A interculturalidade na educação de jovens e adultos como possibilidade de novas construções de saber e poder
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O artigo tem o propósito de explorar os sentidos e os usos da interculturalidade no campo educativo da modalidade de Educação de Jovens e Adultos como possibilidade de construção de uma aprendizagem mais significativa para esses alunos. Iniciando a discussão, há uma apresentação de como a diversidade cultural presente nesses espaços educativos implica transformações, as quais, muitas vezes, criam tensões e silenciamentos entre diferentes povos. Reconhecida essa diversidade, vemos a relevância pedagógica da interculturalidade para a construção do aprendizado dos alunos da EJA como uma possibilidade de decolonialização do saber e do poder, visto que essa modalidade de educação abraça indivíduos de significativas diversidades de saberes, gênero, etnia, geração, língua, sexo, raça, religião, ideologias, condições de trabalho, entre outras. Nessa diversidade reside o potencial de uma ação pedagógica pautada no diálogo de culturas, agindo como dispositivo de uma proposta de aprendizado mais significativo. Os estudos apresentam que a importância da interculturalidade no mundo contemporâneo está ligada às configurações globais de poder, do capital e do mercado, e acrescenta haver um paradoxo onde se defende a perspectiva da interculturalidade esboçada como projeto político, social, epistêmico e ético de transformação e decolonialidade de outra que se distingue dos sentidos e usos que se faz da interculturalidade em uma perspectiva funcional ao sistema dominante. Desse modo, sinalizamos a interculturalidade crítica explicitada e assumida como sendo a mais representativa de um projeto pedagógico que problematize as diferenças, a exclusão social nas suas múltiplas dimensões e nos seus processos de subjetivação. É uma perspectiva também reveladora de que, para além do legado da desigualdade e injustiças sociais do colonialismo, há um legado epistemológico do eurocentrismo que impede a compreensão do mundo a partir do próprio mundo em que se vive e das epistemes que lhes são próprias.Assumir a proposta pedagógica de ter a interculturalidade crítica no currículo é ter referência no pensamento crítico dos próprios subalternizados pela modernidade capitalista, no caso os alunos da EJA, e nisso reside à oportunidade de uma proposição teórica implicada no repensamento crítico e transdisciplinar, que se caracteriza contraposta às tendências acadêmicas dominantes da perspectiva eurocêntrica de construção do conhecimento histórico e social que predominam na nossa constituição escolar. E na prática pedagógica isso significa a aplicação de currículo enquanto ciência crítica que trabalha com questões éticas, políticas e sociais e não só com questões técnicas e instrumentais.
Abstract
Assunto
Interculturalidade, Educação de Jovens e Adultos, Aprendizagem
Palavras-chave
Interculturalidade, Educação de Jovens e Adultos, Aprendizagem significativa
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http://redeestrado.org/xi_seminario/pdfs/eixo8/55.pdf