COVID-19 e acometimento pulmonar: avaliação das alterações de função pulmonar e da qualidade de vida após 12 meses da doença aguda pela infecção por SARS-COV- 2 em pacientes hospitalizados
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Silvana Spíndola de Miranda
Júlia Fonseca de Morais Caporali
Cláudia Henrique da Costa
Thúlio Marquez Cunha
Júlia Fonseca de Morais Caporali
Cláudia Henrique da Costa
Thúlio Marquez Cunha
Resumo
Objetivo: Avaliar a função pulmonar e a qualidade de vida de pacientes que tiveram
a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na fase aguda da infecção por
SARS-CoV-2, após 12 meses da admissão hospitalar.
Métodos: estudo multicêntrico transversal em pacientes com COVID-19 grave para
determinar comprometimentos respiratórios. Os pacientes foram estratificados em
dois grupos: internação em enfermaria (WA) e internação em unidade de terapia
intensiva (UTI). Em consulta de acompanhamento, 12 meses após a internação, os
pacientes foram questionados sobre tosse e dispneia, realizaram espirometria,
volumes pulmonares, capacidade de difusão de monóxido de carbono (DLCO), teste
de caminhada de 6 minutos (TC6) e força muscular respiratória (Pressão Inspiratória
máxima; PImáx e Pressão Expiratória máxima;PEmáx) e questionário de qualidade
vida EQ-5D-3L.
Resultados: Foram incluídos 189 pacientes, média de idade 59,6 + 13,4 anos,
internados em enfermaria e unidade de terapia intensiva (UTI), 96 (50,79%) e 93
(49,20%), respectivamente. Aos 12 meses de seguimento, 43% dos pacientes
apresentavam dispneia. A prevalência de distúrbio restritivo foi de 27% e de difusão
de monóxido de carbono (DCO) alterada de 18% ao final de 1 ano. Quando
avaliados os grupos com e sem dispneia, não houve diferença nos valores alterados
de CVF, VEF1 e CPT. Observou-se, porém, maior frequência de DCO alterada
(14,9% x 22,4%, p < 0,020) e maior perda de dias de vida ajustados pela qualidade
(QALD) devido à COVID-19 (47 x 117 QALD, p<0,001) no grupo com dispneia.
Conclusões: Após um ano da infecção aguda, os sobreviventes da COVID-19
grave, em um país de média renda, ainda se apresentam com alta carga de
sintomas como tosse e dispneia, alterações restritivas da função pulmonar e perda
de dias de vida ajustados pela qualidade. O acompanhamento contínuo é necessário
para caracterizar a história da COVID longa e identificar estratégias de mitigação
das suas consequências.
Abstract
Assunto
COVID-19, SARS-COV-2, Dispneia, Tosse, Espirometria, Qualidade de Vida, Estudo Multicêntrico
Palavras-chave
COVID-19, Função pulmonar, Qualidade de vida, Espirometria