Efeito da arquitetura muscular regional no desempenho de força de atletas olímpicos e paralímpicos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Rodrigo Cesar Ribeiro Diniz, Mauro Heleno Chagas, Marco Carlos Uchida, Fábio Juner Lanferdini e Maicon Rodrigues Albuquerque

Resumo

O objetivo do experimento 1 foi investigar a magnitude da associação da arquitetura muscular regional dos músculos peitoral maior (PM) e tríceps braquial (TB) no desempenho da força máxima dinâmica (FMD) em atletas de elite de Powerlifting Paralímpico (PP). No experimento 2 o objetivo foi comparar a arquitetura muscular regional e o desempenho de força entre atletas de elite de taekwondo e corredores de atletismo. No experimento 1, participaram vinte e seis atletas em duas sessões: na primeira, foram avaliadas medidas antropométricas e a arquitetura muscular; na segunda, registrada a FMD. A análise da arquitetura incluiu área de secção transversa (AST) e espessura muscular (EM) do PM em 15% e 30% do comprimento da clavícula e do TB a 50%, 60% e 70% do comprimento do úmero, além do ângulo de penação (AP) e comprimento do fascículo (CF) no TB 60%, obtidos por ultrassom panorâmica. No experimento 2, a amostra foi composta por vinte e seis participantes do sexo masculino: treze atletas de taekwondo e treze corredores de atletismo, a AST dos músculos reto femoral (RF) e vasto lateral (VL) a 40% e 60% da espinha ilíaca anterossuperior à borda superior da patela, o AP e o CF do VL foram obtidos com ultrassom panorâmica, bem como o desempenho do salto agachado (SA), salto com contramovimento (SCM) e torque máximo isométrico (TMI) no banco extensor de joelhos. No experimento 1, um modelo estatístico linear generalizado foi usado para analisar a influência dos preditores arquitetônicos e antropométricos no desempenho do PP. Para o experimento 2, o teste t para amostras independentes foi usado para comparar as médias das variáveis de arquitetura muscular e desempenho de força entre atletas de taekwondo e corredores de atletismo. Em ambos experimentos, o nível de significância foi de 0,05. Os resultados do experimento 1, mostraram que a EM PM 30% e a EM TB 60% apresentaram associações significativas positivas com o desempenho do PP (β = 0,2023; p = 0,008; β = 0,290; p = 0,001 respectivamente). Assim, observou-se que para cada centímetro extra da EM PM espera-se um aumento de aproximadamente 56% no desempenho, e o aumento de 1 centímetro da EM TB corresponde a um aumento potencial de aproximadamente 34% no desempenho do PP. Entretanto, o comprimento do braço apresentou uma associação significativa negativa com o desempenho do PP (β = −0,039; p = 0,033), para cada 1 centímetro a mais no comprimento do braço o desempenho reduz em cerca de 4%. No experimento 2, os corredores de atletismo apresentaram valores significativamente maiores do que os atletas de taekwondo em AST RF 40%, AST RF 60%, AST VL 60% e CF do VL, além de SA e SCM. No experimento 1, conclui-se que entre os parâmetros arquitetônicos, a EM PM apresentou mais associação ao desempenho de FMD no supino do PP. Enquanto o experimento 2, conclui que corredores de atletismo apresentam maior arquitetura muscular nos músculos VL e RF e alcançam saltos mais altos em comparação aos atletas de taekwondo.

Abstract

The aim of experiment 1 was to investigate the magnitude of the association of the regional muscular architecture of the pectoralis major (PM) and triceps brachii (TB) muscles on the performance of maximum dynamic strength (MDS) in elite Paralympic Powerlifting (PP) athletes. In experiment 2, the objective was to compare regional muscle architecture and strength performance between elite taekwondo athletes and athletics runners. In experiment 1, twenty-six athletes participated in two sessions: in the first, anthropometric measurements and muscular architecture were assessed; in the second, MDS was recorded. Architectural analysis included cross-sectional area (CSA) and muscle thickness (MT) of the PM at 15% and 30% of the clavicle length and of the TB at 50%, 60% and 70% of the humerus length, in addition to PA and FL at TB 60%, obtained by panoramic ultrasound. In experiment 2, the sample consisted of twenty-six male participants: thirteen taekwondo athletes and thirteen athletics runners, the CSA of the rectus femoris (RF) and vastus lateralis (VL) muscles at 40% and 60% of the anterior superior iliac spine to the superior border of the patella, the PA and FL of the VL were obtained with panoramic ultrasound, as well as the performance of the squat jump (JS), countermovement jump (CMJ) and maximum isometric torque (MIT) on the knee extension bench. In experiment 1, a generalized linear statistical model was used to analyze the influence of architectural and anthropometric predictors on PP performance. For experiment 2, the independent samples t-test was used to compare the means of muscle architecture and strength performance variables between taekwondo athletes and athletics runners. In both experiments the significance level was 0.05. The results of experiment 1 showed that MT PM 30% and MT TB 60% presented significant positive associations with PP performance (β = 0.2023; p = 0.008; β = 0.290; p = 0.001 respectively). Thus, it was observed that for each extra centimeter of MT PM, an increase of approximately 56% in performance is expected, and the increase of 1 centimeter of MT TB corresponds to a potential increase of approximately 34% in PP performance. However, arm length showed a significant negative association with PP performance. (β = −0.039; p = 0.033), for every 1 centimeter added to arm length, performance reduced by approximately 4%. In experiment 2, athletics runners presented significantly higher values than taekwondo athletes in CSA RF 40%, CSA RF 60%, CSA VL 60 and FL of VL, in addition to SJ and CMJ. In experiment 1, it was concluded that among the architectural parameters, MT PM showed the strongest association with MDS performance in the PP bench press. While experiment 2 concludes that athletics runners have greater muscular architecture in the VL and RF muscles and achieve higher jumps compared to taekwondo athletes.

Assunto

Atletas, Esportes - Aspectos fisiológicos, Esportes para deficientes, Força muscular

Palavras-chave

Arquitetura muscular; Powerlifting paraolímpico; Taekwondo; Atletismo; Força muscular; Alto rendimento.

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