Perfil sócio-demográfico epidemiológico dos usuários de drogas injetáveis e características de mulheres e homens do projeto Ajude -Brasil II

dc.creatorAna Maria de Oliveira Cintra
dc.date.accessioned2019-08-12T22:17:52Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:59:23Z
dc.date.available2019-08-12T22:17:52Z
dc.date.issued2006-11-10
dc.description.abstractThis study aimed to describe the socio-demographic and health profile of the injecting drugs users (IDUs) recruited in the AjUDE-Brasil II Project, focusing on comparisons between women and men, in regards to drug use initiation, drug use, sexual behavior and HIV infection. A cross-sectional multi-center study was conducted during 2000-2001 in six Brazilian Syringe Exchange Programs (SEPs). The majority of participants were male (82.9%) and reported to live at home (81.0%); about 20% were homeless in the six previous months prior to the interview. Unemployment was common (75.4%) and around 20%reported any source of income. History of detention was reported by 80.2% and 33.0% fulfilled their sentences, half for smuggling and robbery. Bodily assaults and involvement in fights were common for 44.4% of those interviewed. Marijuana was the reported drug of firstchoice (64.6%), followed by cocaine (11.9%) and inhalants (11.8%). Alcohol (90.1%), marijuana (86.7%), cigarettes (81.3%), injected and or snorted cocaine (76.4 and 76.0, respectively) and crack (46.9%) were the most used drugs reported in the six months prior the interview. The majority of the participants reported never having looked for treatment fordrug use in their life (65.2%). Contrarily, 73.3% of the participants reported seeking a general health practitioner. In the six preceding months to the interview, about 80.1% of the interviewed IDUs searched for treatment for any health problem including drug use. The SEPwas used by 70.3% of the interviewees. Overall, 146 females and 709 males comprise the sample, with the respective averages of 29.5 + 8.58 and 28.3 + 8.16 years old, 57% of males and 45% of women reported having competed the 5th to 8th grade (p=0.05). Age at initiation of injecting drugs did not differ between women and men (18.6 and 19.3 years, respectively). However, women were more likely than men to be initiated by their sexual partners in terms of obtaining the drug, syringes and needles or in the act of injection themselves. Women werealso more likely than men to report regular sexual partners (83% versus 72%, p<0.05), to have used drugs with either their regular sexual partners (57% versus 12%, p<0.001) or casual ones (50% versus 18%. p<0.001) and to have exchanged sex for drugs (43% versus 12%, p<0.001).In this study, 39.3% of female and 36.0% of male IDUs were HIV seropositive. Infected women are more likely than infected men to be married (OR=2.6; 95%CI:1.4-4.8) or to be non-white (OR=2.1; 95%CI:1.1-3.9). Women mention with greater frequency that a sexualpartner acted as facilitator in obtaining drugs (OR=21.0; 95%CI: 4.6-105.4), in obtaining injection materials (OR= 16.5; 96%CI+ 2.8-24.8), and in injecting the drugs for the first time (OR=31.4; 95%CI= 7.3-148.3). Infected women had a greater chance of having regular partners who also used drugs as compared to infected mens (OR= 10.4; 95%CI: 4.2-25.9) and among casual partners of having sexual relations in order to obtain drugs (OR= 4.3; 95%CI: 1.3-14.8). These data highlight greater vulnerability to HIV infection among female than male IDUs.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECJS-74UMZJ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectRedução do dano
dc.subjectHIV
dc.subjectSaúde pública
dc.subjectAbuso de substâncias por via endovenosa
dc.subjectLevantamentos demográficos
dc.subjectEpidemiologia
dc.subject.otherHuman Immunodeficiency Virus
dc.subject.otherUsuários de drogas injetáveis
dc.subject.otherRedução de danos
dc.subject.other(HIV)
dc.subject.otherSaúde Pública
dc.subject.otherEpidemiologia
dc.titlePerfil sócio-demográfico epidemiológico dos usuários de drogas injetáveis e características de mulheres e homens do projeto Ajude -Brasil II
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Sueli Aparecida Mingoti
local.contributor.advisor1Waleska Teixeira Caiaffa
local.contributor.referee1George Luiz Lins Machado Coelho
local.contributor.referee1Marina de Bittencourt Bandeira
local.contributor.referee1Jose Otavio Penido Fonseca
local.contributor.referee1Emilia Sakurai
local.description.resumoEste estudo teve como objetivo descrever as características sócio-demográficas e de saúde dos usuários de drogas injetáveis (UDIs) do Projeto AjUDE-Brasil-II com ênfase na comparaçãoentre mulheres e homens, verificando a relação entre iniciação ao uso de injetável, uso de drogas, prática sexual e infecção pelo HIV. Constou de um estudo transversal, multicêntrico, realizado no ano de 2000-2001, em seis Projetos de Redução de Danos (PRDs) brasileiros. Amaioria dos entrevistados era do sexo masculino (82,9%) e relatou viver a maior parte do tempo em casa (81,0%). Cerca de 20% ficou sem local para morar nos seis meses prévios à entrevista. Desemprego foi comum a 75,4% e em torno de 20% respondeu não ter fonte derenda. História de detenção foi relatada por 80,2% e 33,0% cumpriu pena, metade por furto e roubo. Agressões e envolvimento em brigas foram comuns em 44,4% dos entrevistados. A maconha foi a droga de iniciação (64,6%), seguida pela cocaína (11,9%) e por inalantes(11,8%). O álcool (90,1%), a maconha (86,7%), o cigarro (81,3%), a cocaína injetada e cheirada (76,4 e 76,0%, respectivamente) e o crack (46,9%) foram as drogas mais usadas nos seis meses prévios à entrevista. A maioria dos participantes não procurou tratamento para usode drogas na vida (65,2%). Já para a saúde em geral, 73,7% relataram ter buscado algum tipo de tratamento na vida. Nos seis meses prévios à entrevista, entretanto, cerca de 80,1% dos entrevistados procuraram tratamento, tanto para uso de drogas, quanto para a saúde. O PRDfoi usado por 70,3% dos entrevistados. Foram entrevistados 146 mulheres e 709 homens, com médias de idades de 29,5 + 8,58 e 28,3 + 8,16 anos, respectivamente. Na comparação entre homens e mulheres, 57% dos homens e 45% das mulheres relataram ter cursado da 5ª à 8ªsérie do ensino fundamental (p= 0,05), diferença significativa foi observada quanto ao estado conjugal, cor de pele e ocupação: maior proporção das mulheres viviam maritalmente ou eram viúvas (47,9% e 5,5% versus 30,8% e 2,0% dos homens, respectivamente) e eram não brancas (62,8% versus 51,1% dos homens). Mulheres e homens iniciaram o uso de drogas injetáveis com idades semelhantes (18,6+5,0 e 19,3+5,6 anos, respectivamente), porém quando comparadas aos homens, as mulheres foram mais freqüentemente iniciadas por seus parceiros sexuais no uso injetável de drogas, na obtenção da droga, seringas e mesmo no ato de injeção da droga. As mulheres, mais que os homens, também relataram parcerias sexuais regulares (83,5% versus 72,0%, p<0,05), e menos freqüentemente parcerias sexuais eventuais (39,0% versus 58,2%, p<0,01). Entretanto, uma maior proporção de mulheres relatou usar drogas com seus parceiros regulares (57,3% versus 11,7%, p<0,001) e eventuais (50,0% versus 18,2%, p<0,001), além da troca de sexo por drogas (43,5% versus 12,2%, p<0,001). Neste estudo, 39,3% das mulheres e 36,0% dos homens UDI eram HIV-soropositivos. Mais mulheres infectadas do que homens infectados viviam maritalmente (OR=2,56 IC=(1,4;4,8)) e eram não brancas. O parceiro sexual, foi facilitador na obtenção da droga, mais freqüentemente entre mulheres (OR=20,97 IC=(4,6;105,4)), para a obtenção de material para injeção (OR=16,50 IC=(2,8;124,8)) e também para o ato de injetar a droga pela primeira vez (OR=31,42 IC=(7,3;148,3)). Mulheres infectadas tiveram maior chance de ter parceiros regulares que também usavam drogas, comparadas aos homens infectados (OR=10,41 IC=(4,2;25,9)), e com parceiros eventuais, tiveram maior chance de terem relações sexuais para obter drogas (OR=4,33 IC=(1,3;14,8)). As mulheres UDIs apresentaram aspectos comportamentais sugestivos de uma maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV do que os homens.
local.publisher.initialsUFMG

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