Feminismo, liberdade e prostituição: para além do dissenso democrático

dc.creatorClarisse Goulart Paradis
dc.date.accessioned2019-08-10T02:30:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:46:30Z
dc.date.available2019-08-10T02:30:29Z
dc.date.issued2017-07-06
dc.description.abstractThe thesis identifies the democratic dissent around the liberalization, prohibition or abolition of prostitution, understood as a result of the disputes between the different political languages. These languages vary according to the concepts of freedom, the relation of this to the idea of equality and the scope of sexuality. The purpose of the paper is to understand the political debates surrounding the meaning of prostitution that were established in modernity and contemporaneity. In this sense, we examine a few decisive moments - the democratic republicanism of Mary Wollstonecraft; the first wave of feminism; the liberalism of John Stuart Mill; the debate on prostitution in classical Marxism and anarchism, and finally the contribution of Simone de Beauvoir, the second wave of feminism and the ensuing debates. It was possible to conclude that the concept of freedom as autonomy in feminist political thought from the eighteenth century to the first half of the twentieth century was fundamental to understanding prostitution as a form of non-freedom. This concept was destabilized during the second half of the twentieth century in the context of feminist debates about sexuality and the emergence of neoliberalism. I propose, finally, the rehabilitation of the expanded concept of freedom as autonomy, within the scope of feminism, in order to build an emancipatory normative basis for thinking of dilemmas such as prostitution.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-AQKGWZ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCiência política
dc.subjectProstituição
dc.subjectLiberdade
dc.subjectFeminismo
dc.subject.otherTeoria política
dc.subject.otherProstituição
dc.subject.otherLiberdade
dc.subject.otherFeminismo
dc.titleFeminismo, liberdade e prostituição: para além do dissenso democrático
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Juarez Rocha Guimaraes
local.contributor.referee1Ricardo Fabrino Mendonca
local.contributor.referee1Yumi Garcia dos Santos
local.contributor.referee1Flávia Millena Biroli Tokarski
local.contributor.referee1San Romanelli Assumpção
local.description.resumoA tese identifica o dissenso democrático em torno da liberalização, proibição ou abolição da prostituição, dissenso esse entendido como resultado das disputas entre as diferentes linguagens políticas. Tais linguagens variam segundo os conceitos de liberdade, a relação deste com a ideia de igualdade e com o âmbito da sexualidade. O objetivo do trabalho é compreender os debates políticos em torno do significado da prostituição que foram estabelecidos na modernidade e contemporaneidade. Nesse sentido, examinamos alguns momentos decisivos o republicanismo democrático de Mary Wollstonecraft; a primeira onda do feminismo; o liberalismo de John Stuart Mill; o debate sobre prostituição no marxismo clássico e no anarquismo e, finalmente, as contribuições de Simone de Beauvoir, da segunda onda do feminismo e os debates que a seguiram. Foi possível concluir que o conceito de liberdade como autonomia, no pensamento político feminista, do século XVIII à primeira metade do século XX, foi fundamental para compreender a prostituição como uma forma de não liberdade. Esse conceito foi desestabilizado durante a segunda metade do século XX, no contexto dos debates feministas sobre a sexualidade e da emergência do neoliberalismo. Proponho, por fim, a reabilitação do conceito ampliado de liberdade como autonomia, no escopo do feminismo, de modo a construir uma base normativa emancipadora para pensar dilemas como o da prostituição.
local.publisher.initialsUFMG

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