Transgressões educacionais: mulheres negras, favela e educação

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Rogéria Cristina Alves
Carmem Lúcia Eiterer

Resumo

A dissertação investiga a produção de conhecimento nos territórios de favela a partir das trajetórias de duas educadoras negras vinculadas ao Aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte. Com base em uma abordagem metodológica autoetnográfica, em diálogo com a escrevivência e a conversação, o estudo busca reconhecer os saberes que emergem de experiências atravessadas por raça, classe e território como epistemologias legítimas e relevantes no campo da Educação. A investigação está organizada em cinco seções, que percorrem desde o caminho metodológico até análises críticas sobre a favela enquanto categoria política, histórica e simbólica, articulando memórias pessoais e coletivas, e buscando deslocar o olhar das perspectivas estigmatizadas e de marginalização. A pesquisa fundamenta-se principalmente no pensamento de autoras negras, como bell hooks, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Patricia Hill Collins e Nilma Lino Gomes, cujas contribuições possibilitam tensionar o epistemicídio e refletir sobre as possibilidades de práticas pedagógicas contra-hegemônicas. Quatro núcleos de sentido estruturam a análise: território como epistemologia; corpo-memória como fonte de conhecimento; Educação como transgressão e prática de liberdade; e afetividade e coletividade como práticas políticas. Como desdobramento prático, a dissertação apresenta, como produto educacional, o primeiro episódio da série documental que leva o mesmo título da pesquisa. A produção utiliza a perspectiva de contranarrativa sobre a representação dominante das favelas e dos sujeitos negros na Educação, constituindo-se também como estratégia pedagógica.

Abstract

The dissertation investigates knowledge production within favela territories, based on the life trajectories of two Black women educators connected to the Aglomerado Santa Lúcia, in Belo Horizonte. Grounded in an autoethnographic methodological approach, in dialogue with escrevivência and conversational methods, the study seeks to recognize the knowledge that emerges from experiences marked by race, class, and territory as legitimate and relevant epistemologies within the field of education. The research is organized into five chapters, moving from the methodological pathway to critical analyses of the favela as a political, historical, and symbolic category. It articulates personal and collective memories, aiming to shift the gaze away from stigmatized and marginalizing perspectives. The study is primarily grounded in the work of Black women thinkers such as bell hooks, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Patricia Hill Collins, and Nilma Lino Gomes, whose contributions enable a critique of epistemicide and a reflection on the possibilities of counter-hegemonic pedagogical practices. Four analytical axes structure the research: territory as epistemology; body-memory as a source of knowledge; education as transgression and a practice of freedom; and affectivity and collectivity as political practices. As a practical outcome, the dissertation presents the first episode of a documentary series bearing the same title as the research. This production adopts a counter-narrative perspective on dominant representations of favelas and Black subjects in education, constituting itself also as a pedagogical strategy.

Assunto

Educação - Relações raciais, Educação - Relações étnicas, Professoras negras, Professoras - Identidade racial, Sociologia educacional, Belo Horizonte (MG) - Educação

Palavras-chave

Autoetnografia, Favela, Produção de Conhecimento, Educadoras Negras

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