Mecanismos envolvidos no efeito antinociceptivo periférico dos diterpenos do café: cafestol e caveol

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Adriana Cristina Soares de Souza
Renes de Resende Machado
Andre Klein

Resumo

O presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito antinociceptivo do cafestol e do caveol e investigar a participação de opióides e canabinóides endógenos, do óxido nítrico (NO), do segundo mensageiro GMPc e de canais para potássio na antinocicepção periférica induzida por esses diterpenos. Para tal, foi utilizado o teste de compressão da pata de ratos e a hiperalgesia foi induzida pela administração intraplantar de prostaglandina E2 (PGE2). A administração intraplantar de cafestol ou caveol induziu antinocicepção periférica dose-dependente frente ao efeito hiperalgésico da PGE2. Esse efeito, mesmo para a maior dose foi local, uma vez que não produziu efeito na pata contralateral, sendo essa a dose adotada nos experimentos subsequentes. O pré-tratamento com o antagonista de receptores opióides reverteu o efeito antinociceptivo do cafestol e do caveol e o inibidor de aminopeptidases aumentou o efeito antinociceptivo desses diterpenos na dose intermediária. Além disso, o ensaio imuno-histoquímico para -endorfina mostrou uma maior intensidade de imunorreatividade para -endorfina no epitélio da superfície plantar da pata de ratos tratados com cafestol e caveol. O efeito antinociceptivo periférico do cafestol e do caveol foi revertido pelo antagonista de receptores canabinóides CB1, mas não pelo antagonista de receptores canabinóides CB2. Adicionalmente, o inibidor da hidrolase de amida de ácido graxo e o inibidor da recaptação de anandamida, mas não o inibidor da monoacilglicerol lipase, intensificaram o efeito antinociceptivo periférico do cafestol e do caveol na dose intermediária. Além disso, o caveol aumentou os níveis de anandamida, mas não de 2-AG, no tecido da superfície plantar da pata de ratos. O efeito antinociceptivo periférico do cafestol e do caveol foi antagonizado pelo inibidor não seletivo da NO sintase (NOS) e pelo inibidor seletivo da NOS neuronal. Todavia, inibidores da NOS endotelial e induzível não modificaram o efeito antinociceptivo desses diterpenos. O inibidor da guanilato ciclase solúvel bloqueou a ação do cafestol e do caveol e o inibidor de fosfodiesterase de GMPc aumentou o efeito antinociceptivo da dose intermediária desses diterpenos. Adicionalmente, o cafestol e o caveol aumentaram os níveis de nitrito no tecido da superfície plantar da pata de ratos, indicando que esses diterpenos são capazes de induzir a liberação de NO. O bloqueador específico de canais para K+ sensíveis ao ATP antagonizou o efeito antinociceptivo do cafestol e do caveol. Entretanto, o bloqueador de canais para K+ dependentes de voltagem e os bloqueadores de canais para K+ ativados por Ca2+ de baixa e de alta condutância não se mostraram efetivos em reverter tal efeito. Os resultados do presente trabalho demonstram, pela primeira vez, o efeito antinociceptivo do cafestol e do caveol e, além disso, fornecem evidências de que esse efeito é resultante da liberação de opióides e canabinóides endógenos e da ativação da via NO/GMPc/canais para K+ sensíveis ao ATP.

Abstract

Assunto

Antinocicepção periférica, Opióides, Cafe, Diterpenos, Canabinóides, Fisiologia

Palavras-chave

Antinocicepção periférica, Óxido nítrico, GMP cíclico, Cafestol, Caveol, Canais para K+, Canabinóide, Opióide, Café

Citação

Departamento

Curso

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por