Principais intervenções para melhora do controle postural de pé em crianças e adolescentes autistas: uma revisão da literatura
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Hiane Aparecida Silva
Lorena Costa Ferreira
Lorena Costa Ferreira
Resumo
O transtorno do espectro autista é caracterizado por déficits consistentes na interação e comunicação social, que também incluem a escassez de reciprocidade nos relacionamentos com outros indivíduos, alterações da comunicação não verbal e dificuldade para iniciar, manter e compreender as relações interpessoais. As crianças com TEA apresentam uma capacidade limitada de integralizar as informações dos sistemas somatossensoriais e visuais para gerar a reação motora necessária para permanecer em ortostatismo. O controle postural é de suma importância para o desenvolvimento motor, manutenção do equilíbrio estático e dinâmico além de permitir que a criança explore ativamente o ambiente a sua volta. Uma vez que o controle postural é oriundo de uma interação multiforme dos sistemas somatossensorial e visual, as intervenções para tal aspecto devem ser elaboradas de forma a incluir estímulos abrangentes. Elencar as principais intervenções para a melhora do controle postural em ortostatismo para crianças e adolescentes com TEA. Pesquisas sistemáticas realizadas nas bases de dados PubMed, PEDro e Embase, sem restrição de data e idioma. Os critérios para seleção dos estudos foi: ensaios clínicos publicados sem restrição de data; que incluíram crianças e adolescentes de até 18 anos de idade com diagnóstico clínico de TEA, de ambos os sexos, com ou sem outras comorbidades (por exemplo, TDAH); que utilizaram intervenções para melhora do controle postural e equilíbrio estático e dinâmico. 6 artigos foram incluídos para análise de seus resultados. Todos os estudos selecionados foram do tipo ensaio clínico randomizado e apenas um estudo não apresentou grupo controle. Em todos os estudos os participantes apresentaram melhora dentro dos parâmetros avaliados, sendo que os protocolos realizados possuem fácil reprodução clínica. Os achados desta revisão reforçam a relevância da atuação do fisioterapeuta no contexto multidisciplinar voltado ao cuidado de crianças e adolescentes com TEA, além de apontar para a importância de ampliar as investigações sobre estratégias terapêutica específicas para essa população.
Abstract
Assunto
Autismo, Equilibrio postural, Fisioterapia
Palavras-chave
Autismo, Fisioterapia, Controle postural, Equilíbrio