O Comitê Indígena Mineiro: ressignificando o cotidiano de indígenas desterritorializados

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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The Mineiro Indigenous Committee: giving new meaning to the daily lives of indigenous people deterritorialized

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Resumo

Essa pesquisa analisa a experiência do Comitê Indígena Mineiro (CIM), uma organização que surgiu em 2012 em Belo Horizonte para apoiar indígenas desterritorializados no enfrentamento dos desafios vividos por povos indígenas em contexto de desterritorialização. Discute as estratégias do CIM para promover o Bem Viver, valorizar a ancestralidade e gerar adaptação criativa, configurando formas de resistência étnica e auto-organização. A pesquisa busca compreender se o CIM é capaz de resgatar o Bem Viver indígena no cotidiano desses povos. O CIM une indígenas de diversas etnias que sofrem com o isolamento e perda de identidade, saberes tradicionais e direitos ao sair de suas terras. O coletivo busca criar um sistema cooperativo para defender os direitos dos povos indígenas. Realiza eventos culturais e lutas políticas, como o apoio a retomadas de território. A pesquisa tem abordagem qualitativa, é caracterizada como Estudo de Caso. Os participantes da pesquisa são pessoas indígenas e pró-indígenas do CIM. A coleta de dados foi realizada por meio de rodas de conversa, em formato virtual, gravada e transcrita e analisada seu conteúdo. O referencial teórico é o Bem Viver indígena e o direito à autodeterminação e auto-organização indígena reconhecido pela ONU. O CIM tem sido fundamental para reunir indígenas desterritorializados na luta por direitos, com participação em conselhos municipais, em eventos culturais e políticos, na conquista de espaços como a feira Abya Yala, a Semana indígena de Belo Horizonte, em um processo de indigenização da cidade. Mas, algo fundamental é o cuidado coletivo entre os indígenas por meio de rituais, práticas de saúde indígenas, resgate de modos de vida, valorização da ancestralidade como estratégias para promover o Bem Viver.

Abstract

This research analyzes the experience of the Minas Gerais Indigenous Committee (CIM), an organization that emerged in 2012 in Belo Horizonte to support dispossessed indigenous people in facing the challenges experienced by indigenous peoples in the context of dispossession. It discusses CIM's strategies for promoting Good Living, valuing ancestry and generating creative adaptation, configuring forms of ethnic resistance and self-organization. The research seeks to understand whether the CIM is capable of rescuing the indigenous Good Life in the daily lives of these peoples. CIM unites indigenous people from different ethnic groups who suffer from isolation and loss of identity, traditional knowledge and rights when they leave their lands. The collective seeks to create a cooperative system to defend the rights of indigenous peoples. It organizes cultural events and political struggles, such as support for retaking territory. The research has a qualitative approach and is characterized as a case study. The research participants are indigenous and pró-indigenous people from the CIM. Data was collected through conversation circles, recorded and transcribed in virtual format, and its content was analyzed. The theoretical framework is indigenous Good Living and the right to self-determination and indigenous self-organization recognized by the UN. The CIM has been fundamental in bringing together dispossessed indigenous people in the fight for rights, with participation in municipal councils, cultural and political events, and the conquest of spaces such as the Abya Yala fair, the Indigenous Week of Belo Horizonte, in a process of indigenizing the city. But something fundamental is the collective care among indigenous people through rituals, indigenous health practices, the rescue of ways of life, the valorization of ancestry as strategies to promote Good Living.

Assunto

Indígenas da América do Sul - Minas Gerais, Territorialidade humana, Justiça ambiental, Cultura

Palavras-chave

Povos indígenas, desterritorialização, bem viver, ancestralidad, indigenas em contexto urbano, Migração Indígena

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