Organização da prática e o impacto da privação de sono na recuperação de memórias motoras consolidadas
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Lidiane Aparecida Fernandes
Theo Rolla Paula Mota
Theo Rolla Paula Mota
Resumo
Os benefícios da prática menos repetitiva na aprendizagem motora comparado à prática mais
repetitiva suportam a ideia de maior fortalecimento da memória. Há na literatura estudos que
explicam esses benefícios identificados principalmente nos testes de transferência. Também
já está consolidado na literatura a importância do sono no processo de consolidação e
fortalecimento da memória. Contudo não há estudos que investiguem os impactos da
privação do sono na recuperação dessas memórias fortalecidas comparando a prática menos
repetitiva e a prática mais repetitiva. Desta forma, o objetivo primário do presente estudo foi
investigar diferentes modelos de organização da prática e o impacto da privação de sono na
recuperação de memórias motoras consolidadas. Os objetivos específicos foram investigar
os efeitos da organização da prática na fase de aquisição, nos testes de aprendizagem e os
efeitos da organização da prática e privação de sono na recuperação da memória motora de
longo prazo. Para isso foram levantadas as hipóteses que (1) a prática constante resultará a
melhor desempenho na fase de aquisição, (2) a prática aleatória levará a melhor desempenho
nos testes de aprendizagem e (3) os efeitos deletérios da privação de sono serão idênticos
entre os grupos após as memórias estarem consolidadas. Foram utilizados ratos wistars
(n=32), divididos em 2 grupos, que realizaram a tarefa motora no rotarod por 2 dias
consecutivos (fase de aquisição 1 e 2). A divisão de grupos foi definida após realização do
piloto (apêndice 1). O grupo de prática constante (a mesma frequência de rotação) ou
aleatória (com frequência de rotação aleatorizadas entre 3 frequências de rotação distintas),
24 horas, 10 dias e 16 dias após a fase de aquisição foram realizado os testes de retenção,
que demonstra o quanto da aprendizagem ocorrido na fase de aquisição foi retido, e os testes
de transferência, que demonstra o quanto que aquele aprendizado se adapta as parâmetros.
Após o teste de 16 dias foi realizado a privação de sono de 4 horas, por 3 dias consecutivos
e, após 1 dia de descanso, os animais foram retestados na mesma frequência de rotação do
16º dia. As análises descritivas dos dados sugerem que o melhor desempenho da prática
constante sobre a prática aleatória na fase de aquisição e a mudança da curva de aprendizado
no teste de aprendizagem também pode ser observado em ratos. Na análise inferencial, a
prática constante não apresentou o desempenho esperado na fase de aquisição e a prática
aleatória também não apresentou o desempenho esperado nos testes aprendizagem,
entretanto a privação de sono realizada após 17 dias da fase de aquisição, como esperado,
teve o mesmo efeito nos grupos pós privação de sono. Os achados do presente estudo
possibilitam futuras pesquisas sobre a relação da privação de sono e organização da prática.
Abstract
The benefits of less repetitive practice in motor learning compared to more repetitive practice
support the idea of greater memory strengthening. Studies in the literature explain these
benefits, primarily identified in transfer tests. Additionally, the importance of sleep in the
process of memory consolidation and strengthening is well-established in literature. However,
there are no studies investigating the impacts of sleep deprivation on the recovery of these
strengthened memories when comparing less repetitive practice to more repetitive practice.
Thus, the primary objective of the present study was to investigate different practice
organization models and the impact of sleep deprivation on the recovery of consolidated motor
memories. The specific objectives were to examine the effects of practice organization during
the acquisition phase, on learning tests, and the effects of practice organization and sleep
deprivation on the recovery of long-term motor memory. For this purpose, the hypotheses
proposed were: (1) constant practice will result in better performance during the acquisition
phase, (2) random practice will lead to better performance on learning tests, and (3) the
deleterious effects of sleep deprivation will be identical across groups after the memories have
been consolidated. Wistar rats (n=32) were used, divided into two groups, which performed the
motor task on the rotarod for two consecutive days (acquisition phases 1 and 2). Group division
was determined after conducting a pilot study (Appendix 1). The constant practice group (same
rotation frequency) and the random practice group (rotation frequency randomized among three
distinct frequencies) underwent retention tests 24 hours, 10 days, and 16 days after the
acquisition phase. These tests demonstrated how much learning from the acquisition phase was
retained, while transfer tests showed how well that learning adapted to different parameters.
After the 16th-day test, sleep deprivation was induced for four hours over three consecutive
days. Following one day of rest, the animals were retested at the same rotation frequency as the
16th-day test. Descriptive data analyses suggested better performance of constant practice
compared to random practice during the acquisition phase, and the change in the learning curve
observed in the learning test could also be seen in rats. In inferential analysis, constant practice
did not show the expected performance in the acquisition phase, and random practice did not
exhibit the anticipated performance on the learning tests. However, as expected, sleep
deprivation conducted 17 days after the acquisition phase had the same effect on both groups
post-sleep deprivation. The findings of this study pave the way for future research on the
relationship between sleep deprivation and practice organization.
Assunto
Neurociências, Habilidade motora, Memória, Aprendizagem, Privação do Sono
Palavras-chave
Aprendizagem motora, Memória motora, Privação de sono
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