A comunicação como ferramenta do cuidado centrado no paciente

dc.creatorPatricia Lourdes Silva
dc.date.accessioned2025-08-27T19:02:51Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:38:39Z
dc.date.available2025-08-27T19:02:51Z
dc.date.issued2025-04-24
dc.description.abstractEffective communication in emergency departments is crucial for quality care and patient safety but faces challenges due to the high-pressure and complex nature of this environment. This study aimed to analyze the communication of a multidisciplinary team in an emergency unit of a large hospital in Belo Horizonte, investigating communication practices, the effectiveness of communication, and its impact on patient care and safety. A concurrent mixed-methods approach was employed, combining simultaneous collection of quantitative and qualitative data to enable triangulation of results. Data collection occurred between February 5 and March 28, 2024, involving 45 professionals (physicians, nurses, nursing technicians, and a social worker) selected through stratified random sampling to ensure representation of different professional groups. Inclusion criteria required a minimum of six months of experience in the unit, while professionals on medical leave, unavailable, or otherwise absent, were excluded from participation. For quantitative analysis, the Self-Efficacy in Communication Questionnaire (SEbr-12) and the Jefferson Empathy Scale, adapted to the Brazilian context, were utilized. Statistical analysis revealed significant correlations (p < 0.05) between empathy and communication self-efficacy, indicating that professionals with higher confidence in their communication skills demonstrated greater levels of empathy. However, challenges such as delivering bad news and coping with workload demands were identified as barriers to effective communication, negatively affecting patient safety. Qualitative analysis, based on semi-structured interviews and field journal entries, used Bardin's content analysis technique. Findings highlighted the benefits of effective communication, such as enhanced team cohesion and patient trust, alongside significant challenges. Barriers like rigid hierarchies, time constraints, and communication interruptions hindered the practice of patient-centered care, emphasizing the need for institutional and organizational improvements. Data triangulation, based on Creswell’s model, integrated quantitative and qualitative perspectives, providing a comprehensive view of the phenomenon. Quantitative data suggested positive perceptions of self-efficacy and empathy, while qualitative insights delved deeper into everyday challenges, including institutional pressures and fragmented communication. An analysis of adverse events (AEs) between 2019 and 2023 reinforced the link between communication failures and the occurrence of AEs, underscoring the importance of integrated practices for patient safety. The results highlighted the need for strategic interventions, such as interprofessional training focused on communication skills and empathy, to reduce adverse events associated with communication failures. Additionally, the study recommended the inclusion of training and simulations in academic curricula to foster empathy and effective communication from the outset of professional education. The study concluded that effective communication and empathy are interdependent in patient-centered care but face significant institutional and contextual limitations. Measures such as specialized training and organizational changes not only improve clinical practice and patient safety but also promote the well-being of healthcare professionals, contributing to a safer and more humanized care environment.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84630
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação em Saúde
dc.subjectAssistência Centrada no Paciente
dc.subjectServiço Hospitalar de Emergência
dc.subjectSegurança do Paciente
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherComunicação em saúde
dc.subject.otherCuidado centrado no paciente
dc.subject.otherEquipes multiprofissionais;
dc.subject.otherServiços de urgência e emergência
dc.subject.otherSegurança do paciente
dc.titleA comunicação como ferramenta do cuidado centrado no paciente
dc.title.alternativeCommunication as a tool for patient-centered care
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Nilton Alves de Rezende
local.contributor.advisor1Marília Alves
local.contributor.advisor1Latteshttps://orcid.org/0000-0002-4695-0787
local.contributor.referee1Karla Rona da Silva
local.contributor.referee1Fabiane Ribeiro Ferreira
local.contributor.referee1Simone Costa Nunes
local.contributor.referee1Amyra Moyses Sansur
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8194447148479345
local.description.resumoA comunicação eficaz em pronto-socorro pode ser considerada crucial para a qualidade do cuidado e a segurança do paciente, mas enfrenta desafios decorrentes da alta pressão e complexidade desse ambiente. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a comunicação da equipe multiprofissional em uma unidade de urgência e emergência de um hospital de grande porte em Belo Horizonte, investigando práticas comunicativas, eficácia da comunicação e seus impactos na assistência e segurança do paciente. Utilizou-se de um método misto concorrente, combinando coleta simultânea de dados quantitativos e qualitativos para triangulação dos resultados. A coleta foi realizada entre 5 de fevereiro e 28 de março de 2024, com 45 profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e assistente social) selecionados por amostragem aleatória estratificada, garantindo representatividade dos diferentes grupos. Os critérios de inclusão exigiram experiência mínima de seis meses na unidade, excluindo profissionais em licença médica, afastados ou indisponíveis para entrevistas. Na análise quantitativa, aplicou-se o Questionário de Autoeficácia na Comunicação (SEbr-12) e a Escala Jefferson de Empatia, adaptados para o contexto brasileiro. Os dados estatísticos revelaram correlações significativas (p < 0,05) entre empatia e autoeficácia comunicativa, indicando que profissionais mais confiantes em suas habilidades comunicativas apresentaram níveis mais elevados de empatia. Contudo, dificuldades como comunicar más notícias e lidar com a sobrecarga de trabalho foram apontadas como barreiras à comunicação eficaz, impactando negativamente a segurança do paciente. Na análise qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas e registros em diário de campo, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin. Os achados evidenciaram benefícios da comunicação eficaz, como fortalecimento da coesão da equipe e da confiança dos pacientes, mas, também, desafios significativos. Barreiras como hierarquias rígidas, falta de tempo e interrupções dificultaram a prática do cuidado centrado no paciente, destacando a necessidade de melhorias organizacionais. A triangulação dos dados, fundamentada no modelo de Creswell, integrou as perspectivas quantitativas e qualitativas, oferecendo uma visão ampla do fenômeno. Os dados quantitativos sugeriram percepções positivas sobre autoeficácia e empatia, enquanto os qualitativos aprofundaram as dificuldades enfrentadas no cotidiano, incluindo pressões institucionais e comunicação fragmentada. Uma análise de eventos adversos (EA) entre 2019 e 2023 reforçou a associação entre falhas comunicacionais e ocorrência de EA, sublinhando a relevância de práticas integradas para a segurança do paciente. Os resultados indicaram a necessidade de intervenções estratégicas, como treinamentos interprofissionais que enfatizem habilidades de comunicação e empatia, visando à redução de EA relacionados a falhas comunicacionais. Além disso, recomendou-se a inclusão de treinamentos e simulações nos currículos acadêmicos para promover empatia e comunicação eficaz desde a formação inicial. Concluiu-se que a comunicação eficaz e a empatia são interdependentes no cuidado centrado no paciente, mas encontram limitações institucionais e contextuais significativas. Medidas como treinamentos específicos e mudanças organizacionais não apenas melhoram a prática clínica e a segurança do paciente, mas também promovem o bem-estar dos profissionais, contribuindo para um ambiente assistencial mais seguro e humanizado.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8857-4487
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto

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