Como o histórico de coleta influencia nosso conhecimento sobre a distribuição geográfica das espécies
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Danilo Rafael Mesquita Neves
Rodrigo Antônio Castro Souza
Ubirajara de Oliveira
Rodrigo Antônio Castro Souza
Ubirajara de Oliveira
Resumo
Objetivo: Avaliar como o histórico de coletas botânicas pode influenciar o conhecimento sobre
a área de distribuição geográfica e a amplitude climática de um táxon.
Hipótese: Espera-se que espécies que possuem maior número de registros e passaram por mais
revisões taxonômicas sejam aquelas com maior estabilidade em sua distribuição geográfica e
amplitude climática.
Localização: Região Neotropical.
Período de tempo: Presente.
Principais táxons estudados: Tribo Bignonieae (Bignoniaceae).
Métodos: Utilizamos um banco de dados com aproximadamente 29 mil registros de ocorrência
georreferenciados, além de 19 variáveis bioclimáticas do WorldClim. A partir desses dados,
avaliamos a estabilidade na distribuição geográfica e amplitude climática das espécies por meio
da construção e comparação de dois polígonos: um com todos os registros de ocorrência de uma
espécie (polígono total) e o outro com 80% dos registros mais antigos (polígono parcial).
Também elaboramos mapas para possibilitar a visualização das principais lacunas de
distribuição geográfica das espécies, assim como realizamos análises estatísticas para verificar
se o número de registros e de revisões taxonômicas está relacionado com a estabilidade do
conhecimento sobre a distribuição geográfica e amplitude climática das espécies.
Resultados: Das 300 espécies de Bignonieae avaliadas, 198 (66%) apresentaram estabilidade
na área de distribuição geográfica e 188 (63%) na amplitude climática. Os gêneros com maior
número de espécies foram aqueles que se destacaram pelo maior número de espécies não
estáveis para ambos os espaços geográfico e climático, bem como pelo maior número de
espécies com ≤ 10 registros de ocorrência. Dentre esses gêneros destacam-se Adenocalymma,
Fridericia e Anemopaegma. As regiões que concentram mais espécies com baixa estabilidade
para ambos os espaços geográfico e climático foram as regiões da Amazônia e da Mata
Atlântica. Observamos que espécies com um número maior de registros de ocorrência e de
revisões taxonômicas tendem a apresentar maior estabilidade do conhecimento sobre a
distribuição geográfica e amplitude climática.
Principais conclusões: As coleções de herbários são fundamentais para a construção do
conhecimento científico sobre a biodiversidade. Para superar as lacunas e os vieses presentes
nos dados disponíveis é essencial investir tanto em expedições de coleta quanto em revisões
taxonômicas. Este trabalho contribui para indicar grupos ou espécies que necessitam de maior
atenção, além de apontar locais prioritários para futuras coletas.
Abstract
Aim: To assess how the history of botanical collections can influence the knowledge about the
geographic range and climatic breadth of a taxon.
Hypothesis: It is expected that species with more records and that have undergone more
taxonomic revisions will show greater stability in their geographic range and climatic breadth.
Location: Neotropical region.
Time period: Present.
Main taxa studied: Tribe Bignonieae (Bignoniaceae).
Methods: A database with ~29.000 georeferenced and dated occurrence records was used,
along with 19 bioclimatic variables from WorldClim. Based on these data, we assessed the
stability in each species’ geographic range and climatic breadth by building and comparing two
polygons: one using all occurrence records of a species (total polygon), and the other using the
oldest 80% of records (partial polygon). We also produced maps to visualize the main gaps in
the geographic distribution of species. We conducted statistical analyses to assess whether the
number of records and taxonomic revisions is related to the stability of knowledge about
species’ geographic range and climatic breadth.
Results: From the 300 evaluated species, 198 (66%) showed stability in geographic range and
188 (63%) showed stability regarding climatic breadth. Genera with the highest species richness
also accounted for the greatest number of species exhibiting instability in both geographic and
climatic spaces, as well as the highest number of species with ≤ 10 occurrence records. Notable
among these genera are Adenocalymma, Fridericia, and Anemopaegma. The Amazon and
Atlantic Forest regions concentrated the highest number of species with low stability across
both geographic and climatic spaces. Our analyses indicate that species with a greater number
of occurrence records and taxonomic revisions tend to exhibit higher stability in the knowledge
of their geographic range and climatic breadth.
Main conclusions: Herbarium collections are fundamental to constructing scientific
knowledge about biodiversity. To overcome the gaps and biases in the available data, investing
in field expeditions and taxonomic revisions is essential. Our study contributes to identifying
groups or species that need greater attention, as well as highlighting priority areas for future
studies.
Assunto
Inovação, Empreendedorismo, Start up, Empresa industrial
Palavras-chave
Tribo bignonieae (bignoniaceae), Lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade, Lacuna wallaceana, Lacuna hutchinsoniana
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