Criacionismo e design inteligente no Brasil : um estudo sobre a disputa por visibilidade e legitimidade científica

dc.creatorBrunah Schall
dc.date.accessioned2024-08-06T15:39:26Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:39:07Z
dc.date.available2024-08-06T15:39:26Z
dc.date.issued2019-07-03
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/72843
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSociologia - Teses
dc.subjectCriacionismo - Teses
dc.subjectDesign inteligente - Teses
dc.subjectEvolucionismo - Teses
dc.subjectReligião e ciência - Teses
dc.subject.otherCriacionismo
dc.subject.otherDesign inteligente
dc.subject.otherTeoria da evolução
dc.subject.otherCiência
dc.subject.otherReligião
dc.titleCriacionismo e design inteligente no Brasil : um estudo sobre a disputa por visibilidade e legitimidade científica
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Juri Castelfranchi
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8092059577367273
local.contributor.referee1Bernardo Jefferson de Oliveira
local.contributor.referee1Debora Davila Reis
local.contributor.referee1Fernando Costa Amaral
local.contributor.referee1Denise Nacif Pimenta
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9846830442301895
local.description.resumoA teoria da evolução é aceita pela grande maioria dos cientistas, mas alguns movimentos organizados nos Estados Unidos, que questionam a validade científica da teoria e propõem outras explicações para a origem e evolução da vida e das espécies, têm crescido no mundo e no Brasil. Em 1972, foi criada a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) e, em 2014, a Sociedade Brasileira do Design Inteligente (TDI-Brasil). A primeira tem o objetivo de difundir no país o criacionismo bíblico e não busca legitimá-lo como ciência, mas seus representantes usam argumentos científicos e filosóficos para questionar a teoria da evolução e propor o criacionismo como um modelo conceitual válido para a interpretação de dados científicos. A segunda tem o objetivo de promover um embate entre a teoria da evolução e o design inteligente (DI), segundo o qual a vida apresenta propriedades cujo desenvolvimento seria mais bem explicado por processos inteligentes e guiados do que pelo acaso e seleção natural. Seus representantes defendem que o DI irá substituir a teoria da evolução como um paradigma dominante nas ciências biológicas. Embora cientistas não vejam esses movimentos como uma ameaça à teoria da evolução dentro da academia, há uma preocupação com sua aceitação pela população de modo geral e, por isso, alguns se engajam em defender a teoria publicamente em resposta às iniciativas de criacionistas e proponentes do DI. Diante desse contexto, entrevistamos criacionistas, proponentes do DI e evolucionistas, e verificamos que os membros de cada grupo apresentam noções de ciência diferentes e adotam estratégias diferentes para avançar suas agendas. Todos os entrevistados foram contra a iniciativa de políticos evangélicos que propõem projetos de lei para instituir o ensino do criacionismo em escolas públicas. Os criacionistas bíblicos se preocupam em difundir suas ideias apenas dentro de espaços religiosos, já os proponentes do DI buscam ocupar espaços acadêmicos como estratégia para legitimar suas ideias dentro da ciência. Dentre os evolucionistas, alguns adotam uma postura de resistência, enquanto outros se abrem para o diálogo. As posturas adotadas têm relação com suas percepções a respeito da relação entre ciência e religião: alguns entrevistados percebem um conflito entre o que chamam de “ciência naturalista” e religião, enquanto outros defendem que é possível conciliar religião e ciência, inclusive a teoria da evolução, ou que deve haver uma separação respeitosa entre ciência e religião. A mídia é um elemento importante das disputas entre esses grupos. Verificamos que, ao contrário da percepção de alguns entrevistados, a narrativa de conflito entre ciência e religião é desconstruída na maioria das matérias que analisamos. Entretanto, debates públicos entre representantes dos diferentes movimentos tendem a ser encarados como embates conflituosos, sendo um espaço mais de disputa do que de estabelecimento de diálogo e consenso. Diante desse cenário, a maioria dos entrevistados foi contra esse tipo de iniciativa, pois percebem os debates como uma perda de tempo, uma vez que nenhuma das partes está aberta a discutir, ou como uma ação estratégica para ganhar apoio popular para certos movimentos.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programCurso de Especialização em Sociologia

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