Aprender ortografia: análise do impacto da instrução e construção de práticas

dc.creatorMichelle Nogueira Lara Prado
dc.date.accessioned2023-04-14T14:53:35Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:58:53Z
dc.date.available2023-04-14T14:53:35Z
dc.date.issued2023-02-24
dc.description.abstractSeveral spelling difficulties have been found in final grades elementary school (COUTO and OLIVEIRA, 2020; CASTRO, 2022). Graham, Harris and Chorzempa (2002) show, in their studies, that difficulties with spelling can potentially effect writing in several ways like: blur the message that an author is trying to convey; worse qualification in relation to the organization of the text's ideas, by the teachers when they read it; forgetfulness, by the student, of the ideas’ sequence in the text; embarrassment of students, who start to avoid writing. Given this evidence, we present the general objective of this research: to investigate which instructions are most effective for teaching and learning spelling and the impact of this teaching on the spelling of individual words and on the text production. As a methodology we will use action research, according to (PAIVA, 2019), interventionist and, at the same time, descriptive and a mixed scientific approach, with qualitative and quantitative methods for data collection. From the first data collection, in October 2021, a corpus was generated consisting of 92 text productions and 92 dictations, with 40 words each, collected in three 6th grade classes, from a municipal school in Belo Horizonte. The data were organized in an excel database and categorized according to Miranda (2020). Error analysis showed that phonological and orthographic categories predominate in the corpus. Then, based on this result, three different types of practices were built, two with direct and explicit instructions for teaching spelling and one with instructions aimed at studying the text, not directed at teaching spelling: 1) Direct - elaborated from groups of words and individual words; 2) Contextual - prepared from texts of various genres and with a degree of complexity appropriate to the school grade; 3) Spontaneist - reading and interpreting texts without specific guidelines on spelling writing. Each of these practices was applied in one of the classes participating in the research, from April to September 2022. At the end of this step, a new data collection was carried out, generating a new corpus with the same number of productions and dictations as the first collection. These data were also organized in an excel database and categorized according to Miranda (2020). Error analysis showed that all classes had a reduction in the number of errors both in production and in dictation, comparing the first with the second collection. Then, the statistical test was applied, the result found no statistically significant difference between the results of the three practices undertaken. However, a qualitative analysis of the results of this research revealed that teaching spelling for the 6th grade of Elementary School II is necessary and should happen through diversified practices, with direct and reflective instructions, since the students participating in this study improved spelling in individual words and in texts production. The different practices carried out in the three groups of different students showed what the authors Morais (2003), Nóbrega (2013), Treiman and Kessler (2014), Soares (2018) suggest for teaching spelling, that is, a systematic and reflective, built from the students' difficulties. In addition, the practices carried out point to possibilities for exploring Portuguese orthography aspects in the classroom, giving visibility to what can actually be done in the school reality.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/51946
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectLíngua portuguesa – Estudo e ensino
dc.subjectLíngua portuguesa – Ortografia e silabação
dc.subjectLíngua portuguesa – Escrita
dc.subjectProdução de textos
dc.subject.otherAprendizagem
dc.subject.otherOrtografia
dc.subject.otherInstrução
dc.subject.otherEnsino Fundamental II
dc.titleAprender ortografia: análise do impacto da instrução e construção de práticas
dc.title.alternativeLearn spelling: analysis of the impact of instruction and construction of practices
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Daniela Mara Lima Oliveira Guimarães
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3932133977921090
local.contributor.referee1Marcelo de Castro
local.contributor.referee1Delaine Cafiero Bicalho
local.contributor.referee1Liliane Pereira Barbosa
local.contributor.referee1Idalena Oliveira Chaves
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1832574643273292
local.description.resumoNo Ensino Fundamental II (EFII), têm sido constatadas diversas dificuldades ortográficas (COUTO e OLIVEIRA, 2020; CASTRO, 2022). Graham, Harris e Chorzempa (2002) evidenciam, em seus estudos, que as inadequações ortográficas, nas produções de texto dos alunos, podem causar: comprometimento da confiabilidade daquilo que se pretende dizer; uma pior qualificação em relação à organização de ideias do texto, pelos professores quando o leem; esquecimento, por parte do discente, da sequência de ideias do texto; constrangimento dos alunos, que passam a evitar a escrita. Diante dessas evidências, esta pesquisa objetivou: investigar qual dos tipos de instruções é mais eficaz para o ensino e aprendizagem da ortografia e o impacto desse ensino na escrita de palavras isoladas e na produção do texto escrito. Como metodologia utilizou-se a pesquisa-ação (PAIVA, 2019), de caráter intervencionista e, ao mesmo tempo, descritivo e uma abordagem científica mista, com os métodos qualitativos e quantitativos para a coleta de dados. A partir da primeira coleta de dados, em outubro de 2021, foi gerado um corpus composto por 92 produções de texto e por 92 ditados, com 40 palavras cada, coletados em três turmas de 6º ano, de uma escola municipal de Belo Horizonte. Os dados foram organizados em banco de dados no excel e categorizados de acordo com Miranda (2020). A análise dos erros mostrou que as categorias fonológica e ortográfica predominam no corpus. Na sequência, baseando-se nesse resultado, foram construídas três diferentes tipos de práticas, sendo duas com instruções diretas e explícitas para o ensino da ortografia e uma com instruções voltadas para o estudo do texto, não direcionadas para o ensino da ortografia: 1) Direta - elaborada a partir de grupos de palavras e de palavras isoladas; 2) Contextual - elaborada a partir de textos de vários gêneros e com grau de complexidade adequado ao ano de estudo; 3) Espontaneísta - leitura e interpretação de textos sem orientações específicas sobre a escrita ortográfica. Cada uma dessas práticas foi aplicada em uma das turmas participantes da pesquisa, durante os meses de abril a setembro de 2022. Finalizada essa etapa, foi feita uma nova coleta de dados, gerando-se um novo corpus com número de produções e ditados idêntico ao da primeira coleta. Esses dados também foram organizados em banco de dados no excel e categorizados de acordo com Miranda (2020). A análise dos erros mostrou que todas as turmas apresentaram redução do número de erros tanto na produção quanto no ditado, comparando-se a primeira com a segunda coleta. Em seguida, foi aplicado o teste estatístico, cujo resultado constatou ausência de diferença estatística significativa entre os resultados das três práticas empreendidas. No entanto, uma análise qualitativa dos resultados da presente pesquisa revelou que o ensino da ortografia para o 6º ano do Ensino Fundamental II é necessário e deve acontecer por meio de práticas diversificadas, com instruções diretas e reflexivas, visto que os estudantes participantes deste estudo melhoraram a escrita ortográfica tanto em palavras isoladas, quanto em textos espontâneos. As diferentes práticas realizadas nos três grupos de alunos diferentes evidenciaram o que os autores Morais (2003), Nóbrega (2013), Treiman e Kessler (2014), Soares (2018) sugerem para o ensino da ortografia, isto é, uma abordagem sistemática e reflexiva, construída a partir das dificuldades dos alunos. Além disso, as práticas realizadas apontam possibilidades de exploração dos aspectos ortográficos da língua portuguesa em sala de aula, dando visibilidade àquilo que pode de fato ser feito na realidade escolar.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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