Representações da natureza na ficção amazonense

dc.creatorAllison Marcos Leao da Silva
dc.date.accessioned2019-08-14T12:36:49Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:26:11Z
dc.date.available2019-08-14T12:36:49Z
dc.date.issued2008-10-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-7K7GS4
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFicção brasileira Amazonas Séc XX
dc.subjectRangel, Alberto, 1871-1945 Inferno verde Crítica e interpretação
dc.subjectRegionalismo na literatura
dc.subjectRegionalismo Amazonia
dc.subjectCastro, Ferreira de, 1898-1974 A selva Critica e interpretação
dc.subjectNatureza na literatura
dc.subjectLiteratura
dc.subject.otherRegionalismo
dc.subject.otherFicção amazonense
dc.subject.otherRepresentação da natureza
dc.titleRepresentações da natureza na ficção amazonense
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Eliana Lourenco de Lima Reis
local.contributor.referee1Myriam Correa de Araujo Avila
local.contributor.referee1Maria Zilda Ferreira Cury
local.contributor.referee1Valter Sinder
local.contributor.referee1Luis Heleno Montoril del Castilo
local.description.resumoO trabalho consiste na identificação e no exame de imagens da natureza amazônica presentes na produção ficcional amazonense do século XX, tanto no que se refere à escolha das imagens a serem apresentadas, como a maneira pela qual se dá sua representação, isto é, a linguagem que lhe serve de suporte e que, por assim dizer, recria, no texto, a natureza. De início, a pesquisa detém-se em textos que, por motivos que a tese também se ocupa em investigar, acabaram por exercer grande influência entre os ficcionistas do Amazonas, a saber: 'Inferno verde', de Alberto Rangel, bem como o prefácio que acompanha tal obra, escrito por Euclides da Cunha, e 'A selva', do português Ferreira de Castro. Nesse ponto, tanto são consideradas as representações da natureza no interior dessas obras, como a recepção que os intelectuais da província deram a elas, posto que foi nesse movimento duplo que se constituiu uma tradição literária das representações da natureza no Amazonas. Uma pequena extrapolação quanto ao gênero abordado é necessária nesse momento do trabalho, pois a primeira e mais grave recepção que se deu aos textos de Rangel e Euclides aconteceu no campo do ensaio crítico, com Péricles Moraes. Entretanto, já com a análise de 'A selva', retoma-se o fio da narrativa de ficção. Quanto ao trabalho de recepção verificável no plano ficcional, o 'Intermezzo' da tese inicia o exame do reprocessamento que prosadores amazonenses como Arthur Engrácio, Astrid Cabral e Erasmo Linhares executaram na tradição de representação da natureza até ali instituída. A noção de literatura como resposta e resistência acompanha essa parte do trabalho, assim como as contradições, impasses, matizes, permanências e rupturas associáveis a literaturas, como essas, pós-coloniais. É através dessa noção que se busca compreender os movimentos intelectuais amazonenses a partir da década de 1950 (aos quais se liga Engrácio), vistos à luz da oscilação das representações da natureza, bem como as mudanças operadas em tais representações nas décadas de 1960 e 1970 (ainda com Engrácio e agora também com Cabral e Linhares), seja na escolha das imagens da natureza, seja na mudança do tom do discurso que as representa. Postas e analisadas em conjunto, tendo como contínua referência as representações da natureza na prosa de ficção amazonense, essas obras revelam um intenso trânsito de idéias, no qual assimilação decorre de escolhas e revisões, invertendo a noção comumente difundida de que o regionalismo - que, no caso do Amazonas, tem como principal base o abuso das imagens naturais - seja um corpo fechado, constituído só de denegação e isolamento.
local.publisher.initialsUFMG

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