Violência estético capilar: proposta conceitual no âmbito do assédio moral e caminho para sua mitigação em ambientes de trabalho

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Isa Helena Tiburcio
Andrea Maria da Silveira
Erik Von Bohemia

Resumo

A recusa da própria identidade é um dos reflexos da herança colonial escravocrata do povo brasileiro. Tal comportamento pode ser caracterizado pelo preconceito entre indivíduos, inclusive devido às suas aparências capilares, em diferentes espaços sociais, incluindo os ambientes de trabalho. Esta investigação teve como objetivo discutir as vivências de mulheres que têm cabelos com curvatura e sua relação com a violência em ambientes trabalho, além de desenvolver o conceito de “violência estético-capilar” e estratégias para sua mitigação através da proposição de “ambientes inteligentes de acolhimento”. Com vistas a abordar tal fenômeno, foi realizada uma revisão de escopo segundo protocolo do Joanna Briggs Institute, bem como a realização de grupos focais. Os dados obtidos por meio das transcrições dos grupos focais foram analisados com base na análise de conteúdo, com suporte do software IRAMUTEQ. Como resultado da investigação, foi confirmada a inexistência na literatura da ocorrência de terminologias que conceituassem adequadamente atos de violência verbal e não verbal destinados a aspectos capilares. Foi possível comprovar que mulheres que têm cabelos com curvatura sofrem violência psicológica também no âmbito do trabalho, e que tal violência psicológica ocorre em relações sociais oriundas de vivências em atividades de trabalho formal e informal. Conclui-se válida a proposição do conceito (i) violência estético-capilar; do subconceito (ii) violência estético-capilar em ambientes de trabalho; o desdobramento da proposição de uma (iii) tecnologia social, neste trabalho denominada e conceituada como ambiente inteligente de acolhimento; e (iv) proposta de curso de extensão universitária.

Abstract

The denial of one’s own identity reflects Brazil’s colonial and slaveholding heritage. This behavior can be characterized by prejudice among individuals, including discrimination due to their hair texture, across various social settings, including workplaces. This study aimed to explore the experiences of women with textured hair and their encounters with violence in workplace environments. It also pursued to develop the concept of “aesthetic-capillary violence” and propose strategies for its mitigation through the creation of “inclusive smart environments”. To address this phenomenon, a scoping review was conducted following the Joanna Briggs Institute protocol, along with focus group discussions. Transcripts from the focus group were analyzed using content analysis, supported by the IRAMUTEQ software. The findings revealed a lack of terminology in the literature to adequately conceptualize acts of verbal and non-verbal violence targeting hair-related aspects. The study confirmed that women with textured hair experience psychological violence in the workplace, both in formal and informal settings. In conclusion, the study validates the following propositions: (i) the concept of aesthetic-capillary violence; (ii) the sub-concept of aesthetic-capillary violence within workplace environments; (iii) the development of a form of social technology, conceptualized in this study as an inclusive smart environment; and (iv) a proposal for a university extension course.

Assunto

Condições de Trabalho, Assédio não Sexual, Violência, Design Social, Cabelo, Dissertação Acadêmica

Palavras-chave

Ambiente de trabalho, Assédio moral, Cabelo, Design social, Promoção de saúde, Violência estético-capilar

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