Pelo espaço concebido: as repercussões dos modelos do urbanismo moderno na (re)produção do espaço urbano de Belo Horizonte
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Roberto Luís de Melo Monte-Mór
Cláudio Listher Bahia
Heitor Frúgoli Júnior
Fábio José Martins de Lima
Klaus Chaves Alberto
Cláudio Listher Bahia
Heitor Frúgoli Júnior
Fábio José Martins de Lima
Klaus Chaves Alberto
Resumo
Os conhecimentos da Ciência do Urbanismo, denominados como "os modelos do urbanismo moderno", foram disseminados no Brasil, no século XX, e tiveram expressiva influência da produção do espaço das cidades brasileiras. A principal questão desta tese é a reflexão sobre a influência dos modelos do urbanismo moderno, em determinadas concepções de expansões urbanas na modalidade de parcelamento vinculado, que contribuem para a (re)produção do espaço abstrato belo-horizontino. Espaço este construído de acordo coma lógica capitalista. Desse modo, desenvolve-se uma análise crítica sobre a (re)produção capitalista do espaço urbano, baseada em Henri Lefébvre, e as categorias teóricas dos modelos do urbanismo moderno, reveladas por Françoise Choay. Posteriormente, realiza-se um estudo crítico sobre as expansões urbanas de Belo Horizonte, desde a gênese da cidade até a primeira década do século XXI, de forma a estabelecer um diálogo entre as vertentes do urbanismo moderno e as premissas lefebvrianas sobre a (re)produção do espaço urbano. Utilizam-se para a análise, dentre outros, as Plantas Cadastrais e os Processos Administrativos constantes na Prefeitura de Belo Horizonte. O estudo converge para três modalidades recentes de parcelamento do solo de Belo Horizonte, em processos de implantação: uma científica e econômica, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte; outra, essencialmente econômica, a Granja Werneck, e um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida denominado Bairro Vitória II. A análise dessas três expansões contribuiu para averiguar que a Ciência do Urbanismo Moderno, em especial determinadas ideias-chave dos modelos progressista, culturalista e naturalista ainda se fazem presentes, contribuindo para a fragmentação, homogeneização e hierarquização do espaço urbano de Belo Horizonte, cada vez mais raro.
Abstract
Assunto
Planejamento urbano - Belo Horizonte (MG), Urbanização - Belo Horizonte (MG), Política urbana
Palavras-chave
Françoise Choay, Henri Lefébvre, (Re)produção do espaço, Urbanismo Moderno