Música de protesto e indústria cultural : do espectro subversivo ao reacionário
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Rodrigo Antônio de Paiva Duarte
Henrique Iwao Jardim da Silveira
Henrique Iwao Jardim da Silveira
Resumo
Nessa dissertação destacamos o papel social e político desempenhado pela música na sociedade ocidental, partindo de sua função educativa, em que a música torna-se funcional à formação do sujeito enquanto cidadão, passando por sua função social, em que a música adquire status de obra de arte e propriedade particular, até sua função política, em que a música torna-se um veículo para mensagens de cunho político, meio de mobilização e engajamento políticos. Como foco trataremos da noção de música de protesto, objeto artístico-estético peculiar à cultura urbana da sociedade contemporânea, que aparece sob a forma canção – “canção de protesto” – como meio de denúncia, protesto e mobilização contra diversas formas de opressão: políticas, relativas ao Estado burguês, socioeconômicas, relativas ao sistema capitalista, históricas, relativas aos processos de colonização, e estruturais, relativas às formas de violência empreendidas hodiernamente contra minorias sociais. Na busca por ultrapassar uma mera análise técnica e qualitativa concernente aos elementos estruturais da forma canção – harmônicos, melódicos e rítmicos –, iremos nos ater ao problema de forma trazido pela música de protesto, tendo como base a filosofia de Theodor W. Adorno. Tendo em vista os escritos musicais do autor e sua crítica à indústria cultural, iremos discorrer a partir da hipótese de que a música de protesto, enquanto mercadoria cultural, sabota suas próprias pretensões disruptivas e emancipatórias em relação ao sujeito e à sociedade dominante, servindo, ao fim, como veículo de manipulação político-midiática. Por fim, verificaremos como a relação entre indivíduo e sociedade mediada pela música de protesto resulta na formação e na exacerbação de uma subjetividade reacionária, mistificada por uma “subjetividade subversiva”.
Abstract
In this dissertation we draft the social and political role played by music in Western society, starting from its educational function, in which music becomes functional in the formation of the subject as a citizen, going through its social function, in which music acquires the status of a work from art and private property, to its political function, in which music becomes a vehicle for political messages, a means of political mobilization and engagement. As a focus, we will deal with the notion of protest music, an artistic-aesthetic object peculiar to the urban culture of contemporary society, which appears in the song form – “protest song” – as a means of denunciation, protest and mobilization against various forms of oppression. : political, relating to the bourgeois State, socioeconomic, relating to the capitalist system, historical, relating to colonization processes, and structural, relating to the forms of violence carried out today against social minorities. In the quest to go beyond a mere technical and qualitative analysis concerning the structural elements of the song form – harmonics, melodic and rhythmic –, we will focus on the problem of form brought by protest music, based on the philosophy of Theodor W. Adorno . Taking into account the author's musical writings and his criticism of the cultural industry, we will discuss the hypothesis that protest music, as a cultural commodity, sabotages its own disruptive and emancipatory intentions in relation to the subject and the dominant society, ultimately serving as a vehicle for political-media manipulation. Finally, we will verify how the relationship between individual and society mediated by protest music results in the formation and exacerbation of a reactionary subjectivity, mystified by a “subversive subjectivity”.
Assunto
Filosofia - Teses, Indústria cultural - Teses, Música popular - Aspectos políticos - Teses, Adorno, Theodor W. , 1903-1969
Palavras-chave
Indústria cultural, Música de protesto, Manipulação político-ideológica, Theodor W. Adorno
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