Leucose enzoótica bovina: I - comparação entre métodos de diagnóstico / II - evolução sorológica de bezerros / III - interferência com a vacina anti-febre aftosa

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Jose Divino Lima
Ronaldo Reis

Resumo

A Leucose Enzoótica Bovina (LEB) foi estudada num rebanho Holandês Preto e Branco (HPB) composto de 230 animais, com o objetivo de se obter alguns conhecimentos básicos de diagnóstico, de evolução sorológica em bezerros e de interferência com a vacina anti-febre aftosa. Para verificação da evolução sorológica em bezerros, utilizou-se, como diagnóstico, a imunodifusão em gel de Agar (IDGA), em placa, com antígeno glicoproteico. Estudaram-se 17 bezerros, filhos de mães positivas com a técnica citada dos 30 aos 300 dias de idade. Dois bezerros apresentaram anticorpos durante todo o período. Nos demais, houve desaparecimento dos anticorpos entre 90 e 180 dias de idade. De cinco bezerros que ingeriram colostro, filhos de mães negativas, somente um mostrou reação positiva, dos 30 aos 300 dias. A incidência da doença no rebanho aumentou durante o período estudado, de 65,22 para 70,86%. Para comparação entre hematologia e IDGA, emplaca, utilizaram-se duas contagens linfocitárias intervaladas de três meses. Observaram-se variações de resultados entre as chaves linfocitárias de Bendixen e da Comunidade Econômica Européia (CEE) com a IDGA, em placa. Onze (4,78%) animais foram falsos positivos e 48 (20,87%) falsos negativos, quando se utilizou a chave de Bendixen. Quando foi usada a chave da CEE, 9 (3,91%) foram falsos positivos e58 (25,22%) falsos negativos. Concluiu-se, também, que a percentagem de linfócitos morfologicamente anormais na LEB é baixa.A partir da amostra estudada, propôs-se uma chave linfocitária, com probabilidade de 15% de erro para falsos positivos e negativos para cada faixa etária. Comparou-se a IDGA, em placa e em lâmina, obtendo-se 163 (70,86%) positivos em placa e 139 (60,43%) emlâmina. Para avaliação da interferência, com a vacinação anti-febre aftosa, titularam-se os anticorpos, através da técnica de microneutralização, antes da vacinação, e aos 7, 14, 21, 28, 60 e 90 dias pós-vacinação. Utilizaram-se bovinos primo e revacinados em diferentes faixas etárias, compostas de grupos infectados e não infectados com o vírus da LEB. Não se observaram diferenças estatísticamente significativas quanto à produção de anticorpos nosdiferentes grupos

Abstract

Assunto

Febre aftosa Vacina, Leucose bovina, Patologia veterinária

Palavras-chave

Medicina Veterinária

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