Monstrosity and masculinity in modern American horror fiction

dc.creatorDiego Moraes Malachias Silva Santos
dc.date.accessioned2022-09-27T20:12:58Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:52:13Z
dc.date.available2022-09-27T20:12:58Z
dc.date.issued2022-03-24
dc.description.abstractRepresentações de masculinidades e monstruosidades na ficção moderna de horror nos Estados Unidos sugerem uma interação constante e recíproca entre homem e monstro. Seja ao estabelecer oposição ou ao uni-los em uma só entidade a ser erradicada, o horror moderno estadunidense revela feridas de masculinidade que se tornam tão expostas quanto os monstros que simbolizam o mal mais intangível. A ficção pulp de horror do início do século XX retrata homens como figuras protetoras que travam batalhas contra ameaças a identidades modernas de cunho nacional, racional e sexual. Apesar disso, nota-se agora que são heróis falidos cuja perspectiva reducionista alimenta os próprios monstros dos quais juram nos proteger. Já no meio do século, as ansiedades expressas através de histórias de apocalipse e de casas mal-assombradas já antecipam o tom que caracteriza o horror estadunidense após a década de 1970, quando leitores são advertidos das ameaças oriundas da própria pátria. Os lares dos Estados Unidos, bem como seus restaurantes, escolas, corporações, cidadezinhas, ou até mesmo seus carros e hotéis de beira de estrada—eles se tornam residências para aberrações ou transformam-se nos próprios monstros, ganhando a função de signos para manifestações de males políticos. Monstros emergem das mesmas instituições que nutrem um sonho americano já arruinado, muitas das quais, por sua vez, são nutridas por formas tradicionais de masculinidade. Já na virada para o século XXI, novas políticas de gênero fomentam retratos de masculinidades não tradicionais como não monstruosas. Vários desses projetos, contudo, replicam padrões em reafirmação de políticas do século anterior. Cem anos de literatura de horror traçam um caminho em que heróis viris mas xenófobos dão lugar a homens capazes de olhar para casa e reconhecer as imperfeições brotando em solo americano. Todavia, parece não haver consciência ou autorreferência capazes de estancar as feridas da masculinidade, feridas cuja natureza, também típica aos monstros, é sangrar em alerta.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45627
dc.languageeng
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHorror na literatura
dc.subjectMasculinidade na literatura
dc.subjectFicção americana - História e crítica
dc.subject.othermasculinidade
dc.subject.othermonstruosidade
dc.subject.otherficção de horror estadunidense
dc.titleMonstrosity and masculinity in modern American horror fiction
dc.title.alternativeMonstruosidade e masculinidade na ficção de horror moderna estadunidense
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Julio Cesar Jeha
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4258903462581090
local.contributor.referee1Gláucia Renate Gonçalves
local.contributor.referee1Maria Rita Drumond Viana
local.contributor.referee1Cláudio Vescia Zanini
local.contributor.referee1Júlio César França Pereira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7894258655037289
local.description.resumoThe representation of masculinity and monstrosity in modern horror fiction in the United States suggests constant and reciprocal interaction between man and monster. Either by establishing an opposition or by conjoining both in one entity to be eradicated, modern American horror opens wounds of masculinity that become as exposed as the monsters that symbolize humanity’s unspeakable evils. Horror pulp fiction from the beginning of the twentieth century depicts men as protectors waging war against monsters who threaten national, rational, and sexual modern identities. Nevertheless, we may now read those male characters as failed heroes whose reductive perspectives nourish the very monsters they pledge to defeat. While the anxieties expressed through mid-century horror also lay emphasis on the trespassing monsters from foreign lands, apocalyptic tales and haunted house stories already set the tone that characterizes American horror after the 1970s, when readers are warned that the threat comes from within. American homes, diners, schools, corporations, small towns, or even cars and roadside motels—they become residences for freaks or even turn out to be monstrosities themselves, functioning as signs for political manifestations of evil. Monsters emerge from the same institutions that nurture the failed American dream, many of which, in turn, are sustained by forms of traditional masculinity. In the turn into the twenty-first century, new politics of gender spark the depiction of non-traditional masculinities as non-monstrous. Many such attempts, however, replicate patterns of monstrous masculinities in a restatement of early-twentieth-century politics. One hundred years of horror literature trace a path in which virile and xenophobic heroes give room to those able to look inward and face the more familiar abnormalities growing on American soil. No amount of self-referentiality or awareness, however, seems able to close a wound of masculinity whose nature, like a monster’s, is to bleed in order to warn.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Literários

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