As poéticas pretas como espaços de resistência, cultura e ativismo político

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Artigo de periódico

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Black poetics as spaces of resistance, culture and political activism

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O objetivo deste trabalho é propor discussões sobre as poéticas pretas vistas nestas reflexões como espaços fomentadores de resistência, como fonte propulsora de cultura e como potências reparadoras para a implementação de uma discussão a partir de uma escrita comprometida com seu tempo, com sua diversidade e pluralidades temáticas. As poéticas pretas, cada vez mais, vêm sendo estabelecidas como potencialidades que desvelam os lugares que as corporeidades negras têm assumido socialmente. Na produção literária afrocentrada produzida nas Américas e no Brasil (e aqui eu poderia também propor os termos afrodescendente, afro-brasileira, amefricana, negro-brasileira, sem entrar em possíveis discussões ideológicas de cada uso), escritoras e escritores negros fazem de seus textos instrumentos para tratar de temas que lhes são importantes, que lhes permitam estabelecer pautas em que sejam privilegiadas questões como as afetividades, suas subjetividades e, principalmente, suas visões ideológicas de mundo e dos seus semelhantes diante do tempo e do espaço em que habitam. Neste sentido, para estas reflexões, interessa-me dialogar com as noções epistemológicas de “escrevivência”, amplamente discutida na obra de Conceição Evaristo, “tempo espiralar”, proposição teórica de Leda Maria Martins, e “performativade”.

Abstract

The aim of this work is to propose discussions about black poetics seen in these reflections as spaces that foster resistance, as a propelling source of culture and as restorative powers for the implementation of a discussion from a writing committed to its time, with its diversity and thematic pluralities. Black poetics, increasingly, have been established as potentialities that reveal the places that black corporeities have assumed socially. In the Afrocentric literary production produced in the Americas and in Brazil (and here I could also propose the terms Afrodescendant, Afro-Brazilian, Amefrican, Black-Brazilian, without entering into possible ideological discussions of each use), black writers make their texts instruments to deal with questions that are important to them, that allow them to establish guidelines which prioritize issues such as affectivity, their subjectivities and, mainly, their ideological visions of the world and of their equals in the time and the space in which they inhabit. In this sense, for these reflections, I am interested in dialoguing with the epistemological notions of “life experience writing”, widely discussed in the work of Conceição Evaristo, “spiral time”, theoretical proposition by Leda Maria Martins, and performativity.

Assunto

Negras, Poesia brasileira - Escritores negros

Palavras-chave

Ativismo, Poéticas pretas, Resistencia

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https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/29015

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