Comparação dos diferentes tipos de Enxerto de Tecido Conjuntivo Subepitelial (ETCS) utilizados em procedimentos de recobrimento radicular de recessões gengivais classe I e II de Miller e análise para verificação da existência de uma previsibilidade para melhores resultados clínicos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Comparison of different types of Subepithelial Connective Tissue Grafts (SCTGs) used in root coverage procedures for Miller class I and II gingival recessions and analysis to verify the existence of predictability for better clinical outcomes
Primeiro orientador
Membros da banca
Luís Otávio de Miranda Cota
Rafael Paschoal Esteves Lima
José Alcides Almeida de Arruda
Gustavo Henrique de Mattos Pereira
Rafael Paschoal Esteves Lima
José Alcides Almeida de Arruda
Gustavo Henrique de Mattos Pereira
Resumo
Desde as primeiras publicações, através dos estudos de Haggerty, Nabers e Sullivan & Atkins, os enxertos removidos e utilizados na cavidade oral têm sido estudados e aplicados para diversas finalidades, principalmente em procedimentos no rebordo alveolar. Inicialmente, tais procedimentos tinham foco quase que exclusivamente no aumento da faixa de mucosa ceratinizada de elementos dentários, devido às suas características de impermeabilidade, imobilidade e proteção ao periodonto. Atualmente, os diversos tipos de enxertos podem ser utilizados para o ganho de mucosa ceratinizada ao redor de dentes e implantes e ganho de volume no rebordo alveolar. Além disso, têm sido empregados no recobrimento radicular de elementos afetados por recessões gengivais, através da técnica bilaminar, na melhora estética de áreas sombreadas ou azuladas associadas às próteses sobre dentes e implantes, e na melhora fenotípica ao redor de implantes instalados em áreas atróficas, com ou sem exposição de espiras ou deficiência de tecido ceratinizado. No entanto, mesmo o ETCS sendo considerado o padrão ouro no recobrimento de recessões radiculares classe I e II de Miller, através de sua associação com o retalho avançado coronalmente (RAC), não houve uma evolução para uma classificação desses enxertos autógenos que levasse em conta critérios como sítio doador, técnica de remoção do enxerto e de seu epitélio associado; presença ou ausência de exposição parcial desse enxerto após o procedimento, entre outros. O objetivo deste estudo foi elucidar se algum tipo específico de ETCS exibe maior previsibilidade para melhores resultados clínicos no recobrimento radicular de recessões gengivais classe I e II de Miller, associados ao RAC. Buscas em cinco bases de dados, além de uma busca manual, e na literatura cinzenta, foram realizadas. Seleção dos estudos, extração de dados e a avaliação do risco de viés foram realizadas. Foi possível a realização de três meta-análises nesta revisão sistemática. Os intervalos de confiança e a comparação das médias intergrupos foram calculados. Dezesseis estudos foram incluídos, sendo que a maioria deles utilizando o enxerto removido do palato lateral (LP-SCTG). Não houve diferença na eficácia dos diferentes tipos de ETCS, com relação aos seus fatores modificadores aplicados para tratamento das recessões gengivais (p<0.05). Não houve diferença na redução da profundidade da recessão entre LP-SCTGs completamente cobertos ou parcialmente expostos (p<0.05); entre LP-SCTGs com desepitelização realizada com lâmina de bisturi ou aparelho de laser (p<0.05), ou entre LP-SCTGs nos quais a superfície desepitelizada ficou voltada para o retalho ou para os dentes (p<0.05). O risco de viés deste estudo foi baixo. Apesar das diversas diferenças histológicas, morfológicas, dimensionais ou geométricas encontradas nos ETCSs e determinadas pelos fatores modificadores aplicados à cada tipo, não foram observadas diferenças relativas à redução da profundidade das recessões ou na porcentagem de recobrimento radicular.
Abstract
Since the first publications, through studies by Haggerty, Nabers and Sullivan & Atkins,
grafts removed and used in the oral cavity have been studied and applied for various
purposes, mainly in procedures on the alveolar ridge. Initially, such procedures
focused almost exclusively on increasing the keratinized mucosa of dental elements,
due to their characteristics of impermeability, immobility and protection of the
periodontium. Currently, various types of grafts can be used to gain keratinized
mucosa around teeth and implants and gain volume in the alveolar ridge. Furthermore,
they have been used in root coverage procedures of elements affected by gingival
recessions, through the bilaminar technique, in the aesthetic improvement of shaded
or bluish areas associated with prostheses on teeth and implants, and in the
phenotypic improvement around implants installed in atrophic areas, with or without
exposure of their threads, or deficiency of keratinized tissue. However, even though
SCTG is considered the gold standard procedure in Miller class I and II gingival
recessions, in association with the coronally advanced flap (CAF), there has been no
evolution towards a classification of these autogenous grafts that takes into account
criteria such as the donor site, harvest technique of the graft, de-epithelization
technique, and the presence or absence of a partial exposure of the graft after the
procedure, among others. The aim of this study was to elucidate whether a specific
type of SCTG shows greater predictability for better clinical outcomes in the root
coverage of Miller class I and II gingival recessions, associated with the coronally
advanced flap. Searches were performed in five databases, in addition to a manual
search, and in the gray literature. Study selection, data extraction, and assessment of
risk of bias were performed. Three meta-analyses were performed. Confidence
intervals and mean differences were calculated. Sixteen studies were included, most
of which used the lateral palate subepithelial connective tissue graft (LP-SCTG) in their
comparisons. There was no difference in the efficacy of the different types of SCTG,
regarding their modifying factors applied to the treatment of gingival recessions
(p<0.05). There was no difference in the reduction of recession depth between fully
covered or partially exposed LP-SCTGs (p<0.05); between LP-SCTGs with de
epithelialization performed with a scalpel blade or laser device (p<0.05), or between
LP-SCTGs in which the de-epithelialized surface was turned to the flaps or teeth
(p<0.05). The risk of bias in the study was low. Despite the various histological,
morphological, dimensional or geometric differences found in the SCTGs and
determined by the modifying factors applied to each type, no differences were
observed regarding the reduction in the recession depth or in the percentage of root
coverage.
Assunto
Periodontia, Retração gengival, Tecido conjuntivo, Metanálise
Palavras-chave
Enxerto autógeno, Tecido conjuntivo, Recessão gengival, Aumento de tecido mole, Metanálise