Rastros terapêuticos : técnicas da equoterapia e a (des) medicalização da vida.

dc.creatorÍtalo Cassimiro Costa
dc.date.accessioned2023-06-13T09:05:03Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:03:33Z
dc.date.available2023-06-13T09:05:03Z
dc.date.issued2022-12-13
dc.description.abstractMedicalization is a practice that consists of translating certain behaviors, conditions and phenomena of life into biomedical languages and interventions. In this way, it has been increasingly contested and resignified by beneficiary agents and health providers since the second half of the 20th century. At the same time, the so-called alternative medicines or complementary and traditional therapies (WHO, 2019) proliferated in the modernist world, becoming part of a framework of innovations and medical alternatives with demedicalizing perspectives. Based on the ethnographic investigation that I carried out together with therapeutic collectives and activists from the Despatologiza social movement, this dissertation portrays this situation from the therapeutic technique known as hippotherapy - zootherapy aided by horses - and compares it with modernist processes of medicalization with the objective of verifying medicalizing continuities and discontinuities. From this comparison, we intend to analyze the fabrication of the de-medicalization of bodies and life in the context of complementary and traditional medicines debated both globally and in Brazilian social movements. Therefore, we seek to understand the following question: how can some treatment and rehabilitation techniques, such as hippotherapy, signal or subvert the most heteronomous practices of modern sciences, such as medicalization? In view of this phenomenon, it is argued that medicalization can be made or undone through political activism, inventions and complementary therapeutic arrangements and from the socialization of bodily phenomena. To clarify this question, I analyze the problem through this ethnographic ground, seeking to reveal how this therapeutic technique can indicate a set of new medicinal practices in modernist societies. With this, I describe other ways of conceiving life and body therapies through the alterity relations between humans and horses whose coexistence takes place in a continuous technopolitical relationship of “biopsychosocial” innovation and intervention. It is concluded that these groups practice treatment and healing techniques in a subversive way to the concept of medicalization, suggesting the “depathologization of life and body” as a way of socializing and practicing health in these contexts.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/54851
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAntropologia - Teses
dc.subjectCiência - Teses
dc.subjectMedicina alternativa - Teses
dc.subject.otherCorpo
dc.subject.otherSaúde
dc.subject.otherMedicinas alternativas
dc.subject.otherDespatologiza
dc.subject.otherMedicalização
dc.titleRastros terapêuticos : técnicas da equoterapia e a (des) medicalização da vida.
dc.title.alternativeTherapeutic tracks : equine therapy techniques and the (un)medicalization of life.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Magda dos Santos Ribeiro
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6380671523490095
local.contributor.referee1Brisa Catão Totti
local.contributor.referee1Eduardo Viana Vargas
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4006392997846061
local.description.resumoA medicalização é uma prática que consiste em traduzir determinados comportamentos, condições e fenômenos da vida em linguagens e intervenções biomédicas. Desse modo, ela tem sido cada vez mais contestada e ressignificada pelos agentes beneficiários e provedores de saúde, desde a segunda metade do século XX. Ao mesmo tempo, as chamadas medicinas alternativas ou terapias complementares e tradicionais (OMS, 2019) se proliferaram no mundo tecnocientífico, passando a integrar um quadro de inovações e alternativas médicas com perspectivas desmedicalizantes. Com base na investigação etnográfica que realizei junto com coletivos terapêuticos e ativistas do movimento social “Despatologiza”, esta dissertação retrata esse quadro a partir da técnica terapêutica conhecida como equoterapia – zooterapia auxiliada por equinos – e a compara com processos de medicalização a fim de verificar continuidades e descontinuidades medicalizantes. A partir desse cotejo, pretende-se analisar a fabricação da desmedicalização dos corpos e da vida no contexto das medicinas complementares e tradicionais debatidas tanto no âmbito global quanto nos movimentos sociais brasileiros. Para tanto, busca-se compreender a seguinte questão: de que modo algumas técnicas de tratamento e reabilitação, como a equoterapia, podem sinalizar ou subverter as práticas mais heterônomas das ciências modernas, como a medicalização? Em vista desse fenômeno, argumenta-se que a medicalização pode ser feita ou desfeita por meio dos ativismos políticos, das invenções e agenciamentos terapêuticos complementares e a partir da socialização dos fenômenos corporais. Para apurar essa questão, analiso o problema através desse solo etnográfico buscando revelar como essa técnica terapêutica pode indiciar um conjunto de novas práticas medicinais no contexto da biomedicina. Com isso, descrevo outros modos de conceber a vida e as terapias corporais por meio das relações de alteridade entre humanos e cavalos cuja coexistência se dá em uma contínua relação tecnopolítica de inovação e intervenção “biopsicossociais”. Conclui-se que esses coletivos praticam técnicas de tratamento e cura de forma subversiva ao conceito de medicalização, sugerindo a “despatologização da vida e do corpo” como um modo de socializar e praticar saúde nesses contextos.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-1351-1232
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia

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