Análise do impacto da mineração no desenvolvimento dos municípios mineiros e paraenses entre 2000 e 2010

dc.creatorGuilherme Denes
dc.date.accessioned2019-08-13T19:13:53Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:19:51Z
dc.date.available2019-08-13T19:13:53Z
dc.date.issued2018-07-26
dc.description.abstractThe Brazilian mining sector has a prominent role in exports, construction, chemical and food industries. Between 2014 and 2016, the country faced severe water shortage and experienced the worst environmental tragedy in Brazilian history, in the municipality of Mariana, Minas Gerais. These facts brought to debate the socio-economical cost-benefit of mining activity due to its ambiguity: the activity has high added value, generates income and positive externalities, while it is inherently complex, risky and causative of negative externalities. This study analyses focused in Minas Gerais and Pará, main mining states, and compared the years of 2000 and 2010. Development was captured by MHDI, its sub-indices and the inequality ratio of the richest 10% of the municipal population's divided by the poorest 40%. Spatial Econometrics is implemented to control effects related to mining locational rigidness. Regressions of mining in development use the created Spatial Propensity Score as weight. Brazilian input-output matrix and Hirschman Rasmussen Index concerning the mining sector denotes little power to drag other sectors and few productive linkages. The collected data shows evidences that the sector is heterogeneous in terms of value and labor-intensity: metallic minerals outstand in value, while is capital-intensive. Non-metallic minerals are less capital intense (energetic minerals are not considered). The results show positive mean effects in MHDI in both states, restricted to the municipalities that host the activity. The neighborhood effect is null, which is considered undesirable in terms of social development, once that natural resources are scarce and finite. Royalties (CFEM) should allocate resources to overcompensate negative externalities by promoting education, health and local activity in order to push their economy. Furthermore, evidence shows that the impact was greater in Minas Gerais in 2000 rather than in 2010, while in Pará the opposite happened. No significant effect on inequality measured by the ratio 10% richest - 40% poorest was found.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/FACE-B77ML8
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMinas Gerais Condições econômicas
dc.subjectMinas e recursos mineirais Pará Aspectos econômicos
dc.subjectPará Condições econômicas
dc.subjectMinas e recursos mineirais Minas Gerais Aspectos econômicos
dc.subject.otherExternalidades
dc.subject.otherIDHM
dc.subject.otherRoyalties
dc.subject.otherAvaliação de Impacto
dc.subject.otherSpatial Propensity Score
dc.subject.otherMineração
dc.titleAnálise do impacto da mineração no desenvolvimento dos municípios mineiros e paraenses entre 2000 e 2010
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira
local.contributor.advisor1Pedro Vasconcelos Maia do Amaral
local.contributor.referee1Aline Souza Magalhaes
local.contributor.referee1André Luis Squarize Chagas
local.description.resumoA extração mineral no Brasil é um setor produtivo de destaque mediante seu papel exportador e utilização na construção civil, indústria química e indústria de alimentos. A crise hídrica de 2014-2016 e o desastre de Mariana em 2015 suscitaram questionamentos acerca do custo-benefício econômico e social da atividade, em virtude de seu caráter ambíguo: atividade de alto valor adicionado, geradora de renda e de externalidades positivas, ao passo que inerentemente complexa, de risco e causadora de externalidades negativas. Esses fatores motivaram a avaliação do impacto da mineração no desenvolvimento municipal dos principais estados mineradores do país: Minas Gerais e Pará, entre 2000 e 2010. A mensuração de desenvolvimento é feita a partir dos Índices de Desenvolvimento Humano Municipais (IDHM), seus subíndices (saúde, educação e renda) e desigualdade de renda per capita municipal dado pelo Índice razão 10% mais ricos 40% mais pobres. Foram utilizadas técnicas de econometria espacial para controlar efeitos relativos à rigidez locacional característica do setor, resultando em um escore de propensão espacial, que serve como peso na regressão de mineração nos indicadores de desenvolvimento. A descrição do setor realizada por meio das técnicas de Matriz Insumo Produto e Índice de Hirschman Rasmussen indica baixo poder de arrasto e pouca geração de encadeamentos produtivos da atividade mineradora. Além disso há evidências de heterogeneidade no setor em termos de geração de valor e emprego: minerais metálicos se destacam em relação a não-metálicos no primeiro fator, porém ocorre o contrário em relação ao segundo (minerais energéticos não foram considerados). Os resultados apontam para efeitos médios positivos no IDHM dos municípios mineiros e paraenses, porém restritos aos municípios sede, isto é, sem vazamento para a vizinhança. Pode-se considerar que este efeito nulo é indesejável do ponto de vista do desenvolvimento social, dada a finitude dos recursos naturais e a destinação de parte dos royalties minerais para os estados. Além destes apontamentos, há ainda evidências de que o impacto da mineração em Minas Gerais e no Pará foi temporalmente distinto. No primeiro caso o efeito foi maior em 2000, enquanto no segundo caso houve ampliação em 2010. Não foram encontrados efeitos significativos em desigualdade medidos pela razão da renda dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres.
local.publisher.initialsUFMG

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