Análise estatística abrangente revela benefícios significativos da vacinação contra COVID-19 em pacientes hospitalizados: escore de propensão, ajuste de covariáveis e importância de características por permutação

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Comprehensive statistical analysis reveals significant benefits of COVID-19 vaccination in hospitalized patients: propensity score, covariate adjustment, and feature importance by permutation

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Resumo

Introdução: As vacinas contra a covid-19 previnem de modo eficaz a infecção e a hospitalização pela doença. No entanto, poucos estudos populacionais compararam as características clínicas, o status vacinal e os desfechos dos pacientes hospitalizados por covid-19 utilizando métodos estatísticos avançados. Nosso objetivo é preencher essa lacuna da evidência, comparando pacientes vacinados e não vacinados hospitalizados pela covid-19. Métodos: Esta coorte retrospectiva incluiu pacientes adultos com covid-19 admitidos de março de 2021 a agosto de 2022 em 27 hospitais. As características clínicas, o status de vacinação e os desfechos foram extraídos dos prontuários médicos. Pacientes vacinados e não vacinados foram comparados utilizando análises de escore de propensão, calculadas com base em variáveis associadas ao status de vacinação e/ou aos desfechos, incluindo ondas da pandemia. O efeito da vacinação também foi avaliado por ajuste de covariáveis e importância das características por permutação. Resultados: Dos 3.188 pacientes, 1.963 (61,6%) não estavam vacinados e 1.225 (38,4%) estavam completamente vacinados. Entre esses, 558 pacientes vacinados foram pareados com 558 não vacinados. Pacientes vacinados apresentaram menores taxas de mortalidade (19,4% vs. 33,3%), ventilação mecânica invasiva (VMI - 18,3% vs. 34,6%), ventilação mecânica não invasiva (VMNI - 10,6% vs. 22,0%), admissão em unidade de terapia intensiva (UTI - 32,0% vs. 44,1%), uso de drogas vasoativas (21,1% vs. 32,6%), diálise (8,2% vs. 14,7%), tempo de internação hospitalar (7,0 vs. 9,0 dias) e eventos tromboembólicos (3,9% vs. 7,7%), p<0,05 para todos. A análise multivariada ajustada para risco demonstrou uma associação inversa entre vacinação e mortalidade intra hospitalar (razão de chances ajustada [aOR] = 0,42, intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,31–0,56; p<0,001), assim como VMI (aOR = 0,40, IC 95%: 0,30–0,53; p<0,001). Esses resultados foram consistentes em todas as análises, incluindo a importância das características por permutação. Conclusão: Pacientes vacinados admitidos em hospital com covid-19 apresentaram mortalidade e outros desfechos graves significativamente mais baixos do que os não vacinados durante as ondas Delta e Ômicron. Esses achados têm implicações importantes para estratégias de saúde pública e reforçam a importância dos esforços de vacinação, especialmente em países de baixa renda, onde a cobertura vacinal ainda é subótima. Palavras-chave: covid-19; SARS-CoV-2; Brasil; vacina; gravidade da doença; mortalidade; fatores de risco; escore de propensão; aprendizado de máquina.

Abstract

Introduction: COVID-19 vaccines effectively prevent infection and hospitalization. However, few population-based studies have compared the clinical characteristics and outcomes of patients hospitalized for COVID-19 using advanced statistical methods. Our objective is to address this evidence gap by comparing vaccinated and unvaccinated patients hospitalized for COVID-19. Methods: This retrospective cohort included adult COVID-19 patients admitted from March 2021 to August 2022 from 27 hospitals. Clinical characteristics, vaccination status, and outcomes were extracted from medical records. Vaccinated and unvaccinated patients were compared using propensity score analyses, calculated based on variables associated with vaccination status and/or outcomes, including waves. The vaccination effect was also assessed by covariate adjustment and feature importance by permutation. Results: From the 3,188 patients, 1,963 (61.6%) were unvaccinated and 1,225 (38.4%) were fully vaccinated. Among these, 558 vaccinated individuals were matched with 558 unvaccinated ones. Vaccinated patients had lower rates of mortality (19.4% vs. 33.3%), invasive mechanical ventilation (IMV-18.3% vs. 34.6%), noninvasive mechanical ventilation (NIMV-10.6% vs. 22.0%), intensive care unit admission (ICU 32.0% vs. 44.1%) vasoactive drug use (21.1% vs. 32.6%), dialysis (8.2% vs. 14.7%) hospital length of stay (7.0 vs. 9.0 days), and thromboembolic events (3.9% vs.7.7%), p<0.05 for all. Risk-adjusted multivariate analysis demonstrated a significant inverse association between vaccination and in-hospital mortality (adjusted odds ratio [aOR]=0.42, 95% confidence interval [CI]: 0.31–0.56; p<0.001) as well as IMV (aOR=0.40, 95% CI: 0.30–0.53; p<0.001). These results were consistent in all analyses, including feature importance by permutation. Conclusion: Vaccinated patients admitted to hospital with COVID-19 had significantly lower mortality and other severe outcomes than unvaccinated ones during the Delta and Omicron waves. These findings have important implications for public health strategies and support the critical importance of vaccination efforts, particularly in low-income countries, where vaccination coverage remains suboptimal. Keywords: COVID-19; SARS-CoV-2; hospitalizations; Brazil; vaccine; severe illness; mortality; propensity score; machine learning.

Assunto

COVID-19, Vacinas contra COVID-19, SARS-CoV-2, Mortalidade, Fatores de Risco, Pontuação de Propensão, Aprendizado de Máquina, Dissertação Acadêmica

Palavras-chave

COVID-19, SARS-CoV-2, Brasil, Vacina, Gravidade da doença, Mortalidade, Fatores de risco, Escore de propensão, Aprendizado de máquina

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