Entre o machado e o punhal: configurações da violência em Tutaméia (Terceiras Estórias) de João Guimarães Rosa

dc.creatorSarah Maria Forte Diogo
dc.date.accessioned2019-08-14T01:55:11Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:06:06Z
dc.date.available2019-08-14T01:55:11Z
dc.date.issued2015-05-29
dc.description.abstractThis thesis is focused on 'Tutaméia (Terceiras Histórias)' , by João Guimarães Rosa, in order to analyze the configurations of violence in 'Antiperipléia', 'Arroio-das-Antas', 'A vela ao Diabo', 'Azo de almirante', 'Barra da vaca', 'Como ataca a sucuri', 'Curtamão', 'Desenredo', 'Droenha', 'Esses Lopes', 'História nº 3', 'Estoriinha', 'Intruge-se', 'No prosseguir', 'Quadrinho de estória', 'Sinha Secada' and '-Uai, eu?'. To do so, the research has examined the part of the author's critical fortune, seeking to approach construction of the work with four prefaces and the considerations that Rosa does about paradoxes, for example. It was also analyzed the opposition proposed by the writer between story and history and the possibility of understanding the narratives as 'counter-narratives'. The choice of stories is justified by the presence of explicit or implicit pictures of violence. We assume that these seventeen narratives, of forty that constitute the work, violence functions as a structural topic of the text. From this topic, the other stories are, also, organized. Besides that, we observed that, in all 'Tutaméia''s stories, the linguistic violence is presente, with the proposition of a 'becoming' in the language, a language that forces and tenses the thought. What interested us was the existence, next to this violence, of the other violences - the social violences - materialized on the paths adopted. As results, we noticed that the presente violences set free, but imprison and the only carachters who escape from that are the ones who decide not to violate the others.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-9X3GM6
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectRosa, João Guimarães , 1908-1967 Tutameia Critica e interpretação
dc.subject.otherGuimarães Rosa
dc.subject.otherTutaméia
dc.subject.otherViolência
dc.titleEntre o machado e o punhal: configurações da violência em Tutaméia (Terceiras Estórias) de João Guimarães Rosa
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
local.contributor.referee1Claudia Campos Soares
local.contributor.referee1Márcia Marques de Morais
local.contributor.referee1Luiz Gonzaga Morando Queiroz
local.contributor.referee1Júlio César Machado de Paula
local.description.resumoEsta tese enfoca alguns contos de 'Tutaméia (Terceiras Estórias)', de João Guimarães Rosa, com o objetivo de observar as configurações da violência, que, segundo postulamos, são recorrentes nesse livro. Para tanto, procedemos ao exame de parte da fortuna crítica do autor, procurando buscar mais subsídios para abordar a construção da obra com quatro prefácios e as considerações que Rosa faz sobre, por exemplo, paradoxos. Analisou-se ainda a contraposição proposta pelo escritor entre 'estória' e 'História' e a possibilidade de compreender as narrativas enquanto 'contranarrativas'. A escolha recaiu em dezessete dos quarenta contos que compõem a obra - 'Antiperipléia', 'Arroio-das-Antas', 'A vela ao diabo', 'Azo de almirante', 'Barra da Vaca', 'Como ataca a sucuri', 'Curtamão', 'Desenredo', 'Droenha', 'Esses Lopes', 'Estória n3', 'Estoriinha', 'Intruge-se', 'No prosseguir', 'Quadrinho de estória', 'Sinhá Secada' e '- Uai, eu?' - e se justifica pela presença de quadros de violência explícitos ou implícitos. Partimos da premissa de que, nessas narrativas selecionadas para estudo, a violência funcione como tema estruturante do texto, tema a partir do qual se organizam os demais assuntos que surgem nos contos. Além disso, observamos que em todas as narrativas de 'Tutaméia' a violência linguística está presente, com a proposição de um 'devir' da língua, uma língua que força e tensiona o pensamento a refletir sobre a própria língua, a cultura e a sociedade. Destacamos a existência, ao lado dessa violência, de outras, as violências sociais sedimentadas nos contos. Como resultado, constatamos que as violências presentes nas narrativas revelam um paradoxo desse fenômeno esteticamente trabalhado nas estórias: as violências libertam, mas, simultaneamente, aprisionam, pois também os algozes são vítimas das consequências de atos violentos.
local.publisher.initialsUFMG

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
sarah_maria_forte_diogo_tese_finalizada.pdf
Tamanho:
1.85 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format