Dinâmica contraceptiva das mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde de Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Membros da banca

Rafaela Siqueira Costa Schreck
Torcata Amorim

Resumo

Introdução: O planejamento reprodutivo é um direito fundamental das mulheres e um componente essencial da saúde pública, pois impacta a equidade de gênero, a qualidade de vida e a redução de gestações não planejadas. No Brasil, embora a maioria das mulheres utilize algum método contraceptivo, a descontinuidade no uso é frequente, sendo influenciada por fatores como efeitos adversos, falta de informação, dificuldades de acesso e desigualdades socioeconômicas. Outras dimensões das desigualdades também influenciam esse cenário, como as disparidades raciais, territoriais e educacionais. Objetivo: Descrever a dinâmica contraceptiva das mulheres na atenção de Belo Horizonte, antes da descoberta da gestação e as práticas contraceptivas adotadas no planejamento reprodutivo.. Metodologia: Trata-se de um estudo longitudinal e descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado aplicado a mulheres entre 18 e 49 anos, usuárias da rede de Atenção Básica de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e a dinâmica contraceptiva das participantes da pesquisa. A amostra foi calculada considerando dados do IBGE (2010) e do SINASC (2015). Para a comparação entre grupos, empregou-se o teste qui-quadrado. Todas as análises estatísticas foram conduzidas no software STATA, versão 14.0. Resultados: Os achados indicam que, embora 80,5% das mulheres tenham utilizado algum método contraceptivo nos últimos 12 meses, uma parcela significativa das gestações não foi planejada. Os contraceptivos orais foram os mais utilizados, porém apresentaram alta taxa de descontinuidade devido a efeitos adversos e insatisfação. Além disso, observou-se que fatores socioeconômicos e acesso limitado a informações impactam negativamente a adesão e a escolha dos métodos. Conclusão: A falta de conhecimento pleno sobre planejamento reprodutivo, aliada a barreiras no acesso e à insatisfação com os métodos utilizados, contribui para a descontinuidade do uso contraceptivo e para gestações não planejadas. Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à ampliação da educação reprodutiva e ao fortalecimento dos serviços de saúde direcionados a saúde da mulher.

Abstract

Introduction: Reproductive planning is a fundamental right of women and an essential component of public health, as it impacts gender equity, quality of life, and the reduction of unplanned pregnancies. In Brazil, although most women use some contraceptive method, discontinuation of use is frequent, being influenced by factors such as adverse effects, lack of information, difficulties in access, and socioeconomic inequalities. Other dimensions of inequalities also influence this scenario, such as racial, territorial, and educational disparities. Objective: To describe the contraceptive dynamics of women in Belo Horizonte before discovering pregnancy and the contraceptive practices adopted in reproductive planning. Methodology: This is a longitudinal and descriptive study with a quantitative approach. Data were collected through a structured questionnaire applied to women between 18 and 49 years old, users of the Primary Care network of Belo Horizonte, Minas Gerais. Sociodemographic variables and the contraceptive dynamics of the research participants were analyzed. The sample was calculated considering data from IBGE (2010) and SINASC (2015). The chi-square test was used to compare groups. All statistical analyses were conducted using STATA software, version 14.0. Results: The findings indicate that, although 80.5% of women had used some contraceptive method in the last 12 months, a significant portion of pregnancies were unplanned. Oral contraceptives were the most used, but they had a high discontinuation rate due to adverse effects and dissatisfaction. In addition, it was observed that socioeconomic factors and limited access to information negatively impact adherence and method choice. Conclusion: The lack of full knowledge about reproductive planning, combined with barriers to access and dissatisfaction with the methods used, contributes to the discontinuation of contraceptive use and unplanned pregnancies. The results reinforce the need for public policies aimed at expanding reproductive education and strengthening health services aimed at women's health

Assunto

Planejamento Familiar, Anticoncepção, Saúde da Mulher, Sistema Único de Saúde, Dissertação Acadêmica

Palavras-chave

Planejamento familiar, Anticoncepção, Saúde da mulher, Dissertação acadêmica

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