Capacidade de exercício em crianças e adolescentes com asma: estudo Coorte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Luciana Campanha Versiani
Evelim Leal de Freitas Dantas Gomes

Resumo

Crianças e adolescentes com asma apresentam intolerância ao exercício, mas pouco se sabe a respeito da evolução da capacidade de exercício ao longo do tempo. Objetivo: avaliar a capacidade de exercício em crianças e adolescentes com asma e qualidade de vida ao longo de 12 meses, e verificar os fatores que a influenciam. Métodos: Estudo de coorte prospectivo, com 59 voluntários entre 6 e 18 anos com asma, em acompanhamento clínico regular. A capacidade de exercício foi avaliada pelos Teste de Exercício Cardiopulmonar (TECP), Shuttle Teste Modificado (STM) e a função pulmonar pela espirometria. O tempo de sedentarismo foi mensurado pelo acelerômetro e a qualidade de vida por questionário específico (PAQLq). Os voluntários foram questionados sobre internações e crises. Essas avaliações foram realizadas ao início do protocolo (baseline) e após 12 meses (follow-up). Desfechos: consumo de oxigênio (VO2pico) e carga no TECP, distância percorrida no STM, qualidade de vida, tempo de sedentarismo e número de crises. Resultados: A média de idade no baseline foi de 10.5 ± 3.1. Após 12 meses houve aumento na capacidade de exercício observada pelo aumento na carga no TECP de 81,1 ± 37,6 Watts no baseline para 92,2 ± 39,6 Watts no follow-up, p < 0.0001, embora tenha havido redução no VO2pico baseline 40,1 ± 12,5 ml/kg vs follow-up 34,9 ± 7,3ml/kg, p = 0.023. A distância no STM aumentou de 797 ± 186 m no baseline para 871 ± 198 m no follow-up, p <0.001. Houve importante aumento no tempo de sedentarismo entre o baseline (51,9 ± 13,4%) e o follow-up (82,9 ± 7,6%), p < 0.001. Não houve alterações no número de crises e o número de internações. Observou-se melhora na qualidade de vida nos domínios sintomas e atividades (p < 0.05). Na regressão logística, o tempo de sedentarismo associou-se à carga no TECP e a distância percorrida no STM no follow-up (R2: 0.38, p = 0.004). Conclusão: Ao longo de 12 meses, crianças e adolescentes com asma não apresentaram redução na capacidade funcional e capacidade de exercício, melhoram a qualidade de vida, entretanto, aumentaram de maneira importante o tempo de sedentarismo. O aumento no tempo de sedentarismo, ou a redução no número de passos, esteve relacionado a capacidade de exercício.

Abstract

Children and adolescents with asthma have exercise intolerance, but little is known about the evolution of exercise capacity over time. Objective: to evaluate the exercise capacity in children and adolescents with asthma and quality of life over 12 months, and to verify the factors that influence it. Methods: A prospective cohort study with 59 volunteers between 6 and 18 years old with asthma, in regular clinical follow-up. Exercise capacity was assessed by the Cardiopulmonary Exercise Test (CPET), Modified Shuttle Test (MST). The sedentary behaviour was measured by the accelerometer and quality of life by specific questionnaire (PAQLQ). Volunteers were asked about hospitalizations and crises. These evaluations were performed at the beginning of the protocol (baseline) and after 12 months (follow-up). Outcomes: oxygen consumption (VO2peak) and load in CPET, distance walked in MST, quality of life, sedentary behaviour and number of crises. Results: The mean age at baseline was 10.5 ± 3.1 years old. After 12 months there was an increase in exercise capacity observed by the increase in load in the TECP from 81.1 ± to 37.6 Watts at baseline to 92.2 ± 39.6 Watts in follow-up, p < 0.0001, although there was a reduction in VO2peak baseline 40.1 ± 12.5 ml/kg vs follow-up 34.9 ± 7.3ml/kg, p = 0.023. The distance walked in the MST increased from 797 ± 186 m at baseline to 871 ± 198 m in follow-up, p < 0.001. There was an important increase in sedentary behaviour between baseline (51.9 ± 13.4%) and follow-up (82.9 ± 7.6%), p < 0.001. There were no changes in the number of crises and the number of hospitalizations. There was an improvement in quality of life in the symptoms and activities domains (p < 0.05). In logistic regression, the sedentary time was associated with the load in the CPET and the distance walked in the MST in the follow-up (R2: 0.38, p = 0.004). Conclusions: Over 12 months, children and adolescents with asthma did not present a reduction in functional capacity and exercise capacity, improving quality of life, however, they significantly increased the sedentary lifestyle. The increase in sedentary time, or the reduction in the number of steps, was related to exercise capacity.

Assunto

Asma - Exercícios terapêuticos, Exercícios respiratórios - Uso terapêutico

Palavras-chave

Asma, Capacidade Física, Criança, Número de passos, Sedentarismo

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