Photocatalytic recycled membranes from TiO2 and graphene oxide (GO) and their applications in the treatment of wastewater

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Membranas recicladas fotocatalíticas a partir de TiO2 e óxido de grafeno (GO) e suas aplicações no tratamento de águas residuárias

Membros da banca

Eduardo Henrique Martins Nunes
Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira
Fabiana Valéria da Fonseca
Cintia Marangoni

Resumo

Water pollution, scarcity, and global energy challenges have prompted the scientific community to develop more sustainable and efficient wastewater treatment technologies. Emerging Contaminants (ECs) that have already been detected in wastewater, surface water, groundwater, and even drinking water have received special attention. Although the effects of these ECs are not fully understood, studies indicate that they may pose toxicological risks. Conventional WTPs and WWTPs are ineffective at removing ECs, necessitating advanced treatments. Among the advanced treatments, Photocatalytic Membranes are a promising technology that combines catalysts and membranes to generate mutual benefits. Titanium dioxide (TiO2) nanoparticles are the most commonly used catalyst in these devices. However, the difficulty of recovering it in nanometric dimensions and the requirement for UV-C irradiation for its activation continue to limit its widespread use. As a result, immobilization of the catalyst on membrane surfaces prefigures as a promising alternative. The association also cooperates for the reduction of incrustation on membranes through the degradation of the compounds that cause fouling by the catalyst. Permeate flow is maintained while energy consumption is reduced. Therefore, the objective of this project was to develop and evaluate the performance of Photocatalytic Membranes composed of recycled membranes (post-life reverse osmosis membrane converted into ultrafiltration membrane), TiO2 nanoparticles and graphene oxide (GO). For this, the methodology was based on five stages. The first consisted in the synthesis and characterization of the photocatalytic membrane. The second in preliminary tests of removal/degradation of eriochrome black T and methylene blue dyes, as well as monitoring of permeate fluxes. The third in the development of the photocatalytic membrane reactor followed by the evaluation of the membrane's ability to remove ECs from municipal wastewater after secondary treatment. Operating parameters have been optimized. Finally, an economic CapEX and OpEX analysis of the process was carried out. The use of GO, due to its excellent electronic transfer properties, was intended to expand the light response range of TiO2, and the use of recycled membranes ensured greater sustainability and low cost to the process, expanding its potential for scale-up. The use of recycled membranes as a support worked more than a cost reduction strategy, but also as an alternative to reduce solid waste. Low adhesions of TiO2-GO nanocomposites to membrane surfaces were verified in self-assembly modifications, while filtration and dopamine modification generated membranes with well-adhered and homogeneous layers. Considering the stability, permeability and the rejection efficiency of the dyes, as model substrates, the membranes modified with the aid of dopamine-TiO2-GO were the most promising (approximately 100% rejections). The nanomaterials increased the hydrophilicity of the membrane and formed a hydrated layer that repels organic contaminants and reduces fouling. In addition to membrane rejection, adsorption (contribution: ~10%) and photocatalysis (contribution: ~20%) were additional mechanisms for pollutant removal. The photocatalytic membrane modified with dopamine-TiO2-GO demonstrated excellent performance in the removal of six different active pharmaceutical compounds (PhACs), achieving gains in terms of removal efficiency (up to 95.7%) and fouling mitigation for the modified membrane compared to the original membranes. The photocatalytic activity also contributed to a simultaneous degradation of the PhACs, avoiding the generation of a concentrated stream with a high charge for later disposal. Membranes modified with dopamine, TiO2 and GO, in reason of their better performances in preliminary tests, were selected for use in an advanced wastewater treatment system in Garching after treatment at the treatment station. Even after 10 months of use, the membranes maintained stability. In the operation of the system with irradiation on the membrane, the effect of the position of the lamp on the luminous fluency that reaches the membrane was evaluated, with higher values being found in the middle of the membrane, providing parameters for optimization of the process. The membrane was evaluated in the following systems: complete UV-C (irradiation and filtration), complete LED, filtration, UV-C alone and the LED system alone. In general, the best results were obtained on the complete UV-C system. With considerable reductions of diclofenac (92%) and antipyrine (87%), changes in effluent pH demonstrated an improved trend in attenuating the concentration of ECs at higher pHs. For the technical feasibility analysis of the use of the photocatalytic membrane, the implementation of a tertiary wastewater treatment system for a population of approximately 31,000 people was considered. The calculated CapEX was US$1.23 per cubic meter and the Opex was US$3.75 per cubic meter. Such values are higher than the costs of conventional processes and even some advanced processes, and most Opex costs were associated with electricity consumption. If the system were simplified using natural irradiation such as sunlight and removing the aeration system, the new Opex would be $0.23 per cubic meter, comparable to other advanced techniques such as granular activated carbon. It is noteworthy that photocatalytic membranes have the advantage of not producing sludge and generating concentrate with a lower load, with consequent lower cost of concentrate treatment, in addition to not generating an environmental liability. As a result, all these variables must be considered and the technology shows promise for future scalability.

Abstract

A poluição das águas, sua escassez e os desafios globais de energia têm levado a comunidade científica a desenvolver alternativas tecnológicas mais sustentáveis e eficientes de tratamento de águas residuárias. Especial atenção tem sido dada aos Contaminantes Emergentes (CEs) que já foram detectados em águas residuárias, superficiais, subterrâneas e até potável. Os efeitos destes CEs ainda não são totalmente esclarecidos, mas estudos apontam seus potenciais riscos toxicológicos. As ETAs e ETEs convencionais são ineficientes na remoção dos CEs, sendo requeridos tratamentos avançados para este propósito. Dentre os tratamentos avançados, as Membranas Fotocatalíticas são uma tecnologia em potencial, compostas pela união de catalisadores a membranas que geram mútuos benefícios. O catalisador mais utilizado nestes dispositivos é o dióxido de titânio (TiO2) na forma de nanopartículas. No entanto, a dificuldade de sua recuperação em dimensões nanométricas e a necessidade de irradiação UV-C para sua ativação ainda limitam seu uso em larga escala. A imobilização do catalisador nas superfícies de membranas prefigura como alternativa promissora, portanto. A associação permite, também, a redução da incrustação nas membranas, por meio da degradação, por parte do catalisador, dos compostos causadores de incrustação. Dessa maneira, é mantido o fluxo de permeado e o consumo energético reduzido. Sendo assim, o objetivo deste projeto foi desenvolver e avaliar o desempenho de Membranas Fotocatalíticas compostas por membranas recicladas (membrana de osmose inversa pós vida útil convertida em membrana de ultrafiltração), nanopartículas de TiO2 e óxido de grafeno (GO). Para isto, a metodologia foi alicerçada em cinco etapas. A primeira consistiu na síntese e caracterização da membrana fotocatalítica. A segunda em testes preliminares de remoção/degradação dos corantes negro de eriocromo T e azul de metileno, bem como monitoramento dos fluxos de permeado. A terceira no desenvolvimento do reator fotocatalítico de membrana seguida pela etapa de avaliação da capacidade da membrana na remoção de CEs de águas residuárias municipais pós tratamento secundário. Os parâmetros operacionais foram otimizados. Por fim, foi realizada análise econômica Capex e Opex do processo. O uso do GO, em função de suas excelentes propriedades de transferência eletrônica, teve por finalidade expandir a faixa de resposta à luz do TiO2, e o emprego de membranas recicladas garantiu maior sustentabilidade e baixo custo ao processo, ampliando seu potencial de escalonamento. A utilização de membranas recicladas como suporte funcionou mais do que como uma estratégia de redução de custos, mas também como uma alternativa para redução de resíduos sólidos. Baixas adesões dos nanocompósitos TiO2-GO às superfícies das membranas foram verificadas em modificações self-assembly, enquanto filtração e modificação com dopamina geraram membranas com camadas bem aderidas e homogêneas. Considerando a estabilidade, permeabilidade e eficiência de rejeição dos corantes, como substratos modelo, as membranas modificadas com o auxílio de dopamina-TiO2-GO foram as mais promissoras (rejeições de aproximadamente 100%). Os nanomateriais aumentaram a hidrofilicidade da membrana e formaram uma camada hidratada que repele os contaminantes orgânicos e reduz a incrustação. Além da rejeição da membrana, adsorção (contribuição: ~10%) e fotocatálise (contribuição: ~20%) foram mecanismos adicionais para a remoção de poluentes. A membrana fotocatalítica modificada com dopamina-TiO2-GO demonstrou ótima performance na remoção de seis diferentes compostos ativos farmacêuticos (PhACs), percebendo-se ganhos em termos de eficiência de remoção (até 95,7%) e mitigação de incrustações para a membrana modificada em comparação com as membranas originais. A atividade fotocatalítica ainda contribuiu para uma degradação simultânea dos PhACs evitando a geração de uma corrente de concentrado com alta carga para posterior descarte. As membranas modificadas com dopamina, TiO2 e GO, por apresentaram melhores desempenhos nos testes preliminares, foram selecionadas para uso em sistema de tratamento avançado de águas residuárias de Garching após tratamento na estação de tratamento. Mesmo após 10 meses de uso as membranas mantiveram estabilidade. Na operação do sistema com irradiação da membrana, foi avaliado o efeito da posição da lâmpada na fluência luminosa que atinge a membrana, sendo encontrados maiores valores no meio da membrana, fornecendo parâmetros para otimização do processo. A membrana foi avaliada nos seguintes sistemas: UV-C completo (irradiação e filtração), LED completo, filtragem, UV-C sozinho e o sistema LED sozinho. Em geral, os melhores resultados foram obtidos no sistema UV-C completo. Com reduções consideráveis de diclofenaco (92%) e antipirina (87%), as alterações no pH do efluente demonstraram uma tendência melhorada na atenuação da concentração de ECs em pHs mais altos. Para análise de viabilidade técnica do uso da membrana fotocatalítica, foi considerada a implementação de um sistema de tratamento terciário de águas residuais de uma população de aproximadamente 31.000 pessoas. O CapEX calculado foi de US$ 1,23 por metro cúbico e o Opex foi de US$ 3,75 por metro cúbico. Tais valores são superiores aos custos dos processos convencionais e até mesmo de alguns processos avançados, sendo que a maioria dos custos Opex foram associados ao consumo de eletricidade. Se o sistema fosse simplificado usando irradiação natural, como a luz solar, e removendo o sistema de aeração, o novo Opex seria de US$ 0,23 por metro cúbico, comparável a outras técnicas avançadas, como o carvão ativado granular. Vale ressaltar que as membranas fotocatalíticas têm a vantagem de não produzirem lodo e gerar concentrado com menor carga, com consequente menor custo de tratamento de concentrado, além de não gerar um passivo ambiental. Como resultado, todas essas variáveis devem ser consideradas e a tecnologia se mostra promissora para escalabilidade futura.

Assunto

Engenharia sanitária, Meio ambiente, Água - Tratamento, Grafeno, Titânio, Água - Poluição, Sustentabilidade e meio ambiente, Energia, Água potável - Contaminação, Reatores, Membranas (Tecnologia), Poluição da água - Prevenção, Fotocátalise

Palavras-chave

Photocatalytic Membrane Reactors, Recycled Membranes, Emerging Contaminants, advanced treatments

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