Determinantes da dolarização financeira em economias emergentes e desenvolvidas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membros da banca

Marcio Holland de Brito
Gilberto de Assis Libanio
Bruno Perez Ferreira
Luiz Fernando de Paula

Resumo

O presente trabalho tem como primeiro objetivo verificar, para um conjunto de 79 economias desenvolvidas e em desenvolvimento, entre os determinantes da dolarização financeira o quão relevante é o risco de default da dívida pública interna. A hipótese aqui adotada é que a persistência da dolarização financeira, mesmo após a queda da inflação, é explicada pelo alto nível de endividamento público interno presente nessas economias, combinado com riscos sistêmicos que incluem a volatilidade inflacionária e riscos de calote soberano. Nossos resultados mostram que a dolarização persiste e permanece alta a despeito da redução dos níveis inflacionários uma vez que níveis crescentes de endividamento aumentam o risco de default da dívida pública interna, especialmente em economias que não são grau de investimento. A proposição na segunda contribuição da tese é a de que a busca por moeda externa forte em períodos de boom e de escassez de Liquidez Externa varia de acordo com a categoria minskyana dos países. Isto ocorre porque as oscilações dos fluxos de capitais externos provocam efeitos distintos sobre a Preferência pela Liquidez em países hedge e em países especulativos/ponzi. Os resultados mostraram que uma menor disponibilidade de recursos externos para as economias mais vulneráveis causa um aumento no Grau de Preferência pela Liquidez dos agentes desta economia. Este aumento na Preferência gera uma elevação no grau de dolarização financeira, de modo que em períodos de baixa entrada de capitais externos as economias especulativas aumentam sua demanda por moeda externa forte, que serve tanto para a compra de ativos nesta moeda, quanto para mantê-la em seu poder como forma de proteção contra incertezas econômicas. Este resultado não foi encontrado para economias hedge.

Abstract

This work explores the persistence of financial dollarization in a group of 79 economies with different levels of development. Our first hypothesis is that a high level of domestic debt combined with default risk explains this persistence, even after a decline in inflation rates. Using the generalized method of moments (GMM) in a panel data analysis, our results show that inflation risks caused by increasing probability of default account for financial dollarization more than inflation rate itself. After the decrease in inflation rates, the foreign currency-denominated deposits remain large because of the high debt-to-GDP ratios, particularly in speculative-grade economies. High internal public indebtedness leads to expectations of default. Dollarization is a rational response to the future inflation associated with investors expectations of default observed in highly indebted economies. The second hypothesis postulates that financial dollarization is related to shortage of foreign resources. Changes in external capital flows have distinct effects on the liquidity preference in hedge economies vis-à-vis speculative economies. For these economies the demand for foreign currency is stronger in scarcity periods. The results showed that a lower availability of foreign resources to the most vulnerable economies (speculative economies) is responsible for an increase in the degree of liquidity preference of their agents. Increases in liquidity preference lead to more foreign currency deposits being held as a form of hedging, specially in speculative economies.

Assunto

Finanças, Dolarização

Palavras-chave

Risco de Inflação, Dolarização Financeira, Risco de Calote, Instabilidade Financeira, Liquidez Externa

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