Insurgências urbanas e direito à cidade na perspectiva de ativistas em Belo Horizonte

dc.creatorVitória Régia Izaú
dc.date.accessioned2019-08-12T07:14:13Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:10:37Z
dc.date.available2019-08-12T07:14:13Z
dc.date.issued2017-12-15
dc.description.abstractThis thesis aimed to understand the intrinsic meanings of the struggle for the right to the city by activists in the city of Belo Horizonte. The current scenario in Brazil of various manifestations and demands by the populations residing in the urban peripheries, with acute and fierce questions to the State, has shown the need to analyze more and more the senses of the actions of these subjects. In this perspective, the analysis construct also sought to identify the participation of the subjects in the demonstrations that took place in June 2013 in the city, a historical moment that marks the nonconformity with the constant prevalence of economic and political interests to the detriment of social issues. The thesis has as central question the perception of the concept Right to the city and the proposals of the activists for a new conception of the city, more focused on their interests. It starts from the idea that the city is plural, diverse, that activists are also constructors of the material and immaterial city. The right to the city, in addition to a well-intentioned rhetoric, is fundamentally about existing, resisting, building, sharing, and for this, it is perceived the need for the peripheral population to be recognized as a city people, heard and respected in their pressing needs for mobility, work and training. The particularity of the study about the city in this analysis, is the extent to which we become readers, but also constructors of educational action and the citizen scene in the urban environment, understanding the senses that the city has for the subjects researcher in their own voice. The perspective of a project of another city are important signs that point to the broad need for greater knowledge about the sociabilities and meanings of lifestyles, especially for residents in the urban peripheries as subjects that explicit and experience segregation and violation of their rights. It is a qualitative study that counted on 10 narrative interviews, articulating the individual and collective conceptions of the subjects. Urban insurgencies are bodies, voices, ideals, and stories of resistance on the move to a more just, democratic and anti-racist, anti-macho and anti-capitalist society.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-B4RL3W
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação Etnologia
dc.subjectSociologia educacional
dc.subjectEducação
dc.subjectAtivistas políticos Belo Horizonte
dc.subjectEducação urbana
dc.subjectAntropologia urbana
dc.subjectParticipação politica
dc.subjectAntropologia educacional
dc.subject.otherDireito à cidade
dc.subject.otherInsurgências urbanas
dc.subject.otherAtivistas
dc.subject.otherPeriferias
dc.titleInsurgências urbanas e direito à cidade na perspectiva de ativistas em Belo Horizonte
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Rogerio Cunha de Campos
local.contributor.referee1Shirley Aparecida de Miranda
local.contributor.referee1Leoncio Jose Gomes Soares
local.contributor.referee1Miria Gomes de Oliveira
local.contributor.referee1Bruno Sena Martins
local.contributor.referee1Maria da Consolação Gomes Castro
local.description.resumoEsta tese teve como objetivo compreender os sentidos intrínsecos da luta pelo direito à cidade, por parte de ativistas na cidade de Belo Horizonte. O cenário atual no Brasil, de diversas manifestações e reivindicações por parte das populações que residem nas periferias urbanas, com agudos e aguerridos questionamentos ao Estado, tem mostrado a necessidade de se analisar, cada vez mais, os sentidos das ações destes sujeitos. Nesta perspectiva, o construto da análise buscou também identificar a participação dos sujeitos nas manifestações que ocorreram em junho de 2013 na cidade, momento histórico que assinala o inconformismo com a constante prevalência dos interesses econômicos e políticos em detrimento às questões de ordem social. A tese tem como questão central a percepção do conceito direito à cidade e das propostas dos ativistas para uma nova concepção da urbe, mais centrada em seus interesses. Parte-se da ideia de que a cidade é plural, diversa, de que os ativistas também são construtores da cidade material e imaterial. O direito à cidade, para além de uma retórica ainda que bem intencionada, diz respeito, fundamentalmente, a existir, resistir, construir, compartilhar, e, para isso, percebe-se a necessidade de que a população periférica seja reconhecida como povo citadino, ouvida e respeitada em suas necessidades prementes de mobilidade, trabalho e formação. A particularidade do estudo sobre a cidade, nesta análise, se dá na medida em que nos tornamos leitores, mas também construtores da ação educativa e da cena cidadã no meio urbano, entendendo os sentidos que a cidade tem para os sujeitos pesquisados, em sua própria voz. A perspectiva de um projeto outro de cidade traz sinalizações importantes que remetem à necessidade ampla de maior conhecimento sobre as sociabilidades e significados dos modos de vida, sobretudo para residentes nas periferias urbanas como sujeitos que explicitam e vivenciam a segregação e a violação de seus direitos. Trata-se de um estudo qualitativo, que contou com 10 entrevistas narrativas, articulando as concepções individuais e coletivas dos sujeitos. As insurgências urbanas são corpos, vozes, ideais e histórias de resistências em movimento para uma sociedade mais justa, democrática, antirracista, antimachista e anticapitalista.
local.publisher.initialsUFMG

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