O Museu Travesti e o Arquipélago de memórias antimonumentais na obra de Mario Bellatin
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Sara del Carmen Rojo de la Rosa
Maria do Carmo de Freitas Veneroso
Maria do Carmo de Freitas Veneroso
Resumo
No corpo textual de Mario Bellatin estriam-se inúmeras entradas e saídas que aportam diversos caminhos de leitura. Diante de sua escritura fragmentária e assistemática encontramos no Atlas Mnemosyne, de Aby Warburg, a metodologia capaz de abarcar os enigmas deixados no conjunto da obra de Bellatin. Enquanto o Atlas, de Warburg, instaura um espaço de reflexão proposto como um sistema de montagem para pensar a história de forma não linear, por meio de um acervo iconográfico particular, a escritura de Bellatin opera como uma plataforma de imagens e encontros, onde são entrelaçadas uma rede de afetos na qual desenham-se uma série de biografias reais e fantasmas. Análoga às pranchas de Warburg, Bellatin cria um espaço crivado de vazios e constelações de memórias cujas intermitências acendem-se contrárias às colunas erigidas pela história oficial. Nesse sentido, destacamos o aspecto antimonumental, na obra de Bellatin, como um possível ponto de convergência de memórias em disputa que, muitas vezes, encontram-se subterrâneas e silenciadas pelo poder hegemônico. Dentre as inúmeras formas de pensar as políticas de memórias na obra desse escritor, avultamos o sistema que regulamenta as políticas da morte (tanatopolítica) como o eixo central de nossa pesquisa
Abstract
Mario Bellatin’s textual body presents numerous ramifications of entries and exits through which reading can be accomplished. In face of his unsystematic and fragmentary writing, Aby Warburg’s Atlas Mnemosyne presents a methodology to deal with the puzzles created by Bellatin’s works. Whereas Warburg’s Atlas establishes a space for reflection, proposed as an installation system to think history nonlinearly through a private collection of images, Bellatin’s writing operates as a platform of images and meetings, where a net of affections is woven, presenting a series of real biographies and ghosts. Similarly to Warburg’s boards, Bellatin creates spaces full of emptiness and memory constellations that light up intermittently and contrary to the columns erected by official history. Thereby, antimonumental aspect in Bellatin’s works is highlighted as a possible point of convergence of disputing memories, which are often subterranean and silenced by the hegemonic power. Among numerous ways to reflect upon the politics of memory within Bellatin’s work, thanatopolitics (the system that regulates the politics of death) was elected as the central axis of this research.
Assunto
Bellatin, Mario, 1960- – Crítica e interpretação, Memória na literatura, Morte na literatura, Literatura mexicana – História e crítica
Palavras-chave
Atlas, Memória, Antimonumental, Tanatopolítica