Incidência e fatores associados á extubação não planejada em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
Introdução: A extubação não planejada (ENP) nas unidades de terapia intensiva é um dos
eventos adversos mais preocupantes, pois associa-se a complicações potencialmente fatais,
sobretudo na população pediatrica. A incidência e os fatores de risco foram discutidos, mas
ainda são necessárias mais informações a esse respeito. Objetivo: Avaliar a incidência para
cada 100 paciente/dia intubado e identificar os fatores associados a ENP em Unidade Intensiva
Pediatria de referência de Hospital Universitário de Minas Gerais. Metodologia: Estudo de
coorte, transversal e descritivo, com coleta de dados retrospectiva e prospectiva, no período de
julho de 2016 a junho de 2018. Pacientes que apresentaram ENP (autoextubação ou acidental)
foram comparados a grupo com extubação planejada quanto as características demográficas,
clínicas e ventilatórias. A incidência de ENP foi calculada e o modelo de regressão logística
ajustado foi realizado para determinar os fatores de risco para o evento e os desfechos foram
comparados entre aqueles com extubação planejada e não planejada. Resultados: Um total de
308 pacientes fizeram o uso de intubação endotraqueal e foram incluídos na análise. Destes, 20
(6,4%) pacientes experimentaram ENP, a taxa de incidência foi de 1,59/100 dias de intubação.
Pacientes intubados após procedimentos de pequena complexidade apresentaram mais chances
para a ocorrência da extubação não programada (p<0,0001), com Odds Ratio 61; IC95%, 15,5-
239,8. Não houve diferença significativa entre os grupos extubação não planejada e planejada
em termos de tempo de ventilação mecânica, tempo de internação na unidade de terapia
intensiva pediátrica e mortalidade. Conclusão: A incidência de ENP na unidade pediátrica
apresentou valor ligeiramente superior do que é recomendado atualmente na literatura e,
intubação após procedimentos de pequena complexidade foram fator de risco para a ocorrência
da extubação não programada.
Abstract
Introduction: Unplanned extubation (UE) in intensive care units is one of the most worrying
adverse events, since it is associated with potentially fatal complications, especially in the
pediatric population. Incidence and risk factors have been discussed, but more information is
still needed in this regard. Objective: To evaluate the incidence for each 100 patient / day
intubated and to identify the factors associated with UE in an Intensive Pediatric Unit of
reference of University Hospital of Minas Gerais. Methods: Cross-sectional and descriptive
cohort study, with retrospective and prospective data collection, from July 2016 to June 2018.
Patients who presented UE (self-extubation or accidental) were compared to a group with
planned extubation in terms of demographic, clinical and ventilatory. The incidence of UE was
calculated and the adjusted logistic regression model was performed to determine the risk
factors for the event and the outcomes were compared between those with planned and
unplanned extubation. Results: A total of 308 patients underwent endotracheal intubation and
were included in the analysis. Of these, 20 (6.4%) patients experienced UE, the incidence rate
was 1.59 / 100 days of intubation. Patients intubated after procedures of small complexity
presented more chances for the occurrence of non-programmed extubation (p <0.0001), with
Odds Ratio 61; 95% CI, 15.5-239.8. There was no significant difference between the unplanned
and planned extubation groups in terms of mechanical ventilation time, length of stay in the
pediatric intensive care unit and mortality. Conclusion: The incidence of UE in the pediatric
unit presented a slightly higher value than is currently recommended in the literature and
intubation after procedures of small complexity were a risk factor for the occurrence of non programmed extubation.
Assunto
Extubação, Fatores de Risco, Pediatria, Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica
Palavras-chave
extubação, fatores de risco, pediatria, unidade de terapia intensiva