“Fazendo o impossível”: o sobre-esforço juvenil diante das desigualdades e a potência dos cursinhos populares

dc.creatorDaniella Almeida Pereira
dc.date.accessioned2021-10-04T14:34:04Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:46:21Z
dc.date.available2021-10-04T14:34:04Z
dc.date.issued2021-06-24
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38252
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação
dc.subjectEducação comunitária
dc.subjectExame vestibular
dc.subjectVestibulandos
dc.subjectIgualdade na educação
dc.subjectEnsino superior
dc.subjectJuventude
dc.subject.otherCursinho popular
dc.subject.otherJuventude
dc.subject.otherEnsino superior
dc.subject.otherDesigualdade social
dc.title“Fazendo o impossível”: o sobre-esforço juvenil diante das desigualdades e a potência dos cursinhos populares
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Maria Amália de Almeida Cunha
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9453598248730847
local.contributor.referee1Licinia Maria Correa
local.contributor.referee1Priscila de Oliveira Coutinho
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3152396650504801
local.description.resumoO Ensino Superior no Brasil é caracterizado por iniquidades no acesso e por desigualdades horizontais. No entanto, essas dificuldades costumam ser ocultadas e equivocadamente reduzidas ao sucesso individual decorrente apenas do esforço. Apesar do peso da origem social, as classes populares têm buscado a longevidade escolar e contam com os cursinhos populares para ingressarem na universidade, especialmente através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Tendo em vista tal realidade em um cenário de pandemia de Covid-19, em que as disparidades sociais ficaram ainda mais evidenciadas, buscou-se conhecer as experiências e trajetórias juvenis tendo como fio condutor a preparação para o ingresso no Ensino Superior. A pesquisa objetivou compreender as vivências de jovens estudantes de cursinhos populares preparatórios para o Enem em um contexto de crescentes desigualdades sociais e de pandemia; ainda, compreender o papel desses cursinhos no processo de democratização da educação. Para tanto, foram realizados grupos de discussão, de modo remoto, com jovens de dois cursinhos populares de Belo Horizonte. A partir das discussões e do acompanhamento das ações dos cursinhos, identificou-se como essas iniciativas transformam o anseio pelo Ensino Superior em possibilidade real de acesso, pois ofertam uma escolarização compensatória, minimizam a desistência desse projeto e, no contexto da pandemia, oferecem uma rede de apoio supraeducacional aos estudantes. Os cursinhos populares diferenciam-se dos preparatórios convencionais pela atuação política ao oferecerem um espaço de reflexão e crítica sobre temáticas sociais. Buscou-se fortalecer esse processo de politização através do recurso educacional desenvolvido: a plataforma “Colabora.qui” se apresenta como um espaço de troca de experiências e de planos de aula entre professores de cursinhos populares. Na pesquisa, identificou-se também os sobre-esforços empenhados pelos jovens, devido a sua classe social, para estudarem e realizarem o Enem. A pandemia acresceu empecilhos a esse processo de preparação para o exame, desde as limitações no acesso à internet até os desafios relacionados à saúde mental. Também ressaltou problemas que acompanham a juventude brasileira há tempos, como a informalidade trabalhista. A escolarização básica deficitária figurou como um dos principais empecilhos à longevidade escolar, já que ultrapassa os aspectos do acesso aos conteúdos escolares, afetando também as habilidades de organização autônoma dos estudos e a formulação de projetos de futuro. A família, junto aos cursinhos, foi citada como forte contribuinte para o prosseguimento desses projetos, que muitas vezes precisam ser ajustados devido ao cenário de imprevisibilidade. Ainda, as marcas das desigualdades sociais apareceram na escolha das carreiras, nas expectativas em relação à vivência na universidade e no reconhecimento, por parte dos próprios jovens, dos sacrifícios despendidos para a continuidade dos estudos. No entanto, com o trabalho desenvolvido nos cursinhos, de modo geral, os jovens se afirmaram sujeitos de direito e demonstraram uma visão crítica acerca dos processos seletivos e da iniquidade que marca a sociedade brasileira, lutando para ocuparem o espaço universitário e com perspectivas de atuação solidárias.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação e Docência

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