A corrupção da república como enfermidade nos discursos políticos-morais da Época Moderna
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O propósito deste texto é examinar a articulação entre o conceito de corrupção
e a imagem da sociedade como corpo político, derivada do paradigma organicista,
presente nos tratados políticos-morais escritos na Península Ibérica entre os séculos
XVI e XVIII. É a luz dessa articulação que se explicam os sentidos que o conceito de
corrupção assumiu na cultura política desse período, uma vez que a reflexão sobre
as enfermidades a que estavam sujeitas as Repúblicas derivou, em grande parte, do
conhecimento médico sobre o processo de corrupção biológica, sobretudo dos ensinamentos de Hipócrates, Galeno e Avicena, entre outros. A tese que se pretende
sustentar aqui é que tais teorias médicas não só integravam a base comum sobre o
entendimento dos processos de degeneração do corpo humano, mas forneceram um
modelo explicativo para o fenômeno de corrupção dos governos políticos, expressando assim a confluência entre as teorias médicas e o pensamento político ao longo de
toda a Época Moderna.
Abstract
Assunto
História moderna, Corrupção, Cultura política
Palavras-chave
Corrupção e venalidade na Época Moderna
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http://www.cervantesvirtual.com/obras/autor/andujar-castillo-francisco-83305