Expressão de marcadores de fibrose em leiomiomas uterinos de mulheres brasileiras negras e brancas
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Leiomiomas uterinos (miomas) são tumores ginecológicos benignos altamente prevalentes e a principal indicação para histerectomia. Mulheres negras sofrem um impacto desproporcional de leiomiomas uterinos em comparação com mulheres brancas, mas os mecanismos subjacentes a essa disparidade racial permanecem indefinidos. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o grau de fibrose e a expressão de genes pró-fibróticos em leiomiomas de mulheres brasileiras de acordo com a raça autorrelatada e ancestralidade genômica. Métodos: Os participantes do estudo (n=30) foram divididos em três grupos (n=10) de acordo com a raça autodeclarada: negra, mestiça e branca. O tecido do leiomioma foi coletado após a histerectomia. A fibrose foi quantificada pela coloração tricrômica de Masson e a expressão dos genes pró-fibróticos COL1A1 (colágeno tipo 1), FN1 (fibronectina 1) e VCAN (versican) foi avaliada por qPCR. A ancestralidade genética foi determinada pela tipagem de DNA para um painel de 40 polimorfismos de DNA de inserção/deleção curta bialélicos informativos de ancestralidade validados. Os dados foram resumidos como medianas de grupo e comparados pela análise de variância de Kruskal-Wallis seguida pelo teste de comparações múltiplas de Dunn. Resultados: Os três grupos apresentaram dados clínicos e demográficos homogêneos. A proporção de tecido fibrótico nas seções histológicas de leiomioma foi semelhante nos três grupos. Os níveis de mRNA do colágeno tipo 1 foram menores nos grupos de raça negra do que nos grupos de raça mista (p<0,05), enquanto a expressão de fibronectina e versican não mudou de acordo com a raça autorrelatada. Não houve correlação entre fibrose ou expressão gênica pró-fibrótica e a proporção de ancestralidade genômica europeia, africana ou nativa americana dos participantes. Conclusão: Essas descobertas sugerem que as diferenças na quantidade de fibrose ou na expressão de genes pró-fibróticos no momento da histerectomia provavelmente não explicam as disparidades raciais na carga de leiomiomas uterinos entre mulheres brasileiras.
Abstract
Background: Uterine leiomyomas (fibroids) are highly prevalent benign gynecologic tumors and the leading indication for hysterectomy. Black women experience a disproportionate impact of uterine leiomyomas compared to White women, but the mechanisms underlying this racial disparity remain elusive. Objective: The aim of this study was to evaluate the degree of fibrosis and the expression of pro-fibrotic genes in leiomyomas from Brazilian women according to self-reported race and genomic ancestry. Methods: Study participants (n=30) were divided into three groups (n=10) according to self-declared race: Black, Mixed race and White. Leiomyoma tissue was collected after hysterectomy. Fibrosis was quantified by Masson's trichrome staining and the expression of pro-fibrotic genes COL1A1 (type 1 collagen), FN1 (fibronectin 1) and VCAN (versican) was assessed by qPCR. The genetic ancestry was determined by typing DNA for a panel of 40 validated ancestry-informative biallelic short insertion/deletion DNA polymorphisms. Data were summarized as group medians and compared by Kruskal-Wallis analysis of variance followed by Dunn’s multiple comparisons test. Results: The three groups presented homogeneous clinical and demographic data. The proportion of fibrotic tissue in the leiomyoma histological sections was similar in the three groups. The mRNA levels of type 1 collagen were lower in Black than in Mixed race groups (p<0.05) while fibronectin and versican expression did not change according to self-reported race. There was no correlation between fibrosis or pro-fibrotic gene expression and the proportion of European, African or Native American genomic ancestry of the participants. Conclusion: These findings suggest that differences in the amount of fibrosis or the expression of pro-fibrotic genes by the time of hysterectomy are unlikely to explain racial disparities in the burden of uterine leiomyomas among Brazilian women.
Assunto
Leiomioma, Grupos Raciais, Saúde das Minorias Étnicas, Fibrose, Colágeno, Fibronectinas, Versicanas, Histerectomia, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Leiomioma, Raça, Ancestralidade genômica, Fibrose, Colágeno, Fibronectina, Versican