Arquitetura-objeto: a enunciação do modernismo em Adolf Loos e Le Corbusier a partir do objeto técnico
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Danilo Matoso Macedo
Silke Kapp
Stéphane Huchet
Silke Kapp
Stéphane Huchet
Resumo
Este trabalho examina a gênese da corrente modernista na arquitetura europeia nas primeiras
décadas do século XX, a partir das obras de Adolf Loos e Le Corbusier. Sob o contexto
socioeconômico de rápida transformação tecnológica e de avanço do capital industrial, o
campo da arquitetura seria apresentado à demanda de redefinição de seus paradigmas
estéticos. Nossa análise tem como foco a questão da forma: não apenas sob a acepção material
de invólucro do edifício, mas como um sistema de significados em sociedade. Para investigar
essa questão, mobilizamos conceitos da semiologia e de visões sociológicas da técnica,
explorando as relações entre a adesão da arquitetura à modernidade e o objeto técnico.
Argumentamos que, diante da pressão pela modernização da arquitetura, Adolf Loos e Le
Corbusier emergiriam como agentes articuladores da coesão teórica que lhes garantiria
destaque historiográfico. Suas obras principais, Ornamento e Crime e Por uma Arquitetura,
são analisadas como ferramentas retóricas de adesão às estruturas socioeconômicas
interpretadas, à época, como o avanço da vida moderna sobre a humanidade. Este estudo
propõe a interpretação crítica das bases teóricas do modernismo que emergiu de Loos e Le
Corbusier. Partimos da supressão do ornamento, para seguirmos com a análise do alinhamento
do modernismo à lógica de existência dos objetos industrializados, e, então da avaliação de
suas consequências para a arquitetura em questão. Através do traçado dessas interrelações,
buscamos contribuir para uma compreensão mais ampla da arquitetura modernista como um
sistema de significados enraizado nas transformações sociais e econômicas na virada do
século XX.
Abstract
This work examines the rise of modernism in European architecture in the first decades of the
20th century, focusing on the works of Adolf Loos and Le Corbusier. The socioeconomic
context of rapid technological transformation and the advance of industrial capital confronted
the field of architecture with the demand to redefine its aesthetic paradigms. Our analysis
revolves around the issue of form, not only as the building envelope but as a system of
socially constructed meanings. To investigate this issue, we draw on concepts from semiology
and sociological views of technology, exploring the relationship between the alignment of
architecture with modernity and the technical object. We argue that Adolf Loos and Le
Corbusier emerged as key agents who, in response to the pressure to modernize architecture,
articulated the theoretical cohesion that secured their historiographical notoriety. We analyze
their most prominent works, Ornament and Crime and Towards a New Architecture, as
rhetorical tools advocating for the adhesion to the socioeconomic structures perceived at their
time as the advancement of modern life over humanity. This work proposes, therefore, a
critical interpretation of the theoretical foundations of modernism as it emerged from Loos
and Le Corbusier. We start from their proposal to rid architecture of buildings, then proceed
with an analysis of modernist alignment with the mode of existence of industrialized objects,
and finally evaluate its consequences for architecture. By outlining these relationships, we
aim to contribute to a broader understanding of modernist architecture - a system of meanings
rooted in the social and economic transformations at the turn of the 20th century.
Assunto
Arquitetura moderna - Séc. XX, Arquitetura - Estética, Objeto (Estética), Decoração e ornamento (Arquitetura)
Palavras-chave
Modernismo, Objeto técnico, Ornamento, Arquitetura moderna