Adoecimento mental no trabalho e a ideia do nexo interseccional: racismo, sexismo e LGBTfobia no trabalho em call center

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Lívia Mendes Moreira Miraglia
Flávia Souza Máximo Pereira
Paula Rita Bacellar Gonzaga

Resumo

Este relatório de pesquisa se dedica a estudar a relação entre o adoecimento mental de trabalhadoras e trabalhadores em call centers à luz das práticas desenvolvidas no ambiente de trabalho, que incorporam estruturalmente o racismo, o sexismo e a LGBTfobia. Pretende-se investigar como essas formas de discriminação se sobrepõem e se tornam essenciais para a articulação estrutural do setor, baseada nos perfis constitutivos de sua força de trabalho. Dessa forma, a pesquisa problematiza uma visão da relação entre adoecimento mental e trabalho, ao debruçar-se sobre a inseparabilidade da exploração direta do trabalho em comunhão aos marcadores sociais da diferença. Indaga-se como a utilização das vulnerabilidades constitutivas das trabalhadoras e trabalhadores são articuladas pelo setor para acentuar os modos de subordinação e aderência às prescrições normativas do trabalho, sendo fonte ou agente desencadeante de sofrimento mental e psíquico para os sujeitos. Nesse sentido, ao analisar a união do trabalho aos marcadores sociais da raça, gênero e sexualidade, a pesquisa busca no conceito de interseccionalidade uma chave de compreensão para avaliar o binômio doença e trabalho, propondo ao fim o estabelecimento de um nexo interseccional, que visa suprir lacunas no estabelecimento do elo entre o adoecimento mental das trabalhadoras e trabalhadores e o labor efetivamente desenvolvido, fixando caminhos jurídicos para a caracterização da responsabilidade civil trabalhista e de uma possível ferramenta auxiliar para a tutela à saúde de quem trabalha.

Abstract

This research focuses on studying the relation among workers falling mentally ill at call centers and the practices developed at the workspace, which structurally incorporate racism, sexism, and LGBT phobia. It aims to investigate how these forms of discrimination overlap and become essential to the structural articulation of the industry, based upon the constitutive profiles of its workforce. In this way, the research discusses an insight into the relation between mental illnesses and work, by focusing on the inseparability of the direct exploitation of work and the social markers of difference. The question is how the use of constitutive vulnerabilities of the workers are articulated by the industry to accentuate the subordination and compliance to normative work prescriptions, being it either the triggering source or agent of mental and psychic suffering for the subjects. In this sense, by analyzing the connection between work and social markers of race, gender and sexuality, the research seeks in the concept of intersectionality a key to understanding the pairing of illness and work. At the end, it proposes an intersectional link, that aims to fill gaps in the establishment of a relation between the workers' mental illnesses and the effective work, setting jurisdictional paths to the characterization of labor and civil liability and to a possible auxiliary tool to safeguard the health of those who work.

Assunto

Direito do trabalho, Saúde mental, Centros de atendimento ao cliente

Palavras-chave

Saúde mental, Marcadores sociais da diferença, Call center, Direito do trabalho, Interseccionalidade

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