Isto não é uma Vênus : das cartografias venusianas às potências de um v(entre)
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Angélica de Oliveira Adverse
Cíntia Vieira da Silva
Mariana Rodrigues Pimentel
Renata Lima Aspis
Cíntia Vieira da Silva
Mariana Rodrigues Pimentel
Renata Lima Aspis
Resumo
Esta tese tem como objetivo cartografar parte da iconografia da deusa Vênus, com o intuito de mostrar como essa mitologia atravessa os tempos e os espaços transportando uma série de caracteres e formas em comum, como o próprio ventre, que passa a se repetir nas imagens fundando padrões de gênero e sexualidade. A pesquisa se dividiu em 5 capítulos que entrelaçam poemas antigos, esculturas clássicas, pinturas renascentistas, arte moderna, arte primitiva e alguns conceitos apresentados, principalmente por Deleuze e Guattari, em diálogo com outras(os) autoras(es) da própria Filosofia e também das Artes, História, Arqueologia. No
capítulo 1, Vênus como sentido, discutimos como os signos e conceitos relativos à deusa da beleza e do amor, desde as primeiras cosmogonias e esculturas antigas, fazem de Vênus, uma imagem hegemônica que ajuda a conceber o sentido de um suposto feminino, através de suas formas sensíveis, para além e aquém do que é sentido. No capítulo 2, Vênus como representação, apresentamos o lugar do patriarcado na construção de categorias representativas que faz de um certo tipo de homem a representação universal, em detrimento da mulher ou do corpo com útero, como seu mero duplo, oposto e conceitual. No capítulo 3, Vênus como rostidade, retornamos às esculturas antigas de Vênus para mostrar como a replicação de certos padrões, bem como a restauração recebida no século XVII, parecem marcar uma redundância que transforma todo o corpo feminino em uma única rostidade. No capítulo 4, Vênus como estrutura, partimos da pintura O Nascimento de Vênus, de Botticelli, para apresentar como a retomada do mito de Vênus pela arte renascentista se relaciona com o nascimento do Estado capitalista e com a moderna divisão sexual do trabalho. No capítulo 5, Vênus como devir, investigamos os motivos pelos quais algumas estátuas dos períodos Paleolítico e Neolítico, encontradas entre os séculos XIX e XX, receberam o nome de Vênus e como a arte primitiva pode nos ajudar a romper com a máquina binária que separa os sexos, corpos e a natureza.
Abstract
Assunto
Filosofia - Teses, Estética - Teses, Arte - Filosofia - Teses, Relações de gênero - Teses
Palavras-chave
Vênus, Gênero, Corpo, Sensível, Cartografia, Devir
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