Entre tratar e educar os excepcionais: Helena Antipoff e a psicologia na Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais (1932-1942).

dc.creatorAdriana Araujo Pereira Borges
dc.date.accessioned2021-12-30T23:22:27Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:03:49Z
dc.date.available2021-12-30T23:22:27Z
dc.date.issued2014-01-06
dc.description.abstractBetween 1932 and 1942, Pestalozzi Society of Minas Gerais established institutions for the psychological treatment and education of children and adolescents considered abnormal , which , on its own initiative , began to be called exceptional. Created under name of the well known Swiss educator, pioneer of Active School methods, the Society was formed from the mobilization of civil society of the time, headed by the Russian psychologist Helena Antipoff, and constituted a paradigmatic case of the emergence of psychology as a professional field in Brazil. The dissertation surveys the role of Helena Antipoff as the Society’s psychologist, examining children and adolescents referred for specialist treatment, assessing their potential through psychological instruments and proposing practical actions in order to promote their development. It also analyzes the processes of assessment, treatment and education offered by doctors and educators, seeking to identify how the space of the psychologist was constructed at the interface between Medicine and Pedagogy. The period 1932 1942 was a time when the association helped special classes, established a Medical Pedagogical Clinic, the Association for Assistance to Small Newsboys and Pestalozzi Institute. Primary sources include the Society's publications and reports to evaluate children and adolescents referred for treatment, located in the archives of Pestalozzi Institute. The documents were analysed, seeking links between treatment and education, the relationship between psychology , medicine and education and the place of psychology in this association. The results demonstrate that, although recent studies indicate segregationist characteristics in the practice of psychology, the application of knowledge generated by this science in Pestalozzi Society had another role. It was found that, before the establishment of special classes, children with disabilities were out of school, especially in mental asylums. Special classes were one of the first initiatives that considered their difference, proposing a qualified special education for them. Psychological diagnosis not only served the purpose of qualifying but wanted to draw a profile of the child and thus propose different educational alternatives. The tests used were not limited to intelligence tests, but tests of motor skills and a characterological analysis technique proposed by the Russian psychologist Alexander Lazurski, introduced in Brazil by Antipoff, were used. Lazurki’s method allowed to understand strengths and weaknesses of the child, encouraging the strengths and working to eliminate or minimize the difficulties encountered. It was concluded that the institutions established by Pestalozzi Society rescued children considered irrecoverable by offering alternative forms of treatment and education. In the gap between treating and educating, it offered keys for knowing the child, demonstrating the importance of its uniqueness and its potential. Psychology thus becomes a science of relations with the health sciences and education, with people, with government, with the community. The change of nomenclature from abnormal to exceptional was a paradigm shift. Being exceptional, the individual has specific needs. The approach adopted, rather than focusing on illness or deficiency, promotes a look at possibilities, facing the potential for invention and resources necessary for the full development of individuals under care.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38989
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAntipoff, Helena, 1892-1974
dc.subjectSociedade Pestalozzi de Minas Gerais
dc.subjectPsicologia -- História
dc.subjectEducação especial
dc.subject.otherHelena Antipoff
dc.subject.otherSociedade Pestalozzi de Minas Gerais
dc.subject.otherHistória da Psicologia
dc.subject.otherEducação especial
dc.titleEntre tratar e educar os excepcionais: Helena Antipoff e a psicologia na Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais (1932-1942).
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Regina Helena de Freitas Campos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5350842157910835
local.contributor.referee1Mitsuko Maria Antunes
local.contributor.referee1Renato Diniz Silveira
local.contributor.referee1Érika Lourenço
local.contributor.referee1Ana Lydia Bezerra Santiago
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9946652387882951
local.description.resumoEntre 1932 e 1942, a Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais originou instituições para tratamento psicológico e educação de crianças e adolescentes considerados anormais, que, por sua iniciativa, passaram a ser denominados excepcionais. Criada com o nome do conhecido educador suíço, pioneiro da Escola Ativa, a Sociedade foi formada a partir da mobilização da sociedade mineira da época, tendo à frente a psicóloga russa Helena Antipoff, e se constituiu como caso paradigmático do surgimento da Psicologia enquanto campo de atuação no Brasil. Focaliza se a atuação de Helena Antipoff como psicóloga da Sociedade , examinando as crianças e adolescentes indicados para tratamento especializado, avaliando suas potencialidades através de instrumentos de medida psicológica, propondo práticas de atuação com vistas a promover seu desenvolvimento. Analisa se também os processos de avaliação, tratamento e educação propostos por médicos e educadores, buscando identificar como o espaço de atuação do psicólogo foi construído na interface entre Medicina e Pedagogia. O período 1932 1942 foi a época em que a associação auxiliou classes especiais, originou o Consultório Médico Pedagógico, a Associação de Assistência ao Pequeno Jornaleiro e o Instituto Pestalozzi. As fontes primárias incluem publicações da Sociedade e laudos de avaliação de crianças e adolescentes indicados para tratamento, localizados nos arquivos do Instituto Pestalozzi. Realizou se análise documental, buscando a articulação entre tratamento e educação, as relações entre Psicologia, Medicina e Educação e o lugar da Psicologia nessa associação. Os resultados demonstram que, embora estudos recentes apontem características segregativas nas práticas da Psicologia, a aplicação dos conhecimentos gerados por essa ciência na Sociedade Pestalozzi teve outro papel. Constatou se que, antes da proposta das classes especiais, as crianças com deficiência estavam fora da escola, principalmente em asilos psiquiátricos. As classes especiais foram uma das primeiras iniciativas que levavam em consideração sua diferença, propondo, através do ensino especial, uma educação de qualidade. O diagnóstico psicológico não servia apenas ao propósito classificatório, mas pretendia traçar um perfil da criança e assim, propor alternativas educativas diferenciadas. Os testes utilizados não se limitavam aos testes de inteligência, mas foram utilizados testes de motricidade e a técnica de análise caracterológica proposta pelo psicólogo russo Alexander Lazurski, introduzida no Brasil por Antipoff. O método Lazurski permitia compreender os pontos fortes e fracos da criança, estimulando os fortes e trabalhando para eliminar ou minorar as dificuldades encontradas. Concluiu se que as instituições originadas pela Sociedade Pestalozzi resgataram crianças consideradas irrecuperáveis, propondo formas alternativas de tratamento e educação. No hiato entre o tratar e o educar, ela ofereceu as chaves para conhecer a criança, demonstrando a importância de sua singularidade e de suas potencialidades. A Psicologia torna se assim uma ciência das relações com as ciências da saúde e da educação, com as pessoas, com o poder público, com a comunidade. A mudança de nomenclatura, de anormais para excepcionais, é uma mudança de paradigma. Sendo excepcional, o indivíduo tem necessidades específicas. O enfoque adotado, ao invés de centrado na doença ou no déficit, promove um olhar voltado para as potencialidades e para a invenção de recursos necessários ao pleno desenvolvimento das crianças.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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