjunctival and rectal mucosal
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swabs for the molecular diagnosis of FeLV infection is an excellent alternative to the venipuncture,
especially in places where the presence of trained and qualified professionals is limited or not available,
or even for shelters with a large feline population. In addition, the methodology is faster, less laborious,
less expensive and well accepted by the animal. Another relevant finding of this study was the detection of
FeLV proviral DNA in oral and conjunctival mucosal cells, allowing the diagnosis of animals in the
regressive phase of infection.
Assunto
Gato doenças, Vírus da leucemia felina
Palavras-chave
Oncornavirus, Gammaretrovirus, Amostra de mucosas
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