Efeito de dieta rica em carboidratos refinados e da microbiota intestinal na resposta inflamatória pósprandial

dc.creatorDébora Fernandes Rodrigues
dc.date.accessioned2019-08-12T23:52:38Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:27:02Z
dc.date.available2019-08-12T23:52:38Z
dc.date.issued2014-02-27
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9N7LMS
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCarboidratos
dc.subjectInflamação
dc.subjectIntestinos Doenças inflamatórias
dc.subject.otherInflamação pós-prandial
dc.subject.otherCarboidratos refinados
dc.subject.otherMicrobiota intestinal
dc.titleEfeito de dieta rica em carboidratos refinados e da microbiota intestinal na resposta inflamatória pósprandial
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adaliene Versiani Matos Ferreira
local.description.resumoNos últimos anos, pesquisas têm sido realizadas com o intuito de entender os mecanismos pelos quais doenças crônicas com inflamação subclínica se desenvolvem. Estudos recentes sugerem que a resposta inflamatória se inicia no estado pós-prandial e que os nutrientes ingeridos, em especial os carboidratos refinados, podem influenciar no desencadeamento desse evento. Além disso, destaque especial tem sido dado à microbiota intestinal, uma vez que pesquisas demonstram que ela exerce papel importante na resposta inflamatória. Sendo assim, é objetivo deste trabalho avaliar o efeito do consumo de dieta rica em carboidratos refinados (HC) e a influência da microbiota intestinal na resposta metabólica e inflamatória pós-prandial. Para isso, utilizou-se camundongos machos convencionais (CONV) e isentos de germes (IG) da linhagem Swiss. Os animais foram divididos nos seguintes grupos: jejum, controle (animais alimentados com dieta controle) e HC (animais alimentados com dieta rica em carboidratos refinados). Após jejum noturno de 12 horas, os camundongos foram realimentados por 1 hora com as respectivas dietas, exceto o grupo jejum. Em seguida, foram subdivididos em novos grupos, avaliados nos tempos de 2 e 4 horas pós-prandiais. Após esses tempos, procedeuse à eutanásia por exsanguinação após anestesia. Coletou-se fígado e tecido adiposo epididimal, bem como sangue para a retirada do soro. Houve aumento de leucócitos sanguíneos 4 horas após a ingestão da dieta HC pelos camundongos CONV. Não houve alterações sistêmicas de adiponectina nesses animais. No tecido adiposo, a inflamação foi caracterizada por aumento de TNF- , IL-6 e IL-10 após ingestão da dieta HC pelos animais CONV no tempo de 4 horas pós-prandiais. No fígado, houve baixas concentrações de IL-10 no grupo CONV 4 horas após o consumo da dieta HC. Os camundongos IG foram hiporresponsivos em relação aos CONV, sendo que houve aumento das concentrações de IL-6 no tecido adiposo 2 horas após a ingestão de ambas as dietas quando comparados com os CONV. Dessa forma, este estudo demonstra que o consumo de dieta HC leva à resposta inflamatória pós-prandial, e que o tecido adiposo é rapidamente responsivo à ingestão excessiva dessa dieta. Além disso, a microbiota intestinal parece ser importante no desencadeamento da inflamação pós-prandial, o que destaca a sua importância nas manifestações do organismo frente à sobrecarga aguda de nutrientes.
local.publisher.initialsUFMG

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