Efeitos da metadona na motilidade intestinal e nos escores de dor em equinos submetidos a orquiectomia em posição quadrupedal

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Suzane Lilian Beier
Rafael Resende Faleiros
Silvia Renata Gaido Cortopassi

Resumo

Ao considerar sedação ou anestesia geral em cavalos, uma abordagem multimodal é preferida a um único medicamento, o que inclui a associação de agonistas alfa-2 adrenérgicos, fenotiazinas e/ou opioides. Esta administração parece minimizar os efeitos adversos dos fármacos usados individualmente. Na atualidade, o uso de opioides em cavalos ainda é limitado devido ao risco de estimulação simpática, excitação, bem como diminuição da motilidade intestinal. O objetivo do presente estudo foi demonstrar se a metadona combinada com acepromazina e detomidina produz menores escores faciales de dor com efeitos adversos mínimos na motilidade intestinal de cavalos submetidos a orquiectomia. A população do estudo incluiu 19 cavalos machos inteiros, sem raça definida e hígidos. Os cavalos foram divididos em dois grupos aleatóriamente. Grupo 1- ADM, n: 10 (Acepromazina 0,05mg/kg) + (Detomidina 10 µg/kg) + (Metadona 0,05mg/kg) via intravenosa (IV) ou Grupo 2- ADS n:9 (Acepromazina 0,05mg/kg) + (Detomidina 10µg/kg) + (Solução salina fisiológica) via IV, ambos os grupos receberam meloxicam 0,6 mg/kg no pós-cirúrgico. As avaliações realizadas foram: motilidade intestinal mediante auscultação abdominal nos quatro quadrantes abdominais e ultrassonografia de quatro segmentos intestinais (duodeno descendente (USDOU), corpo do ceco (USCEC), cólon ventral direito (USCVD) e cólon ventral esquerdo (USCVE), assim como dilatação do estômago e avaliação facial da dor mediante escala da Universidade de Utrecht para equinos (EQUUS-FAP). Isto foi realizado em sete momentos, pelo mesmo avaliador cego ao tratamento: tempo 1 (T1): 1 dia antes do procedimento, tempo 2 (T2): antes do procedimento, (T3, T4, T5, T6 e T7): 1, 2, 4, 6 e 8 horas após aplicação de ADS ou ADM. Este é um ensaio clinico controlado e randomizado. Os resultados são apresentados como média e desvio-padrão ou mediana e intervalo interquartil. Para as variáveis FC, f e TR, foi realizada análise de variância. Para as outras variáveis foi realizado o teste de Mann-Whitney, teste de Durbin ou teste exato de Fisher. O nível de significância considerado foi de 5%. Para os parâmetros fisiológicos avaliados FC, f e TR não houve diferença estatística significativa entre os grupos (ADM) ou (ADS). A motilidade intestinal se encontrou reduzida pelo método de auscultação significativamente no T3 e T4, voltando a parâmetros normais no T6 e T7. A ultrassonografia também mostrou diminuição da motilidade, entretanto os câmbios foram mais sutis nos segmentos CVE, CVD e Ceco, quando comparado com a auscultação. O duodeno não mostrou diferenças significativas. A dilatação do estômago foi maior no grupo ADM comparado com o ADS, tendo diferença significativa (p-valor < 0,05) nos tempos T1, T5, T6 e T7. Na expressão facial foi observada diferença significativa (p-valor < 0,05) entre os grupos no T4, T5 e T6. Os cavalos do grupo ADM apresentaram escores inferiores quando comparados com ADS. Os resultados indicam que a combinação de metadona 0,05 mg/kg com acepromazina e detomidina (ADM) proporcionou melhor analgesia pós-operatória segundo expressão facial, sem causar alterações cardiorrespiratórias adversas de relevância clínica e sem potencializar a diminuição da motilidade intestinal induzida pelo α2-agonista, sugerindo que esta associação é segura para emprego na espécie equina.

Abstract

Assunto

Ciência animal

Palavras-chave

Equino, Diagnóstico por imagem

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