Caracterização genética do circovírus suíno tipo 2 e tipo 3 em amostras provenientes de soro e fluido oral de granjas vacinadas da Zona da Mata em Minas Gerais, Brasil
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Roberto Mauricio Carvalho Guedes
Amanda Gabrielle de Souza Daniel
Amanda Gabrielle de Souza Daniel
Resumo
Os membros da família Circoviridae estão entre os menores vírus conhecidos, e
quatro espécies foram identificadas até o momento: PCV1, PCV2, PCV3 e mais
recentemente, o PCV4. O presente trabalho caracterizou geneticamente o
circovirus suíno tipo 2 (PCV2) e tipo 3 (PCV3) em amostras oriundas da região
da Zona da Mata Mineira, Brasil. Foram analisadas 467 amostras, compostas
por 138 amostras de soro de matrizes e 329 amostras de soro e fluido oral de
leitões vacinados de diversas idades, coletadas em nove granjas de ciclo
completo localizadas nas microrregiões de Viçosa e Ponte Nova. A detecção de
PCV2 foi realizada por PCR quantitativo em tempo real (qPCR), enquanto o
PCV3 foi detectado por nested PCR. Amostras positivas para PCV2 no teste de
qPCR foram submetidas a PCR convencional para genotipagem. As amostras
foram categorizadas por faixa etária, sendo 138 amostras de matrizes, 116
amostras de leitões na fase de creche, 109 suínos na fase de recria e 104 suínos
na fase de terminação. Além disso, foi aplicado um questionário aos produtores,
focado em biosseguridade e vacinação. A possibilidade de utilização do fluido
oral como amostra biológica para diagnóstico de PCV2 e PCV3 também foi
avaliada. Os resultados indicaram uma baixa proporção de amostras com cópias
genômicas maior ou igual a 7 em todas as fases de produção, sendo nula no
soro de matrizes e variou entre 5,78% e 17,31% em amostras de soro e fluido
oral de animais de crescimento. A maioria das amostras apresentou carga viral
correspondente à apresentação subclínica, variando entre 36,54% e 45,85%,
com prevalência predominante do genótipo PCV2d (24,14%). A prevalência de
PCV3 foi de 14,49% no soro de matrizes e de aproximadamente 9% em demais
amostras. Foi observada uma baixa frequência de coinfecção entre o PCV2 e o
PCV3, e a confirmação da eficácia do fluido oral como alternativa diagnóstica.
Esses resultados fornecem informações para subsidiar a definição de estratégias
de prevenção e controle das infecções por PCV2 e PCV3 e monitoramento
dessas infecções na produção suína da região da Zona da Mata em Minas
Gerais.
Abstract
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Palavras-chave
Suínos, Viroses em animais, Ciência Animal
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