Avaliação da resposta inflamatória cerebral em camundongos BALB/c e C47Bl/6 infectados por Plasmodium berghei cepa NK65.

dc.creatorNorinne Lacerda Queiroz
dc.date.accessioned2019-08-12T17:40:51Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:18:16Z
dc.date.available2019-08-12T17:40:51Z
dc.date.issued2007-05-18
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/SAGF-769FLG
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPlasmodium berghei
dc.subjectParasitologia
dc.subjectMicroscopia
dc.subjectQuimiocinas
dc.subjectMalária cerebral
dc.subjectModelos animais em pesquisa
dc.subjectInflamação
dc.subject.otherPlasmodium berghei cepa NK65
dc.subject.othercamundongos BALB/c e C57Bl/6
dc.titleAvaliação da resposta inflamatória cerebral em camundongos BALB/c e C47Bl/6 infectados por Plasmodium berghei cepa NK65.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Juliana Carvalho Tavares
local.contributor.advisor1Erika Martins Braga
local.contributor.referee1Andre Ricardo Massensini
local.contributor.referee1Ricardo Wagner de Almeida Vitor
local.description.resumoResumoA malária é a doença parasitária mais grave da humanidade, sendo um problema de saúde pública em mais de 100 países. A malária cerebral (MC), causada pelo Plasmodium falciparum, é uma das formas de manifestação mais grave da malária humana e a principal causa de óbitos, apresentando mecanismos ainda desconhecidos. A patogênese da malária está associada a uma resposta imune inapropriada ou excessiva desenvolvida pelo hospedeiro para eliminar o parasito. Devido às dificuldades em acompanhar casos humanos e da limitada possibilidade de examinar os processos patológicos, modelos experimentais de MC foram desenvolvidos. Embora nenhum modelo reproduza totalmente a condição humana, o modelo experimental utilizando roedores é bem caracterizado e a grande diversidade de linhagens de camundongos, associada à infecção com diferentes espécies de Plasmodium, tem contribuído para elucidar aspectos envolvidos na patogênese da doença. Assim, o objetivo do nosso trabalho foi avaliar a resposta inflamatória cerebral envolvida na patogênese da malária experimental induzida por Plasmodium berghei cepa NK65 em camundongos jovens (seis semanas de idade) das linhagens BALB/c e C57Bl/6. Camundongos BALB/c e C57Bl/6 foram infectados com inóculo padronizado de 106 hemácias parasitadas por injeção intraperitoneal. A parasitemia foi monitorada diariamente, a partir do terceiro dia pós-infecção (dpi), e apresentou uma evolução gradual, com diferença significativa entre as duas linhagens ao longo da infecção (p<0.01). Sinais clínicos e sobrevida dos animais foram avaliados durante doze dias, com expressiva perda de massa corporal nos animais infectados em relação aos animais controles, em ambas as linhagens. A mortalidade também apresentou um perfil diferente entre as linhagens de camundongos, estando concentrada nos dias seis e sete pós-infecção para C57Bl/6 e oitavo dia para BALB/c. Camundongos das duas linhagens foram submetidos à análise histopatológica para determinação da progressão das alterações morfológicas no cérebro. Animais C57Bl/6 apresentaram alterações teciduais precoces, porém discretas, já no terceiro dia pós-infecção. As alterações cerebrais, semelhantes às descritas na MC, tornaram-se mais evidentes ao longo do tempo e foram mais intensas em camundongos da linhagem C57Bl/6 em relação à linhagem BALB/c, o que justifica a morte precoce daquela linhagem. A interação leucócito-endotélio na microcirculação cerebral foi avaliada através de microscopia intravital nos vasos da pia-máter de animais infectados (5 dpi) e animais controle (não-infectados). Os animais infectados apresentaram aumento do número de leucócitos em rolamento e aderidos na parede do endotélio em relação aos animais controle. A contagem total e diferencial de leucócitos (linfócitos, monócitos neutrófilos, eosinófilos e basófilos) presentes no sangue periférico dos animais exibiu um padrão alterado da população celular geral e/ou específica nos animais infectados em relação aos controles. A quantificação do extravasamento do corante azul de Evans para o parênquima cerebral sugeriu modificações na permeabilidade vascular da BHE, em decorrência da infecção. Utilizando o método de ELISA, verificamos que houve um aumento significativo das concentrações da citocinas TNF-á e IFN-ã, e das quimiocinas murinas MCP-1/CCL2, RANTES/CCL5 e MIG/CXCL9 em homogenato de cérebro e no soro dos animais infectados (5 dpi) quando comparado aos animais controle. Este trabalho sugere que a infecção por P. berghei cepa NK65 em camundongos BALB/c e C57Bl/6 foi capaz de induzir manifestações clínicas e alterações morfológicas cerebrais, típicas da malária grave por P. falciparum, especialmente na linhagem C57Bl/6, o que pode representar um bom modelo para o estudo da MC.
local.publisher.initialsUFMG

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