Expressões da ofensiva antigênero no Brasil : da transnacionalização às estruturas do estado
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Amana Rocha Mattos
Rogério Diniz Junqueira
Igor Ramon Lopes Monteiro
Marcos Ribeiro Mesquita
Rogério Diniz Junqueira
Igor Ramon Lopes Monteiro
Marcos Ribeiro Mesquita
Resumo
Esse trabalho buscou compreender os contornos assumidos pelo Brasil na ofensiva transnacional antigênero. Para tanto, dedicou-se uma análise inspirada nas análises do discurso foucaultianas. O discurso aparece no pensamento de Michel Foucault quando ele busca compreender o que torna um discurso possível e não outro, ou seja, o que torna um discurso, e não outro, como verdadeiro. O autor não se preocupa necessariamente com o conteúdo dos discursos, mas com as condições de aparecimento de uma “formação discursiva”. Nesse sentido, o discurso da “ideologia de gênero” tem ocupado destaque em inúmeras controvérsias na arena pública e no espaço político brasileiro, principalmente nas disputas em torno da política de educação. Mas atualiza também debates antigos no que se refere a regulação das sexualidades, da concepção de família e de matrimônio. O discurso da “ideologia de gênero” pode ser compreendido como um discurso político que mobiliza grupos sociais, sujeitas e sujeitos em torno das políticas sexuais. No contexto brasileiro, se difundiu na arena pública principalmente pela via legislativa, a partir da atuação de parlamentares vinculados a uma agenda conservadora. Compreende-se que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, criado em 2019 pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro, é o marco da efetivação da política antigênero nas estruturas do Estado e materializa a racionalidade neoliberal que tem se feito presente nas democracias atuais.
Abstract
Assunto
Psicologia - Teses, Relações de gênero - Teses, Neoliberalismo - Teses
Palavras-chave
Ideologia de gênero, Ofensiva antigênero, Políticas antigênero, Neoliberalismo