Caracterização e estudo funcional dos genes anotados como hemolisinas do tipo III em Leishmania major.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Carlos Renato Machado
Ricardo Fujiwara
Luíz Carlos Crocco Afonso
Wanderson Duarte da Rocha
Ricardo Fujiwara
Luíz Carlos Crocco Afonso
Wanderson Duarte da Rocha
Resumo
Trabalhos anteriores de nosso grupo demostraram que promastigotas e amastigotas de Leishmania amazonensis possuem uma citolisina capaz de lisar eritrócitos e macrófagos, a qual chamamos de leishporina, devido ao seu mecanismo de lise ser por formação de poros na membrana de macrófagos. Embora a leishporina já tenha sido caracterizada por nós sob diversos aspectos bioquímicos, sua identidade molecular é ainda desconhecida. Uma vez que o genoma da L. major já foi completamente sequenciado, iniciamos nosso trabalho buscando por genes que pudessem codificar proteínas que tivessem atividade citolítica e ser responsável pela atividade da leishporina. Nossas pesquisas no banco de dados tritrypDB, revelaram a existência de 3 genes anotados como hemolisinas do tipo III putativas denominados LmjF36.5500, LmjF36.5510, LmjF36.5520. Estas sequências mostraram uma homologia significativa com outras hemolisinas do tipo III formadoras de poros e já caracterizadas em outros organismos. Mostramos por PCR em tempo real que 2 destes genes são expressos em promastigotas na fase estacionária, fase em que a expressão da atividade da leishporina é máxima. Quando comparamos a expressão destes mRNAs entre promastigotas e amastigotas, verificamos que o mRNA do gene Lm5500 é mais expresso em amastigotas, enquanto que para o mRNA de Lm5520 parece não haver diferenças significativas, como demonstrado por PCR em tempo real e Northern blot. Não detectamos mRNA para o gene Lm5510, o que sugere que este gene é pouco/ou não expresso. A fim de determinar a localização subcelular destas proteínas, anticorpos policlonais foram produzidos em camundongos BALB/c e utilizados em microscopia de imunofluorescência confocal. Aparentemente, a proteína codificada pelo gene LmjF36.5520 se localiza em uma estrurura alongada e única, que aparenta ser o Túbulo Multivesicular (MVT), que se estende do bolso flagelar até a extremidade posterior do parasito. A proteína codificada pelo gene LmjF36.5500 está localizada em estruturas que se assemelham aos acidodocalcissomos. Confirmando os resultados PCR em tempo real, não foi possível detectar a fluorescência para a proteína codificada pelo gene Lmjf36.5510. Parasitas superexpressores das proteínas Lm5500 e Lm5520 foram gerados para avaliarmos o fenótipo lítico dos mesmos. Nossos resultados demonstram que os clones que superexpressam as proteínas Lm5500 e Lm5520 têm sua atividade litica aumentada em relação aos mock transfectados. Esse resultado indica que esas proteínas são potencialmente candidatas a codificarem a leishporina ou a uma proteína importante para a ação da leishporina.
Abstract
Assunto
Biologia molecular, Leishmania, Leishmania major
Palavras-chave
Bioquímica, Imunologia
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