Efeito da suplementação pré-natal de ômega-3 nos sintomas depressivos maternos, desenvolvimento e comportamento infantil até os seis meses de vida

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Mariana Santos Felisbino Mendes
Janaína Matos Moreira
Sarah Aparecida Vieira Ribeiro
Laís Bhering Martins

Resumo

Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação pré-natal de ômega-3 nos sintomas depressivos maternos, desenvolvimento e comportamento infantil até os seis meses de vida. Métodos: Ensaio clínico randomizado, placebo-controlado e duplo-cego conduzido com 60 gestantes de risco habitual, adultas, entre 22 e 24 semanas gestacionais. As participantes foram randomizadas em grupo controle (n=30) e intervenção (n=30) e submetidas à suplementação com placebo (óleo de oliva) ou ômega-3 (1440mg ácido docosahexaenoico + 260mg ácido ecosapentaenoico) até o final da gestação. Ambos os grupos foram avaliados mensalmente quanto à antropometria (peso e altura), consumo alimentar (recordatório de 24 horas) e sintomas depressivos (Edinburgh Postnatal Depression Scale). Após o parto, as mulheres e seus filhos foram avaliados via entrevista telefônica em 2 semanas, 1 mês, 4 meses e 6 meses. Para as mulheres foram avaliadas antropometria, consumo alimentar e sintomas depressivos, e para as crianças o desenvolvimento e comportamento infantil (The Survey of Well-being of Young Children). As Equações de Estimativas Generalizadas foram adotadas para análises de medidas repetidas considerando a interação grupo-tempo. Resultados: Na linha de base, gestantes com sintomas depressivos apresentaram maior percentual de ingestão excessiva de ácidos graxos totais, além de relação ômega-6/ômega-3 acima da recomendação, quando comparadas àquelas sem sintomas depressivos. Após a suplementação com ômega-3, não houve diferença entre os grupos no escore de depressão na gestação ou pós-parto. Ambos os grupos apresentaram redução no escore de depressão ao longo do tempo, sendo observada uma redução mais precoce no grupo ômega-3. Para o desenvolvimento infantil, a comparação entre os grupos não indicou diferenças significativas, contudo, quando comparado ao primeiro mês, o grupo ômega-3 teve um aumento na pontuação de marcos do desenvolvimento no quarto e no sexto mês de vida. Em relação ao comportamento infantil, não foram encontradas diferenças entre os grupos para os escores de irritabilidade e inflexibilidade, no entanto, escores mais elevados para dificuldade com a rotina foram observados no grupo placebo quando comparados ao ômega-3 até o sexto mês. Conclusão: A ingestão de ácidos graxos totais e a relação ômega-6/ômega-3 da dieta de gestantes se associou aos sintomas depressivos na linha de base. Após a intervenção, o ômega-3 favoreceu uma redução mais precoce do escore de depressão, embora sem diferenças significativas entre os grupos, além de menor dificuldade com a rotina entre filhos de mães suplementadas. Tais resultados podem indicar um impacto positivo da ingestão pré-natal de ômega-3, contudo, ainda não permitem estabelecer uma recomendação para a suplementação habitual desse nutriente na gestação direcionada à prevenção da depressão materna e promoção do desenvolvimento infantil.

Abstract

Assunto

Ácidos Graxos Ômega-3, Gravidez, Período Pós-Parto, Nutrição Materna, Depressão Pós-Parto, Comportamento Infantil, Desenvolvimento Infantil, Ensaio Clínico Controlado Aleatório, Dissertação Acadêmica

Palavras-chave

Ácidos Graxos Ômega-3, Gravidez, Período Pós-Parto, Nutrição Materna, Depressão Pós-Parto, Comportamento Infantil, Desenvolvimento Infantil, Ensaio Clínico Controlado Aleatório

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